Arquivo de etiquetas: hotel

O que acontece no Porto, fica no Porto…

V: Saio do aeroporto a alinhar a saia… Esta escala pensada no Porto vai dar para relaxar, depois da viagem sem um pingo de diversão a Londres. Só volto a Lisboa na segunda feira e vou aproveitar para relaxar este fim de semana… Tenho algumas pessoas para visitar, mas é um novo conhecimento que anseio… Mas primeiro, um bom hotel…

R: Desde os tempos de adolescente que o comboio ganhou um fascínio a que me entrego com gosto. As viagens quinzenais para ir ver o meu pai… As amizades de três horas que fiz… Maravilhosas adolescentes que me libertaram as vergonhas… Estava na hora de conhecer o Porto.
A “coisa” não começava bem…
Teria de ficar mais um dia que o previsto  para a compra que vinha fazer. Continuar a lerO que acontece no Porto, fica no Porto…

Numa praia qualquer

Texto Erótico|M18

No quarto de hotel as coisas aqueceram, começou por me beijar a boca. Sugava os meu lábios, a minha língua… A boca dele preenchia a minha por completo. Estava um dia maravilhoso de praia, mas nos só queríamos acabar o que a tanto desejávamos. Ele foi deslizando com a boca para o meu pescoço e descendo para o meu peito. Puxou-me a camisola por cima da cabeça. Deslizou as suas mãos para dentro das copas do meu sutiã e endurecendo com o seu toque os meus mamilos, continuava por me beijar pelo peito fora. Senti um leve sopro e depois um sugar no mamilo direito. Aquilo me deixava louca de tesão. Tive de me deitar.

Já em cima da cama, puxou de uma vez os calções e o fato de banho. “Humm…”, dizia ele. Antes de se abocanhar entre as minhas pernas. Lambeu, sugou, soprou e penetrou-me com os dedos vezes sem conta. Já tinha perdido a conta dos meus orgasmos quando o seu telemóvel tocou. “Tenho de atender”, desculpou-se ele antes de se levantar e sair do quarto.

Ali estendida e exposta comecei por me sentir mal. Mal conhecia aquele homem, mas tinha tido mais prazer do que com qualquer outro antes. Ele entrou e disse-me que teria de ir me embora. Fiquei parva a olhar para ele. Ainda agora estava ele a lamber-me e agora mandava-me embora? Foi ai que veio a explicação chocante dele. “A minha namorada esta a chegar. Ela não te pode ver.” Em choque com o que tinha acabado de ouvir, levantei-me e vesti-me o mais rápido que pude. Estava a sair porta fora quando ele me puxou e me beijou uma ultima vez. “”Adorei e quero repetir.” Foram essas as ultimas palavras dele antes de eu sair.

Mas será que eu vou querer repetir? Ele namora… Mas eu adorei estar com ele. Bem, veremos como corem o resto das férias.

