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Preciso apenas de ti para não precisar de mais nada…

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Não consigo parar de pensar e dizer para mim mesmo, o mesmo que já podia ter-te dito umas mais de centenas vezes que me falas. Perguntas-me o quero de ti? Eu hoje respondo com todas estas palavras. Não é o que quero, é mais o que preciso, eu sei que não preciso de te abraçar para sentir que o teu coração acelerar junto ao meu, não preciso falar ou gritar, pois escutas-me mais é em silêncio, e sei que a falta de toque físico não nos faz desesperar, mas sim desejar ainda mais. Assim respondo-te: Preciso apenas de ti para não precisar de mais nada…

Ricco #69Letras

Audição OFF. Criatividade ON.

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Fotografia: Via Pinterest
Audição OFF. Criatividade ON.
Vou-te contar um segredo.
Houve momentos que não ouvi metade do que disseste, não porque não tenha interesse em te escutar mas porque o filme mental que realizei interferiu totalmente na audição.
O teu interesse em mim como argumentista, pode até não ser nenhum, mas olha faz o que quiseres com a informação que estás a receber.
Eu: ARGUMENTISTA
Tu: REALIZADOR
Eu e Tu: ACTORES
Foi simples, Nada muito elaborado.
Os dois em pé, frente a frente, as tuas mãos que despem o vestido pelos ombros, eu nua, tu pronto, fecho das calças desapertado, os teus braços que me colocam ao teu colo, estas pernas a abraçar a tua cintura, as tuas mãos nas minhas costas e cabelos, bocas esfomeadas, tu dentro de mim, as tuas mãos nas minhas coxas e as minhas costas a lamber a parede.
E foi isto. Apenas e nada mais que isto.
Criatividade OFF. Audição ON.
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👠A Vizinha

É assim que me trazes de volta a ti

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Fotografia: Via Pinterest

Veloz é o voo da minha mente rumo ao melhor destino de sempre: o meu mundo ilimitado feito de tudo o que eu quiser, a cheirar ao meu aroma favorito e habitado pelas pessoas que mais amo!

As viagens são frequentes e até já viajo no piloto automático, o regresso é que é sempre mais complicado e muitas das vezes abruptamente forçado…mas TU trazes-me à terra numa aterragem incrivelmente suave com esse teu jeito tão certo sem ter precisado dizer seja o que for.
Sabes-me.
Ao teu lado, as insuportáveis perguntas não tem voz:
– Estás aí? – Em que é que estás a pensar? -Estás bem?- o que é que tens?
Nem os teus olhos me fixam como se fosse uma evadida de um sanatório…
Tu olhas e vês-me.
Ouves e escutas-me.
Observas e descobres-me.
Sabes quando ao teu lado deixo o corpo e voo para terras distantes e fantasias que coram e que deste modo automático, me perco, por tudo e por nada.
Sem caricia ou movimento, tocas-me num toque que pousa. A palma da tua mão ferve, não na minha pele, mas abaixo, e tal chama que inflama com o gás, assim sou eu. O gás.
É assim que me trazes de volta a ti. Sem som, sem barulho ou perguntas que me fazem sentir envergonhada por ser assim deste jeito…
Sorrio, aconchego-me mais a ti, encho-te de beijos e beijinhos e fico-me perguntando se estou no meu mundo, ou ali, naquele instante, nos braços dele…

Já trato os ciúmes por tu!

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Conheci o ciúme no mesmo momento em que te conheci a ti. Desde aí que morro de ciúmes de tudo o que está contigo sempre que não estou como é caso do vento que te cheira a pele ou o casaco que te abraça; as meias que te cobrem as pernas e os sapatos que te levam para longe de mim; a agua que te molha os lábios e os alimentos que se deleitam com o gosto da tua boca; do creme que te lambuza o corpo e do teu cabelo que massaja o pescoço; do telemóvel que escuta a tua voz e do banco do carro que te dá colo.
É grave.
Não consigo evitar estes ciúmes loucos de tudo o que te tem quando não estou.

 

A Vizinha

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Amo-te como se ama a primavera

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O mundo flui quando me escreves. Desenvolta a paixão que do meu coração brota, como se de uma amalgama de destroços, os reconstruisses fazendo a mais bela essência que me nutre o viver.
Tu és as Rosas que pululam livremente entre Narcisos e Jasmim num jardim oriental que para lá do sol posto, nascem da terra fértil que te faz viver para mim.
Contigo o tempo pára para escutar o meu coração batendo apressadamente na vontade de te querer.
Não consigo imaginar sem te ter, porque simplesmente os cactos floridos num deserto que mais deserto que seja obedece á mãe natureza numa benção ao sol que nele se insere, e mesmo na ausência o sol está sempre presente.
Quando te conheci, não imaginava quanta beleza contens em teu corpo esguio de dançarina esvoaçante que me atordoa o pensamento e a imaginação.
O mundo é grande infelizmente, porque te queria perto, não perto em pensamento porque isso tu estás sempre, mas perto em corpo, para fazer de ti a árvore da vida que brotando em magotes me encheria de amor.
Quando calcorreias a rua nesse teu passo apressado, as pedras pedem desculpa por ter a gentileza e a magnificência de poderem beijar teus pés.
Quando caminhas deixas teu cheiro no ar, curvando arbustos e flores que coram de vergonha perante a tua ágil e forte certeza de seres mais bela que elas.
Tu és o mundo que gira intensamente e dá corda aos relógios da torre mais alta, entre sinos anunciando a tua chegada.
Teus olhos são a virtude de viver e através deles fotografas cada momento de memórias soltas que passeias livremente pelos olhos de outros , como se filmasses tudo em teu redor e focasses a vida de seres quem és.
Olhos diáfanos como se todos ficassem cegos e se sentissem menos seres ao olhar-te de frente, porque a luz que deles irradias reflecte o estado da alma que purifica o negro da vida.
As tuas mãos soltas caminham entre o vento, brincando na forma de transformar a rebeldia do mesmo e formando palavras entre os dedos esguios, numa escrita de pena arcaica num livro agitado pelas folhas soltas da lombada.
Teu corpo é uma flor, aberta colorida, num arco iris multifacetado sendo que das sete cores crias um pantone de cores multiplas, fazendo redopios de primavera em tudo o que é espaço.
Amo-te como se ama a primavera perpétuamente, e nesse imaginário todo, quando me deito, deito contigo e fico a sonhar de olhos abertos á espera que me dês a mão e sossegues o desassossego que me assola a mente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras