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Segue o teu coração

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Se lhe desse rédea solta… Ui onde é que ele a esta hora já estaria! O oferecido jogar-se-ia nos braços dele e iria desfazer-se em saltitantes batimentos despojados de discernimento e crédulo pelo inocente sentimento.
Sei bem por quem o meu coração chama mas ainda assim faço ouvidos moucos e tranco-o a sete chaves. Ele revolta-se e contorce-se dentro do peito, aperta-me e faz-me sentir incompleta mas de nada lhe adianta.
Bem pode gritar espernear e sangrar, mas alguém tem de o chamar à razão. Sim ele palpita pelo novo amor, está entusiasmado, mas ainda é assombrado pelo velho amor.
Temo que este coração será sempre adolescente como o velho amor o foi, mas ele tem de ter calma e resolver-se. Arrumar toda a bagunça e depois sim, será solto e livre para tornar a amar.

Coração.
Razão.
Nunca sós.
Precisam um do outro.

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

Conversas ao telefone.

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Quis a tua voz enraizar-se em mim
e
Quis eu trazer-te até mim.
Tão bem que me sabe a tua voz
quando por hora flutuamos ao soar das nossas vozes.
É então que de súbito deixas de estar desse lado
e eu do outro lado.
Estamos frente a frente
As vozes escondidas ganham rosto,
As conversas são as mesmas,
Apenas
Os teus lábios sussurram agora nos meus.
Os sons são quentes,
Inspiram calmaria
Libertam rebeliao,
Pedem as bocas aventura.
O diálogo enfraquece
A voz estremece
Por fim ondulamos
Linguas em combate
Afundamos assim,
Passados
Postos de lado
E por fim

Embarcamos.

 

A Vizinha

Não , não digas quais são , já os provei .

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Não , não digas quais são , já os provei .
São amargos , sabem a fel , deixam me mal , incapaz de me entender .
És um Cabrão , com todas as letras , sim és um Cabrão que me dá a volta à cabeça e me faz mal como o caraças .
Juro a toda a hora , não te voltar a provar , mas a minha resistência é nula e basta uma palavra para eu te procurar .
Odeio te com toda a minha vontade , mas é com toda a mesma que te quero , maldito sejas por me deixares assim .
À Segunda feira não te quero , nem de ti ouvir falar , para logo na Terça feira por ti já estar a ressacar , à Quarta feira encho me de coragem e mando te vadiar , à Quinta feira imploro para te Amar .
À Sexta feira e ao Sábado fico a desenjoar , prometendo que no Domingo nem sequer te vou provar .
E termino a semana novamente em tudo a errar .
És um Cabrão e aos teus efeitos secundários já me estou a adaptar .

Raven

Uma carta ao meu amor!

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Então e se de repente só existisse o correio como meio de comunicação? E se, os telefones e a internet desaparecessem como por magia?
E agora? O que se seguiria? O amor ia acabar? Não ia mais nascer?
Estas perguntas soam parvas não é?
Todos sabemos que antigamente (este antigamente não foi assim à tanto tempo como parece. Não foi no tempo dos dinossauros), não existiam estes meios de comunicação. A comunicação se não era presencial era feita por cartas. E hoje todos vocês que estão a ler isto estão cá, filhos dos vossos pais, que nasceram dos vossos avós bisavós que se apaixonaram e alimentaram esse amor, sem enviar 500 cartas por dia, ou falar horas ao telefone. Muitos viam-se uma vez ao mês quando a distância era grande, outros de quinze em quinze dias, ou uma vez outra por semana, quando escapavam da janela do quarto, fugidos para ir ao encontro da pessoa amada, ou por exemplo encontravam-se sob o olhar atento de um familiar, durante tempo limitado, para evitar a desonra na família. E amor nasceu, amadureceu independentemente da distância, do numero de dia ou horas que não se viam ou falavam. Bastava a saudade, as memorias do ultimo encontro e a ânsia da próxima vez. Tenho saudades deste tempo, tempo este que não pertenci, mas mais tranquilo e sentido. As saudades eram reais, doíam na pele, hoje são interrompidas de hora a hora… e a falta? E o desesperar pelo outro? O achar que parece que vamos morrer de ansiedade? e viver aquele abraço saudoso que rodopia quando no encaixe do abraço são o centro um do outro? E ver a pessoa amada a caminhar até nós, a irradiar felicidade que não cabe no sorriso nem no olhar, onde está isso quando ainda há 5 minutos trocaram mensagens?

Outros tempos.
Fico irritada com as novas relações. Fico com a sensação que quem manda mais sms é quem mais ama. Isto chateia-me. É-te imposto que mandes mensagens, muitas, várias até. Não te são dadas ordens diretas, mas dizem-te coisas como: ‘Hoje estiveste muito calada’, ‘já não gostas de mim’.
Isto irrita. Já bem basta passares o dia embevecida de paixão, a pensar e ansiar por outra pessoa, e ainda tens de interromper cada passo que dás para enviares uma sms ou duas ou três. E depois claro que cai mal um #nãoqueressaberdemim, quando não fizeste outra coisa se não suspirar o dia todo por essa pessoa.
Dos outros não sei, mas sei de mim. Sei que não lido bem quando me impõem quando tenho de dizer algo, que me forcem e façam sentir a obrigação de enviar um sms.
Meus amigos vamos ter calma.
Sejam dependentes do que sentem mas não invadam o dia a dia da outra pessoa. Não andamos na escola para andarmos a enviar sms o tempo todo com o telemóvel escondido debaixo da secretária. Somos adultos, trabalhamos, lidamos com pessoas. Façam o vosso dia a dia, e depois sim, inundem o telefone um do outro com declarações de amor ou colem-se que nem lapas nos vossos tempos livres.
Comuniquem pessoalmente esqueçam os relatos por telefone. Guardem isso para unirem a um olhar a dois.
Entendam dependentes de telemóveis ou internet que alguém ser ativo contigo diariamente não significa amor, fidelidade ou respeito.
No instante em que recebes um amo-te no telemóvel ele ou ela pode estar a trocar olhares sugestivos com outro alguém. Por isso vamos ter calma, respeitar o espaço de cada um e deixar de medir o amor que alguém tem por nós através do numero de sms que nos envia.

Talvez um dia, noutra hora, noutro local, noutra vida

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Eu e tu nunca poderá resultar em nós!
Aqueles três minutos de conversa disseram muito mais do que pronunciámos e o teu olhar contou-me tudo.
Tu precisas de pele na pele, corpo com corpo, beijos que sugam a alma, cabelos rebeldes entre os dedos, noites loucas sem roupas, tesão no sangue a querer rasgar a pele e depois cair na almofada com o suor a escorregar-te na pele e o peito a arfar de cansaço.
Tu precisas do mesmo que eu e por isto poderíamos ter um início, mas sabes porque não existirá nós?
Porque eu preciso de uma pele, e tu ferras várias peles.
Eu
e
Tu
Talvez um dia, noutra hora, noutro local, noutra vida