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In Pensamentos de um louco

Inócuo
Seres algo vazio sem sentido só porque sim,
Só porque à tua volta te pressionam e exigem,
Seguires as tendências,
Sem no fundo encontrares seja o que for que te identifiques,
Seres bombardeado incessantemente com efeitos visuais e sonoros exclusivamente
para te tornares mais um automatismo desta sociedade
que se degrada a cada segundo que o relógio assinala,
Tempo, esse ditador cruel que não se atrasa nem adianta,
Têm ritmo próprio, constante, rígido, directo,
Como tal faz a diferença,
Cria em ti a chama que alimenta a vida, a alma,
Ouve o que te emociona,
Lê o que te faz chorar e rir, pensar,
Vê o k te alegra, entristece, excita,
Te emociona, faz o que te dita a alma e o corpo
e transmite todas essas emoções a quem aborda,
Te rodeia, te escuta,
Tudo começa em ti, em mim, em nós, não sejamos inócuos,
sejamos transbordantes de emoções,
essencialmente de amor, amor ao próximo,
amor a todos os seres que nos acompanham neste berlinde azulado
Acima de tudo tenhamos amor, ao amor que damos e recebemos
e nunca sentiremos o vazio,
o frio do infinito, nada,
Assim sendo comecemos….
©Bastardo 2017 #69Letras

 

 

 

 

Ilustração: Artista francês cria universos de fantasia surreais inspirado por Hayao Miyazaki…

Infinito definitivo

Dito assim até parece uma fraude.

Mas imaginem por um momento, bastando apenas mesmo um, que eu pudesse provar que não existe infinito.

Num momento que já teve principio, meio e fim.

Já durou o que tinha a durar, aquele pequeno momento.

Até podia ter sido um momento tão bom, preenchido e cheio de vida. Mas o mesmo chega, mais tarde ou mais cedo, ao fim da sua vida.

Outros momentos vão e vêm. Mas nenhum é eterno.

Sei que nos iludimos e por vezes na ambiguidade do momento temos a presunção de assumir que é eterno.

Mas não…

Nada nem ninguém é eterno, infinito ou para sempre.

O que resta então?

Se os momentos das nossas vidas não passam de escassos definitivos, onde pára a imortalidade dos sentidos então?

Onde ou a quem podemos afirmar a veracidade do que sentimos?

Momentos.

Desfrutem. Memorizem. Guardem bem dentro no infinito dos vossos corações.

Saboreiem. Deliciem-se. Percam-se, se for preciso, nesses escassos momentos na certeza de que podem não voltar.

©Miss Steel 69letras 2017

Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava…

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Fotografia: Via Pinterest

Todos os dias ela sussurrava o seu nome.

Todos.
Sentia a falta dele e por isso chamava-o, ele nunca mais voltou desde que partiu. Contudo ela nunca o largou ou deixou de amar, manteve-se fiel ao que sentia e aguardava infinitamente por ele. Aguardava sem hipótese alguma de regresso, mas sentia-se bem assim.
Deitou-se todas as noites vazia com o seu nome nos lábios, levantava-se de manhã com a cama vazia e percorrera tantas vezes o leito onde ele se deitava com as mãos a deslizar nos lençóis frios da ausência do corpo, depois vestia-se e misturava-se por entre a vida.
Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava. Para o mundo ela tinha seguido, afinal de contas ela sorria como se estivesse tudo bem, como se não sentisse dor e saudade, como se nunca tivesse perdido parte dela. Era boa nisso, tão boa que ninguém desconfiava que assim que metia a chave na porta de casa sangrava do peito e quase sufocava com o desespero. O banho acalmava-a, levava pelo ralo a revolta de não o ver nunca mais. Ela enxugava a pele e hidratava-a com novos pensamentos, mais leves e conformados. Resignada e ciente que não havia mais nada a fazer a não ser aguardar… esperar.
Todos os dias ela sussurrava o seu nome e desejava que ele a escutasse e soubesse que ela não o esquecera.

?A Vizinha #69Letras

Todos os dias ela sussurrava o seu nome.