Peregrinus #69Letras

Fotógrafo: Helder Mendes Photography

Modelo: Sarah Schwarzenbach

Diário das Quase Ferias – O jantar – Parte IV

TEXTO EROTICO M|18 ? ? ?? ? ?
Dia 2
Depois de relaxar durante um pouco, certifiquei-me que R. ainda dormia.
Olhei para as horas e comecei a planificação mental da noite, a minha forma de lidar com o inesperado. Preparei o fato, instintivamente coloquei a arma de serviço, algo me dizia que a noite se ia complicar, pressentimentos aos quais a experiência me ensinou a não ignorar.
Depois de pronto bato à porta, está trancada estranhamente. Preparo-me para a derrubar quando oiço.
– Estou bem, estou a acabar de me arranjar, espera-me lá em baixo por favor!
Assenti e desci, volvidos alguns longos minutos percebo a razão do pedido e da espera, aquele corpo maravilhoso num vestido preto de organza e seda,de alças sem costas,logo sem soutien, aqueles mamilos endurecidos pelo contraste de temperaturas. Ao descer as escada vislumbram-se as belíssimas pernas pela abertura do vestido quase da cintura aos pés acabando nuns magistrais saltos agulha de 14cm. Até o camareiro tropeçou no tapete da entrada onde o tive que segurar ao mirar tal ilusão de beleza.
Abri-lhe a porta, acompanhei-a ao carro, o seu perfume desconcentra-me mas não posso demonstrar- Abro a porta do carro, auxílio que se sente. Fecho. Entro no meu lugar e arranco, já estávamos em cima da hora. Diz-me:
– Gostaste, estou apresentável? Na verdade espero que o Sr. Director não sofra do coração, é que o ataque cardíaco é quase garantido! Solta uma gargalhada genuína e por momentos a sua face ruboriza-se.
– E tu gostas?
– Meu corpo já te respondeu, ou pensas que não te vi a galar entre as minhas pernas?
Morde o lábio de forma lasciva e vitoriosa como uma criança que acabou de fazer uma maldade e sabe que se vai safar.
Chegamos ao restaurante, acompanho-a a mesa previamente combinada por mim, o sr. Director e respectiva esposa já nos esperavam. Como eu pensava o Sr. ia perdendo o queixo no chão, algo que a esposa resolveu rapidamente com um safanão. Controlámos ambos o sorriso, puxei-lhe a cadeira e permiti que se sentasse.
Após os cumprimentos da praxe apresentou-me, fui amavelmente convidado a fazer companhia, para raiva de R.
Declinei educadamente, não era viável para o meu trabalho e o meu sexto sentido ainda não tinha parado de me dar sinais, costas para a parede que me permitia observar toda a sala. Água com gás para disfarçar a minha postura na sala, vejo pelos sorrisos que a reunião corre bem. Na mesa ao lado, o casal nem por isso, desde que chegaram que sinto a tensão. A senhora na casa dos 30, morena parecia-me estranhamente familiar, o homem cujo os berros já importunava toda a gente à sua volta, postura de macho latino, camisa desapertada até ao umbigo e a virar copos de vinho como quem bebe água. A linguagem corporal dizia -me que a qualquer momento iria ocorrer algo de violento, pareço bruxo, dá com os punhos na mesa e antes que acerte na mulher. A minha mão prende-lhe o polegar e começo a torce-lo, algo muito doloroso posso garantir, tenta revidar. Não permito, chapada mão aberta na cana do nariz e sangue garantido com dores incontroláveis.
– Na minha frente você não toca em mulher nenhuma seja por que motivo for, agora vamos , rua!!
– É minha mulher, ainda não dei o divórcio, quem és tu para te meteres?
– Neste momento sou o gajo com arma.
Afasto o casaco e mostro-a.
– Portanto se preferires em vez de ex-marido, podes facilitar e deixá-la viúva, que te parece?
-Ahhhh, vou ao hospital?
– É uma boa ideia, e olha, vou deixar o meu contacto.
Tiro-lhe uma fotografia do telemóvel com a senhora.
– Já tenho a tua cara, se algo de mal lhe acontecer, já sabes! Vou à tua procura e vais precisar de mais que uns curativos, adeus.
Voltei à sala, pedi desculpa ao chefe de sala pelo ocorrido. Agradeceu-me imenso por ele e pelos clientes, alguns aplaudiram a atitude. Deixou-me com sentido de ter feito o mais correcto, qual o meu espanto quando vejo R., consolando a senhora.
O director e esposa já se tinham retirado, com o guardanapo limpava-lhe as lágrimas.
– Então como se sente, precisa de uma água, alguma coisa?
Este rosto é-me tão familiar porque, interrogava-me para comigo.
– Obrigado, não tenho forma de lhe agradecer o que fez por mim, aquele monstro!!
– Tão depressa não a incomoda, dei-lhe o susto da vida dele, já pode respirar fundo.
– Bastardo leva-nos ao Hotel. Vamos aproveitar o bar e falar um pouco, tendo em conta a minha situação posso ajudá-la e compreendê-la.
-Ok. Mas a a senhora? Mora aqui perto?
– Não me trates por senhora, sou a G. E já o vi em todo o seu esplendor!!
Agora quem corou fui eu. A morena da varanda de baixo, por isso me era tão familiar.
– Já a reconheceste Bastardo? – Diz-me com um sorriso rasgado de malicia.
– Sim. Bem vamos?
Disse disfarçando o melhor que pude a surpresa.
Chegados ao bar do Hotel, os cocktails doces começaram a operar a sua magia, parecia que se conheciam há anos e eram as melhores amigas, que nada tinha acontecido de desagradável há horas atrás. Aproveitei o ambiente calmo e pedi:
– R., vou subir. Quero guardar a arma no cofre e pôr-me mais à vontade. Ficam bem as duas??
– Claro que sim. Não te preocupes, tomamos conta uma da outra.
Fecho a porta do quarto atrás de mim. Arrumo a arma no cofre, dispo-me e entro no chuveiro, retiro as nódoas sangue das minhas mãos enquanto penso nas ironias do destino. Saio do duche, toalha à volta da cintura, abro as janelas enormes de par a par, para absorver o ar da serra.
Acendo um cigarro e vejo o fumo desenhar abstracções na noite.
Sinto portas a bater ao lado. Já chegou. Pensei.
Dá-lhe tempo que hoje o dia foi repleto. Se eu sonhasse….
(Continua)
Bastardo #69Letras

