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Só me apetece desaparecer

Estou num daqueles dias que só me apetece desaparecer.
Ir até uma praia deserta.
Sentir a areia nos pés e um vento leve na cara.
Sentar-me e desligar de tudo.
Hoje estou assim – a precisar do meu cantinho para esquecer tudo e desaparecer por um tempo.
Poder sentir o mar no meu corpo assim como o cheiro.
Poder dar um mergulho e lavar todas as mágoas e tristezas.
Quero gritar, chorar e sorrir como uma perdida.
Hoje estou a precisar.

Peregrinus #69Letras

Conto – Parte 3

Texto Erótico|M18

O vestido cai e ele fica deslumbrado com o que avista… Um corpo sensual, fartos seios envolvidos no sutiã e na cueca rendada. Aquela roupa interior vermelha torna a menina inocente numa mulher segura e muito sensual. As poucas tatuagens que cobrem aquele corpo tornam tudo ainda mais fascinante. Ele está deslumbrado e adora o que vê. Uma menina tão inocente e insegura agora se mostra como uma mulher poderosa e muito segura de si própria. Avançando na sua direção percorre todo o seu corpo com sua língua e boca… Ele começa pela sua boca que tanto prazer lhe proporcionou, vira-a de costas e segue pelo pescoço, arrepiando-a e enchendo-a ainda de mais desejo. Suas mãos envolvem seus seios, apertando e massajando, provoca-lhe sensações que desconhecia. Estando cheia de desejos ela começa a roçar o seu rabo magnífico na sua tesão. Rapidamente a encosta de costas contra a parede do quarto, e percorrendo seu corpo, do pescoço até as coxas com a língua, provoca-lhe arrepios intensos. Puxando a cueca para o lado começa a beijar a sua vulva… Os beijos intensificam e sua língua entra em jogo com movimentos rápidos começando a passar a língua no clitóris. Um dedo, dois dedos entram e provocam-lhe sensações ótimas. Seu corpo estremece e ela é envolvida num orgasmo intenso. Ele coloca-se de pé e segura nela enquanto recupera o fôlego. Um beijo com língua á mistura e ela está de novo virada contra a parede. Ele encosta sua tesão no seu rabo e geme-lhe ao ouvido: “Espero que estejas preparada. Vou-te foder aqui mesmo.” Sem dar tempo para uma resposta enterra seu pénis duro dentro dela. Um gemido alto, seguido de uma respiração acelerada… Devagar sai de dentro e volta a entrar todo. Começando devagar e tornando suas investidas sempre mais rápidas, agarra o cabelo ondulado que lhe cai sobre as costas e puxa sua cabeça para trás. As investidas são cada vez mais rápidas e ela geme de prazer. Querendo sempre mais começa a girar as ancas. Ele sente o corpo a volta do seu pénis a estremecer e sabe que seu orgasmo chegou. “Grita meu amor. Sente o meu desejo.” e também ele geme com o prazer proporcionado. Os dois deixam-se cair contra a parede tentando acalmar suas respirações. Saindo de dentro dela, ela solta um gemido. “Estás bem?” pergunta enquanto passa seu polegar pela sua face. Ela anua e sorri.

“Vem” diz enquanto pega na sua mão e a conduz para o quarto de banho. Abre a água, tira a roupa e entra para o duche. Ela faz o mesmo e segue-o. A água esta quente mas ela aguenta o calor que sente na pele. Encostando seu corpo nele sente sua tesão crescendo novamente. Ela olha primeiro para o pénis que acabou de sair de dentro dela e depois para os seus olhos que brilham de desejo. “Sim, eu vou-te foder aqui mesmo também! Vira-te de costas para mim e inclina-te para a frente”, diz enquanto massaja seu pénis. Ela sem dizer nada faz o que lhe mandam e sente a água quente a cair-lhe pelas costas abaixo. Seu pénis endurece ainda mais com a vista que lhe é proporcionada e rapidamente investe com força segurando-a pela cinta. Investidas rápidas e fortes que lhe proporcionam mais um orgasmo. Recuperando o fôlego ele sai de dentro dela. Tendo em conta que ele ainda cintila de desejo, ela ajoelha-se a sua frente e envolve todo o seu pénis com sua boca. Com movimentos acertados ela vai-lhe proporcionando prazer intenso… O liquido desconhecido e quente invade-lhe a boca, ela engole e chupa até não restar uma gota. “Humm, que bom” diz enquanto se lambuza com os restos. Sendo já tarde ele lava-lhe o corpo, massajando suas partes favoritas com um gel de banho de aroma floral. Após o banho tomado, ele seca-lhe o corpo com a tolha e diz “Linda menina. Adorei foder-te, mas agora vamos dormir que amanhã precisamos de nos levantar cedo.” Ela exausta rapidamente adormece.

