Arquivo de etiquetas: egoísmo

Desejos perversos?

13445272_1709517605960636_4719962631274501026_n

Por vezes sou menina, outras vezes mulher, e não deixo de ser humana. Tenho o terrível defeito de sentir tudo com intensidade, com tesão, quer seja por outro corpo como pela própria vida, por viver e sentir-me viva.

E por ser eu, este “eu” que não costumo partilhar, é que sinto como sinto, à minha maneira, para meu prazer e por ter prazer em dá-lo, como quero e como gosto.

Posso até estar a correr o risco de me chamarem egoísta, mas será que é egoísmo sentir desejo e satisfaze-lo, sem que para isso haja regras, tabus, falsos moralismos e julgamentos de valor que me impeçam de o fazer?

Será que sou considerada perversa, devassa ou uma oferecida, por não obedecer ao normal, que nos é prontamente pré-formatado quando nos educam, e que passam o resto da vida a querer que nos rejamos por ele, não nos dando margem de manobra sequer para conhecer outras coisas por serem altamente condenáveis e fugirem a esse “normal” que nos é imposto?

São tudo questões às quais nem respondo porque, para mim, não deviam sequer ser colocadas por não fazerem qualquer sentido, pois cada um tem o direito de ser como é e não somos ninguém para julgar mas sim aceitar e encontrar alguém que nos aceite também tal como somos.

Sou como sou, vivo os momentos com intensidade, sinto como sinto, dou-me a quem quero e como quero, faço sexo ou faço amor conforme a minha vontade, e se isso são desejos perversos pois sejam, não nasci para ser igual à maioria, sou eu, como sou e não será por isso que irei mudar…

Miss Kitty

 

 

Que amor sobrevive por meio do egoismo?

image

Recordo aquele amor como recordo uma história, lembrança de um sentimento, mas hoje já não fere ou inflame. É uma passagem, uma história, uma no meio de tantas outras já vividas.
Se vivi, faz parte de mim!

Lembro-me tão bem daquele amor que em tempos me transformou numa super heroína. Era vê-la incansável a mover montanhas a bater o pé tal bandeira hasteada a reivindicar que nada a demovia de amar aquele homem. Vieram as gárgulas, as sereias matreiras, as bruxas com as garras de fora e os ogres, mas ela derrubou-os e a cada combate mais forte se tornava aquele amor. Era ele o meu proposito, a minha criptonite mas também quem me nutria.
Ela virou costas a tudo o que era contra o que o seu coração pedia, como se o seu coração apenas batesse devido à força daquele amor.
Foi assim durante infinitas temporadas, foram as batalhas cada vez mais cortantes, a força dela já não chegava porque ele nunca vestiu a capa. Que amor sobrevive por meio do egoismo? Que amor prospera quando não é regado? Amor dúbio que destrói qualquer coração adornado de sentimento.
E foi assim, como seria de prever que aquele amor dos velhos tempos forte e destemido pronto para enfrentar a fúria, com o tempo tornou-se débil. Pobre furação que se dissipou, perdeu a energia e murchou.
Ela tirou a capa e nua em frente ao espelho lavada em lágrimas decidiu ser a sua super heroína. Ele… bom, ficou com saudades dela!!!

?A Vizinha

?A vizinha #69Letras