 

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Todos os dias ela sussurrava o seu nome. Todos.
Sentia a falta dele e por isso chamava-o, ele nunca mais voltou desde que partiu. Contudo ela nunca o largou ou deixou de amar, manteve-se fiel ao que sentia e aguardava infinitamente por ele. Aguardava sem hipótese alguma de regresso, mas sentia-se bem assim.
Deitou-se todas as noites vazia com o seu nome nos lábios, levantava-se de manhã com a cama vazia e percorrera tantas vezes o leito onde ele se deitava com as mãos a deslizar nos lençóis frios da ausência do corpo, depois vestia-se e misturava-se por entre a vida.
Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava. Para o mundo ela tinha seguido, afinal de contas ela sorria como se estivesse tudo bem, como se não sentisse dor e saudade, como se nunca tivesse perdido parte dela. Era boa nisso, tão boa que ninguém desconfiava que assim que metia a chave na porta de casa sangrava do peito e quase sufocava com o desespero. O banho acalmava-a, levava pelo ralo a revolta de não o ver nunca mais. Ela enxugava a pele e hidratava-a com novos pensamentos, mais leves e conformados. Resignada e ciente que não havia mais nada a fazer a não ser aguardar… esperar.
Todos os dias ela sussurrava o seu nome e desejava que ele a escutasse e soubesse que ela não o esquecera.

A Vizinha

Sem principio nem fim

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Escrevo sem principio nem fim, a história surge a meio e está longe do fim. Gosto de continuações… foram tantos os inícios e fins…. saudades de continuar dia após dia, de me embrulhar na mesma personagem e no mesmo sentir.
Escrevo como gostaria de viver, já estar a meio e longe destes fins que me levam mais um pedaço.
Gosto do meio, onde os alicerces já estão fundados, gostos das histórias que escrevo onde conto momentos que nunca começaram e no ar fica o gostinho de um bocadinho mais… Assim sou também no que toca ao prazer, não anseio aquele orgasmo que me deixa sem força, gosto de estar a meio perdida de desejo onde o fim daquele momento ainda se encontra longe.
Meios sãos os meus infinitos onde tudo continua sem prazo de acabar. Gosto disso, gosto do que continua e me faz sentir estável.

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Já te falei do teu colo?

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Eu caí do céu? Talvez.
Felizmente aterrei no teu colo.
Já te falei do teu colo?
O teu colo é o paraíso! É quente, calmo, tem a brisa da tua respiração, o cheiro exótico do teu corpo e faz-me sentir em casa.
Se o nosso lar é onde nos sentimos bem, então os teus braços são a minha casa.
Quando me seguras contra ti, quase que tenho a certeza que nunca me vais abandonar…
No teu colo sou feliz.
Podemos estar a ver TV ou simplesmente a contemplar o infinito, mas uma coisa é certa, nos teus braços tenho felicidade estampada no rosto.
Quem caiu do céu foste tu e aterraste bem dentro de mim.

Esta noite sonhei contigo. Sabe-se lá porquê!

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+18 | Texto erótico |Sabe-se lá porquê estavas sentado à beira de uma cama, e eu em pé à tua frente.
Isto sim é estranho, que estávamos nós a fazer num quarto?
Lembro-me que estávamos a conversar dos assuntos já habituais entre nós, quando de repente sou invadida por um louco desejo momentâneo.
Naquele instante, apenas via o movimento dos teus lábios, mas nada ouvia. A minha audição estava atordoada. Os meus sentidos estavam apenas centrados no calor que surgia entre as minhas coxas.
Um calor invadiu-me, suores frios caiam sobre mim, e naquele quarto, para aquele momento, só tu estavas lá, creio que se não me aceitasses amar naquele instante, acabaria por desmaiar com tanto tesão.
Por favor, deixa-me sentar em ti – Pedi-te.
Não fizeste perguntas, nem brincaste com o meu pedido, apenas te prontificaste libertando o teu s3xo dentro das calças, dispo as calças do pijama ( porque raio estava eu de pijama?), e sento-me em ti.
Ali, tu sentado na beira da cama, eu sentada sobre ti, fomos um só.
Tu impulsionavas-te para mim, e eu empurrava-me para ti… esfregámos-nos numa melodia perfeita, por um tempo que parecia infinito, pois os nossos corpos libertavam agua, o cansaço na respiração ja se ouvia, mas o desejo não desvanecia…
Entretanto acordei, ainda a flamejar entre as pernas… mas tu já não estavas lá…

© Cátia Teixeira 69 Letras 2017