Guardar

Conto – Parte 2

Texto Erótico|M18
Suas palavras provocam efeito!… Os beijos aprofundam-se, as línguas entrelaçam uma na outra… Com um beijo intenso ele larga o corpo que tanto deseja possuir e manda-a entrar no carro. Ajeitando seu cabelo ondulado e o vestido na frente, se dirige para o outro lado do carro. Acompanhando-a, abre-lhe a porta… Sentada no carro daquele homem tão intenso, todas as conversas que tiveram passam na cabeça. Debruçando-se sobre suas pernas para lhe apertar o cinto, ele sente o cheiro do perfume doce e suave que lhe invadem as narinas. Um pequeno gemido é solto da sua garganta e depressa beija seus lábios, fechado a porta de seguida. Fazem-se à estrada e liga o radio, e o som preferido dela que começa a tocar… Ele lembrou-se! Sem trocarem mais uma palavra avançam estrada fora em direção ao mar. Depois de meia hora de caminho sem proferirem uma única palavra, ele começa a tocar ao de leve na coxa que seu vestido sensual não tapou. Um arrepio leve percorre seu corpo. Olhando para ele esboça um sorriso. Perguntando se ela está bem vai avançando com sua mão direita sobre a coxa em direção das suas cuecas. O calor é imenso! Suas mãos avançam e sentem a humidade. Ela esta pronta! “Estás bem molhada. Humm. Mas ainda vais ter de aguentar um bocado.” Não conseguindo responder simplesmente sorriu… Um sorriso maravilhoso lhe ilumina seu rosto doce. Ele eleva a mão aos seus seios e aperta. Ela solta um gemido e sente um calafrio. Nunca um homem teve tanto poder sobre seu corpo. O carro para à beira-mar. Uma brisa do mar envolve suas pernas nuas. Mais uma vez pensa nas conversas que tiveram ao longo dos meses passados… Lembrando-se ter contado o quanto adora o mar, esboça outro sorriso. Sentido o toque de uma mão grande e masculina, seus olhos procura o olhar intenso e escuro que a observam. “Vamos”, diz ele. Encaminhando-se para um hotel de mão dada, o desejo dos dois aumenta. Na recepção ele pede as chaves do quarto já reservado. Sim, aquele homem pensou em tudo! Os dois encaminham-se para um pequeno elevador que os leva até ao segundo andar… O desejo é notável, uma tesão enorme invade seus corpos. Deixando-a sair primeiro para poder apreciar seu belo rabo solta um “Humm” sem ela ouvir. A porta do quarto abre-se e os dois encaminha-se para dentro. Mal a porta fecha ele vira-se para ela e puxa a sua mão… Levando a mão até a sua tesão diz-lhe: “Sente o quanto te desejo. É assim que tu me deixas.” Ela cai de joelhos em frente do seu pénis duro e começa a desabotoar-lhe as calças. De imediato seu corpo reage. Seu pénis está mais duro que nunca… As calças e seus boxer descem. E seu pénis duro é o centro das suas atenções. Um beijo leve na ponta e ele dá um pequeno salto na direção da boca dela. Soltando um pequeno sorriso envergonhado envolve-o com suas mãos delicadas e cobre-o com a sua boca desejada. “Hummm, isso minha querida”, diz enquanto inclina sua cabeça para trás. Chupa e envolve todo o seu pénis com as mãos e boca. Sentido estar quase no ponto ele manda-a parar. Ajuda-a a levantar-se e vira-a de costas para ele… Levando uma mão ao fecho daquele vestido magnífico, abre-o…

