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Viagem na degustação dos sentidos.

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Cada momento contigo é uma viagem na degustação dos #sentidos.
Sentir é a nossa #ilha. Tudo é calmo, demasiado doce e suave, um mundo manso onde a brisa é leve e o mar de uma pacificidade inigualável quando estou ao teu lado. Nos teus olhos à o aconchego de um abraço quente. Porto seguro. O teu sorriso é tranquilizante e o teu cheiro reconfortante. O teu #beijo tem o encantamento do desejo, bebo-o docemente fazendo dos teus lábios a minha taça de cristal. A minha pele eriça-se à passagem das tuas mãos, o leve roçar da tua boca emoldurada pelo #charme da tua barba no meu pescoço faz-me ser fonte entre as coxas, o teu olhar penetrado em mim, enfraquece-me o corpo. A#firmeza com que me seguras no enlace dos nossos corpos num movimento sublime faz com que sejamos um só corpo a dançar a #paixão.

A Vizinha

Se o queres fazer fá-lo bem feito.

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Ter iniciativa é bom, mas se o queres fazer, fá-lo bem feito. Não o faças num momento previsível porque desse modo até me poderás roubar um beijo mas mais do que isso não.
Se o queres fazer, fá-lo bem feito.
Lança-te nos meus lábios com avidez, segura o meu rosto com as mãos mas deixa a delicadeza em casa, mostra-te firme. De preferência coloca-me entre a espada e a parede. Encurrala-me. Dá-me um beijo que me tire o fôlego, segura os meus cabelos pela nuca, mostra segurança desejo e comando.
Este é um bom começo. Por isso já sabes, se o queres fazer fá-lo bem feito.

Os nossos reinos uniram-se

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E não é que o que está destinado a acontecer, acaba por acontecer?
Contrariar o destino apenas adiou o encontro das nossas almas.
Apelidas-me de ‘enguia’ por te ter escapado por entre os dedos uma vez, dizes-me ser ‘esquiva’ pela forma como fujo de quem me quer amar.
Na minha mente, trago presente o teu domínio sobre o meu corpo perante a rebeldia do desejo que queria libertar em ti. Ali, na cama onde fomos realeza, imobilizaste os meus movimentos e impediste-me de ser a alma dominante daquele quarto. A firmeza com que me prendeste com o teu corpo contra o meu, contou-me que não vais desistir de me segurar contra o teu peito, até que eu me deixe de debater e me permita sentir a melodia que compõe a tua alma.
Os teus vizinhos e o suor que te lavava a pele, assistiram ao inicio do degelo que me cobria o coração e me impedia de aquecer, condenando-me a viver com o peso de um amor inventado, sem rosto, sem cheiro, sem paladar.
Assim que me sentei no teu ceptro feito de aço os nossos reinos uniram-se num cântico que fez estremecer os céus, abrindo-nos os portões da imortalidade onde apenas a beleza e a pureza das paixões indomáveis, pertencem.
Tu reinas a cada batida do meu coração e és a armadura que quero fundir na minha pele.
Muros?
Entre tu e eu… apenas existirá pele!

A Vizinha

Fotografia: Via pinterest