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Só para ti

Quando me enviaste aquele vídeo „Só de mim” foi quando percebeste que me perdeste.

Não tinhas esse direito!

Durante um ano mexeste com a minha cabeça e o meu coração. Cometi loucuras por ti. Amei-te, tentei… Esqueci-te – ou não? Era capaz de ter cometido mais loucuras por ti – por amor. Mas tu nunca me demonstraste que me querias. Agora que estou numa relação vens me confessar que afinal querias tudo o que eu queria. Mas não me ias deixar cometer as loucuras que eu ia fazer por ti. Mudar a minha vida por ti. Queres me mas ao mesmo tempo não – é isso? Porque raio agora? Dou por mim a pensar em ti, quando não o devia fazer. Queres que seja feliz. Por muito tempo desejei que fosses tu a fazer me feliz. E agora? Por um lado sei o que quero, por outro baralhas-me o sistema todo! Uma mensagem, uma imagem tua, um pensamento… tudo me afeta com uma intensidade que eu não quero admitir.

Diz-me o que devo fazer?

Peregrinus #69Letras

Desejos perversos?

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Por vezes sou menina, outras vezes mulher, e não deixo de ser humana. Tenho o terrível defeito de sentir tudo com intensidade, com tesão, quer seja por outro corpo como pela própria vida, por viver e sentir-me viva.

E por ser eu, este “eu” que não costumo partilhar, é que sinto como sinto, à minha maneira, para meu prazer e por ter prazer em dá-lo, como quero e como gosto.

Posso até estar a correr o risco de me chamarem egoísta, mas será que é egoísmo sentir desejo e satisfaze-lo, sem que para isso haja regras, tabus, falsos moralismos e julgamentos de valor que me impeçam de o fazer?

Será que sou considerada perversa, devassa ou uma oferecida, por não obedecer ao normal, que nos é prontamente pré-formatado quando nos educam, e que passam o resto da vida a querer que nos rejamos por ele, não nos dando margem de manobra sequer para conhecer outras coisas por serem altamente condenáveis e fugirem a esse “normal” que nos é imposto?

São tudo questões às quais nem respondo porque, para mim, não deviam sequer ser colocadas por não fazerem qualquer sentido, pois cada um tem o direito de ser como é e não somos ninguém para julgar mas sim aceitar e encontrar alguém que nos aceite também tal como somos.

Sou como sou, vivo os momentos com intensidade, sinto como sinto, dou-me a quem quero e como quero, faço sexo ou faço amor conforme a minha vontade, e se isso são desejos perversos pois sejam, não nasci para ser igual à maioria, sou eu, como sou e não será por isso que irei mudar…

Miss Kitty

 

 

Hoje eu quero ir ao inferno!

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Meu amor…
Como gosto que me banhes de palavras suaves e celestiais…
Meigos gestos em que o tempo congela e faz descer à terra o próprio céu…
Em que cada segundo sinto o sabor das tuas mãos a recitar poesia na minha pele…
Como eu amo a intensidade carinhosa que colocas em tudo… Desde o mais ínfimo pormenor que a qualquer mortal passaria despercebido…
Como eu venero o doce som do silêncio que percorre o meu olhar com o teu… e de quando se encontram, naquele lugar especial, fazem o mundo girar ao contrário numa pausa intemporal e divina…
Mas, meu amor…
Hoje eu quero ir ao inferno!
Brincar com os mais terríveis demónios.
Ser a presa mais fácil no meio dos predadores.
Quero ser agarrada, lambida, chupada, mordida… vencida…
Quero ser puxada e arrancada à força.
Quero ser disputada, agarrada e controlada por esses seres famintos.
Meu amor…
Se não me levares lá… levo-me eu e arrasto-te comigo.
Hoje eu quero ver quem vence…
O teu anjo… ou o teu demónio…

*SyrenA*

Hoje é dia do segundo encontro.

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Encontro dividido por capítulos, cautelosamente adivinhado.
Ainda tenho o primeiro encontro a respirar na minha pele, naquela noite, só me dei conta da loucura que estava prestes a acontecer quando desliguei o carro. O corpo atraiçoou-me, as pernas tremiam, o coração estava louco, o meu estômago revolvia-se, a minha pele suava mas mesmo assim prossegui com o combinado.
A porta aberta tal como havíamos combinado, o quarto a meia luz, o meu corpo vestido de lingerie bordeaux a condizer com a venda estendida sobre a cama.
De frente para a porta de saída, com a gabardine já despida, surges atrás de mim vindo não sei de onde escondes o meu olhar o teu rosto como planeado.
Os teus passos espalharam-se pelo quarto e trouxeram melodia ao nosso cenário.
Sinto calor perto de mim, estás à minha frente, puxas-me para ti e danço com este desconhecido que ainda não tem rosto.
Proposta indecente, perigosa que me fez ser inconsequente e aceitar viver esta loucura.
Naquela dança, descobri que a tua barba estava por desfazer, o teu cheiro era lascivo, e o teu toque intenso.
Oiço-te a encher um copo de espumante, que só o adivinhei quando me ajudaste a saborear a bebida… circulas à minha volta e detens-te a cheirar os meus cabelos loiros enquanto dou golos de espumante na tentativa de minimizar o nervo, e a ansiedade do que se seguiria…
Na cama, após a tua ordem, as tuas mãos percorreram a minha pele como se eu fosse uma obra de arte. Sem pressa e com intensidade, viajaste pelos meus contornos e agitaste a maré sanguínea que se esconde debaixo da minha pele branca… a tua boca acordou cada poro da minha pele e as tuas mãos confundiam cada sensação que me despertavas.
Naquela altura lembro-me do calor que me saia entre as pernas, provavelmente as minhas fases já estariam rosadas de desejo… lembro-me de me teres dito ao ouvido o quanto me desejas, e depois seguiu-se aquele beijo que me trespassou o corpo como uma corrente eléctrica… no chão os teus passos afastam-se e fechas a porta.
Tiro a venda, e tal como combinado o primeiro encontro da-se por encerrado, e eu fiquei sozinha naquele quarto com o peito a expandir-se pele respiração acelerada.
Hoje, é o 2º capitulo, e mal posso esperar.