De manhã ela acorda com imensa tesão e apercebe-se que está molhada por estar a ser chupada. Sem tardar muito é envolvida por um orgasmo intenso. “Quero-te foder uma última vez antes de irmos embora.” diz-lhe antes de se enterrar dentro dela. Com movimentos fortes os dois atingem um orgasmo profundo… Após um saboroso pequeno almoço e se ter despedido do mar, seguem estrada fora em direção a casa. À porta da sua casa ele despede-se com um beijo e segue caminho. Já ela apercebe-se que se apaixonou por aquele homem e fica desejosa de um próximo encontro. Porém ela desilude-se quando ele não mostra ter tempo para estar novamente com ela. O desejo é imenso tanto ou mais que o caminho que os separa mas o tempo vai passando…

… E quando todo seu cheiro e toda a vontade, saudade e amor desapareceu – pensava ela ter desaparecido – é quando ele aparece novamente e vira seu mundo do avesso mais uma vez.

FIM – ou não?

Peregrinus #69Letras

Não estás sozinho!

Eu sei que já sofreste. Eu conheço essa dor – todos nós conhecemos!
Não és o único, não estás sozinho. A sempre uma solução.
Fala, desabafa, escreve, grita… Faz algo que te ajude a libertar a dor.
Mas lembra-te: Não estás sozinho!

Peregrinus #69Letras

Fotografia: José Luis Marín

A escuridão é o meu templo , a minha casa , o meu mundo mais perfeito , onde encho o peito …. A cama onde me deito.

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Perdi-me algures na escuridão, deixei me ir por caminhos desconhecidos , Cruzei me com viajantes à muito perdidos , vivi vidas de vários , senti frio , senti calor , senti me em casa ou por vezes desfasada .
Mas voltarei a perder me na escuridão vezes sem fim , lá encontro paz , encontro conforto , encontro me , sinto as pedras da calçada , as paredes molhadas , a noite passada , a porta de entrada para o desconhecido ou para dimensões que reconheço , já lá estive , já lá vivi.
Já resgatei Almas , deixei me resgatar , já amei por lá e por lá me deixei Amar , já por lá bebi as mais ricas castas , já por lá comi nas mesas mais bastas , já dei e recebi sexo nu e cru assim como Amor passageiro .
Conheço a escuridão , gosto dela , gosto das minhas asas negras como breu , gosto de olhar o céu , falar com a Lua , correr na praia nua , gritar para as estrelas , pisar a areia da praia , de perder a saia , de deixar o cabelo ao vento , deixar para trás todo o desalento …. Gosto de viver o momento .
A escuridão é o meu templo , a minha casa , o meu mundo mais perfeito , onde encho o peito …. A cama onde me deito.

Raven #69Letras

Preciso apenas de ti para não precisar de mais nada…

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Não consigo parar de pensar e dizer para mim mesmo, o mesmo que já podia ter-te dito umas mais de centenas vezes que me falas. Perguntas-me o quero de ti? Eu hoje respondo com todas estas palavras. Não é o que quero, é mais o que preciso, eu sei que não preciso de te abraçar para sentir que o teu coração acelerar junto ao meu, não preciso falar ou gritar, pois escutas-me mais é em silêncio, e sei que a falta de toque físico não nos faz desesperar, mas sim desejar ainda mais. Assim respondo-te: Preciso apenas de ti para não precisar de mais nada…

Ricco #69Letras

Borbulham dentro de mim ausências…

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Borbulham dentro de mim
ausências…
Na paz que a gaivota solta,
prendo os cabelos…
Talvez me leve com ela…
Borbulham essas gotas de orvalho
à janela
Perdidas num passado feito de
bolas de sabão…
Sopras, de dia o pó que ficou.
De noite, o sono que não vem
E borbulham…na ponta dos dedos
farrapos de esponja, esburacada e
Mole…
Borbulham…no asfalto quente
lágrimas que gritam e sorrisos
Insanos que delas se riem
Descalços
Borbulham de ti, balões de banda
desenhada…
Não dizem nada…
Na folha de papel borrada,
A bolha voa…
O balão rebenta
E o sorriso estampado de esponja
Embebeda a tinta na ponta dos dedos
E a gaivota leva
Com ela, o que escrevi…
Aqui!

Ela

 

 

Odeio fingir que te odeio quando dizer que te amo é pouco

 

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Odeio amar-te em vez de te odiar porque o que eu queria era odiar-te ao invés de te amar, mas se odiar-te é a verdade para ti é a minha mentira, então tu vais acreditar no que vou dizer:
Primeiro odeio como me puxas para ti para nem o ar nos separar,
Segundo odeio ser a tua prioridade quando podes escolher ou ter outra pessoa,
Terceiro odeio-te por dizeres palavras que me calam a voz,
Quarto odeio esse teu sorriso que me desarma e o jeito como me olhas, já é a quinta razão.
Sexto odeio como assumes controlo sobre mim e eu deixo,
Sétimo odeio-te por lutares por mim e oitavo por até sangrares se necessário para me salvar.
Odeio tudo em ti o que faz a nona, décima, milesima razão para te odiar.
Odeio fingir que te odeio quando dizer que te amo é pouco, mas mesmo assim insistes e persistes… quem me dera um dia deixar de fingir e proclamar o quanto te amo,
Mas escolho
Fingir
Silenciar
Calar.

 

A VIzinha