continua…

Peregrinus #69Letras

Por uma noite.

Texto escrito para a minha paixão platonica. Jared Leto.

786286555123640830718253bbca0718.jpg

Fotografia: Jared Leto

Se te tivesse por uma noite, nem tu nem eu abriríamos a porta ao João Pestana! Ai não!
Passaríamos a noite acordados, numa king size de um hotel qualquer, rodeados de almofadas de todos os tamanhos e cores, lençóis desfeitos, janelas abertas e uma corrente de ar a beijar as nossas peles…
Se te tivesse por uma noite, as roupas à muito que nos deixariam de cobrir. Corpos livres de pudores, silhuetas reveladas pela luz da lua que se intromete pelo quarto dentro, a segunda fonte de luz, porque a primeira será a dos nossos olhares um no outro ou simplesmente esquecidos nas paredes brancas daquele quarto de hotel.
Se te tivesse por uma noite, entrelaçaríamos as nossas peles numa confusão de posições e sobreposições, estaríamos tão envoltos que a dada altura já não saberíamos a quem pertence o quê. Um só.
Se te tivesse por uma noite, teríamos conversas sem fim, conversas de alma alimento e nutrição!
Se te tivesse por uma noite, não quereria o teu sexo como todas as mulheres te querem. Não! Pelo menos para já, não é isso que quero de ti.
Quero conversar contigo, olhar para ti, partilhar o mesmo espaço físico contigo, e sentir o teu silêncio neste cenário que apresento.
Se te tivesse por uma noite os relógios vestiriam-se de pressa e da janela daquele quarto de hotel o sol comandará o fim daquela que é a minha noite perfeita ao teu lado.
E antes que ele tome conta do céu, já eu terei saído por aquela porta, saciada pela presença do teu espírito, sorriso e olhar naquele quarto de hotel.

 

A Vizinha

Gosto de escrever e de me inventar no papel.

12191450_1514398048877736_7596746554674212107_n

O que sou, quem sou, poucos o sabem e confesso nem eu mesma o saber.
O que sei, é que dentro de mim existe um mundo ilimitado de personalidades e de quereres.
Não sei o que quero ou quem sou.
Enquanto não o sei, sou tudo o que escrevo e tenho tudo o que invento.
Quando me apetece, posso ser uma mulher apaixonada. Esta mulher é amável, atenciosa, presente, prepara pic-nics, veste cores claras e acredita no amor para toda a vida. Ela espera pacientemente pela chegada do seu principe, e até posso imaginar esse momento. Ele surge diante de si entre a multidão a sorrir como se ela fosse o tesouro mais raro do mundo, e num abraço ela tem a certeza que é o seu mais que tudo.
Outras vezes,
Posso ser uma conquistadora mortal, onde a minha mente instiga e prende, e no meu corpo corre o sangue de Vênus que leva à loucura os homens que tropeçam nos meus saltos. Esta mulher sente cada noite de paixão que vive. Noites de verão eternas na memória de quem esbarra com ela.
Quando escrevo, tanto um amor para toda a vida ou noites num quarto de hotel enchem-me o peito.
A liberdade que a minha caneta me dá é momentânea, mas enquanto não me descubro, esta realidade traz brilho ao meu olhar.
O que eu hoje não sei de mim, descobrirei, amanhã.
Até lá,
Vivo o que escrevo. Risco e apago o que escrevo. Escrevo e vivo. Vivo e apago ou risco por cima.
A liberdade deste corpo e desta mente pertence-Me e os rabiscos da minha vida são o alimento de tudo o que escrevo.