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A vingança serve-se fria.

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<Não sei>
Foi sempre a tua resposta todas as vezes que tentei entender o teu comportamento em relação ao amor que sempre te dei. Quanto mais a ti me dava mais me repelias e afastavas. Tentei saber se a causa das tuas múltiplas traições eram resultante de algo que não te dava, tentei descobrir porque o teu olhar era frio sob o meu quente, tentei saber porque tinha de pedir pelo teu abraço…mas de ti apenas escutava:
«Não sei»
Mas olha, eu sei porque te servi deliberadamente cada prato, a vingança serve-se fria e eu aprendi com o melhor cozinheiro. Quando destruíste todo o meu amor por ti, foi quando te servi o sabor que em mim deixaste. Sabes o que foi engraçado?
É que por fim estavas disposto a amar-me. (Era tarde)
E agora, já sabes porque foram mais as lágrimas que me deste do que sorrisos?

A Vizinha

borrei a pintura dos olhos

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Na escuridão daquele recanto, borrei a pintura dos olhos com lágrimas que escorreram para o teu peito, e tu, nem te apercebeste.
Em silêncio chorei com a cabeça no teu peito, enquanto te ouvia contar sobre quando achaste que tinhas encontrado a mulher da tua vida.
No silêncio físico, até a respiração contive para que não te dês conta de que és muito mais do que realmente te mostro, mas mentalmente, dialogava com cada palavra que dizias.
Contaste-me em como falavam com o olhar, em como dispensavam palavras porque comunicavam com a alma, engraçado, por momentos podias ter falado de nós, um nós que interrompeste com medo da menina mulher que estava a tomar conta de ti. Hoje somos os chamados amigos coloridos porque nos condenaste só a isto.
No escuro daquele recanto lamentas não te ter apaixonado por mim, mentes. Não te apaixonaste porque reprimiste, abafaste o turbilhão de emoções que criei em ti, não te apaixonaste porque tens preconceito da minha juventude, não te apaixonaste porque os teus amigos que me desejam te contaminaram com dificuldades e obstáculos pela diferença de idades…. e naquele recanto, chorei em segredo, enquanto te escutava, enquanto te massajava e inalava o cheiro do teu corpo… e sem ouvires, disse: Nunca mais me vais voltar a ter.

 

A Vizinha