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Ao menos comeste

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Hoje os meus pensamentos foram parar a ti…
Não sei se foi por ter visto as nossas fotos, ou por ter ouvido aquela música tão nossa ou terá sido por me ter vindo sentar neste preciso lugar onde outrora me foderas?!
Lá te mando eu uma mensagem e como sempre cais na minha cantiga de bandido, e vens ter comigo…
Ao chegares perguntas o que eu queria…
Que mais puderia eu querer dele?! Estava ressacada, necessitava da sua droga. Admirado ficou de lhe dizer que a minha última vez foi com ele, e com o tempo que já tinha passado pergunta me como aguentava….
Mal sabes tu as loucuras e as brincadeiras que tenho sempre que chego a casa…. As inúmeras vezes que pensando em ti me vou deliciando com os meus dedos, com aquele vibrador que me ofereceste para não te esquecer…. Já não o suportava ouvir, só queria que me espetasse com a sua poderosa droga…
Fora de controlo mando-te contra o chão, e já em cima de ti apenas abro o teu fecho, por debaixo dos teus boxers retiro a tua seringa, desvio as minhas cuecas e espeto-a de imediato em mim…. A cavalgar lá vou a caminho das estrelas, numa corrida perdida pois ficaste pela lua…
Pára e retira-me de cima dele. Olho e pergunto-lhe se está a gozar comigo! 5min.?? Obtenho uma mera resposta: “Ao menos comeste…”
Mas que comi eu?! Aquilo foi entrar e sair… Nem deu para me sentir!!!
Cria-se tanta expectativa e tem-se assim uma viagem curta e precoce…
És tão fraquinho…

Little Patrice

Sem ruídos.

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Fotografia: Via Pinterest

Não sei quais são os teus planos, mas depois do dia de hoje, não quero ruido, conversar, movimento, pensar ou gesticular, como tal revelo-te o meu plano: Abre as enormes janelas e deixa que o cheiro da marina invada a tua sala, coloca o lençol de seda prateado em cimo do tapete do centro, carrega no play e deixa que Kanon de Pachelbel encha a sala de cores melódicas, por fim, apaga as luzes… Toc-toc é o som que anuncia a minha chegada. Olha-me. Abraça-me. Guia-me até a sala, desce o fecho do vestido até ao fundo das costas, liberta os meus ombros do tecido e acompanha a queda com as mãos. Com a minha pele na seda prateada, despe-te e junta-te a mim. Sente a brisa que nos perfuma o corpo, perde-te nos violinos, violoncelos e violas que invadem o espaço…. Viaja até aos meus lábios e namora-me. Namora-me a noite toda, como se o tempo fossemos nós e aquele instante então, um momento interminável.

 

A Vizinha