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Nunca entenderás, e a verdade só te irá destruir.

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Invades-me o olhar em busca de palavras que confirmem o que tu já sabes.
Tu sabes.
Eu sei que tu sabes.
Mas não te mostro que sei que tu sabes.
E todos os dias partilhamos magoas e segredos, mas não tocamos no assunto.
No teu olhar, vejo o teu brilho diminuir conforme os dias passam, mas não te vou dar respostas, pois não te vou libertar, mas também não vou largar, pois isto, faz o meu sangue bombear e regenerar.
Nunca entenderás, e a verdade só te irá destruir.
Este veneno agarrou-se à minha pele e não quero parar de o beber.
Sim, o meu olhar não te esconde que te sou infiel, mas a ausência da resposta, prendem-te à esperança de voltares a ter a menina que conheceste quando a vida sabia a algodão doce, e assim, escolhes ficar ao meu lado…na esperança da mudança, agarrado a um passado que teimas em não largar.

 

Fotografia: Via Pinterest

Quem é este estranho que nada sei mas quero de volta?

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Esperei uma eternidade por aquele estranho como quem espera pelo fim de semana e quando finalmente chegou os relógios acordaram para o levarem junto com o tempo.
Já que te foste podias ter levado as nossas memórias também contigo ao invés de me deixares neste purgatório sem a tua pele, mas contigo a assombrares a minha mente e a invadires as vontades do meu corpo.
Quem é este homem que nunca quis saber que medos carrego?
Quem é este homem que desprezou a mulher delicada que sou, e me agarrou pelos cabelos e trouxe a chama ao meu olhar?
Nunca tive tanta força dentro de mim, como quando estava contigo. A minha mente era livre de violar e provocar o caos, o meu corpo descobri ser pequeno para tanto prazer e frágil para tanta perversão. Ah mas esta fragilidade deixou-me ainda mais louca e insaciável por desejo devasso.
Quem é este estranho que do sobrenome nada sei, nem de onde veio ou onde nasceu?
Deste estranho apenas conheço o olhar vazio com que acelerava a minha pulsação sempre que me olhava, decorei também aqueles lábios esfomeados de pecado, o meu olfacto absorveu o cheiro a animal selvagem e vadio que me atordoava os sentidos, e o meu corpo memorizou o tamanho daquelas mãos vis.
Ah, a forma como aquele estranho apertava o meu pescoço contra a parede num beijo sem espaço para fôlego é de perder a força nas pernas…
Quem é este estranho que nada sei mas quero de volta?