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Duelo entre a Raven vs Ela. Tema: Amor

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Duelo entre a Raven vs Ela.
Tema: Amor

Amor de outras vidas , reencontro karmico , não é o esplendor apregoado em belas histórias e melodias , é voltar a conceber um Amor temporalmente desfasado , é reconhecer o cheiro , cada linha da face , cada reentrância da Alma , é fusão imediata de todos os sentidos , é deixar de ser dois e passar a ser Uno . Quando se tenta explicar esta dimensão as palavras falham , não chegam , perdem se no ar , pois não existem . Quando um Amor assim se reencontra é reviver um passado sem espaço no presente e sem encaixe no futuro , pois não é daqui nem de agora . A Alma fica cheia para depois ser vaporizada em mil fragmentos .

Raven

Sentir que os passos que vamos dando têm chão…
Que as palavras soltas se juntam num verdadeiro cantar das cigarras
Alimentando cada raio de sol com a plenitude de um amanhecer,
E esculpir..
Esculpir em nuvens de algodão a palavra amor!
Como quem quer falar com a lua em tom suave, calmo…
Chorar de alegria ao ver que até as estrelas partilham o seu brilho.
Umas com as outras..
Numa partilha tão única, tão verdadeira…
Como a nossa…
A nossa partilha…
Nos sonhos, nos momentos, na vida, na saliva…
No encontro e desencontro de seres que se completam.
A metade e a metade da laranja….
Que dará o sumo de uma só!!!
Os corpos que relaxam na paz de uma tarde…
Que perdura na mente criando a noite…
Salpicando de chuva uma madrugada quente…
De um qualquer país tropical onde até a terra cheira…
Sentir…
O cheiro da terra e o toque dos teus lábios…
Na pele molhada da chuva que cai sobre nós…
Que nos molha o cabelo…pingando suavemente
por nós dois…de mãos amarradas e firmes!!
Parece que levitamos no tal cantar das cigarras
Na noite de lua cheia…
Onde as corujas de olhos esbugalhados nos
miram espantadas por presenciarem tal cena…
De amor!!…
Os nossos pés cheios de lama vão deixando pegadas
pela estrada fora, como prova que ali estivemos
ávidos de desejo e de paixão..
Num virar de página que nos mostra o início..
De uma longa e profunda caminhada
Que vamos fazer…de mãos dadas …
Partilhando…
Os sonhos, os momentos, a vida e a saliva…
Bebendo juntos o cálice…
Com o sumo da nossa própria laranja!!!
Eu e tu!
Tu e eu!

Ela

 

E o nosso desafio a eles foi esta junção proibida, foi o orgasmo de todos os sentidos

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Maiores 18 | M18 |  Raven vs Rasputin

Rasputin:
Sentado no meu trono, ouvi quando pousaste suavemente e o cheiro do teu sangue imaculado ferveu-me nas narinas. Esbocei um sorriso e saltei num ápice, cruzando-me no teu caminho na minha forma de besta. Quando me aproximei de ti, já sabia que não serias mais que um joguete nas minhas mãos pérfidas. Estava uma noite escura como breu e tu refugiada contra os tijolos da parede suspendeste a respiração quando sentiste as minhas mãos grandes agarrarem-te as asas e os meus dedos esguios dilacerarem-te a pele. Eras tão minuscula perante mim, um pequeno colibri nas minhas mãos tão indefesa. Abriste a boca num misto de terror mas não temor, como se fosse um desafio para ti. Ouvi teu coração descompassado e mordi-te os lábios suaves, quentes e bebi o teu sangue avidamente. Senti desejo, como se fraquejasse, como se houvesse algo em ti que me dominasse. Percorri com os dedos o interior das tuas coxas e nelas cravei as unhas. Gemeste, não numa dor descontrolada, mas num prazer que me dominava. Sempre fui Senhor de mim e de todos e este poder era novo, este poder que carregavas e me fazia sentir teu prisioneiro. O teu cheiro a sexo, intenso, puro, fez-me mergulhar a lingua nesse labirinto de desejo, saboreando cada gota, como se carregasses em cada uma um sabor diferente. Entrei em ti dessa forma, quebrando o teu frio e quebrando o meu calor, esse iceberg que transportavas e escorreste em meus lábios, deliciando-me nessa maré calma de mar, de pele e sal. Enquanto as tuas penas caiam sobre a minha cabeça, levantei-me e subi o teu corpo, entrando em ti de uma forma já semi animalesca segurando-te pela cintura. Já não havia frio em ti, mas um calor imenso teu que ao contrario me esfriava de tal forma todo o meu ser que apagavas toda a minha ira, toda a minha sede de poder e quando sangraste em mim, senti-me fraco, refém de ti. Aprisionaste-me nessa grilheta que tens dentro de ti e quando olhei nos teus olhos vi o meu riso diabólico de outrora. As asas que me deste fizeram de mim teu escravo, porque tu mulher, pelo teu poder, tornaste-me refém do diabo em ti. Serei eternamente um anjo nas tuas mãos. Tu serás um Diabo porque até este já foi um anjo outrora

Raven
Sempre foi a minha missão proteger os que precisavam , sabia disso desde o inicio dos tempos .
Naquela noite percorria as ruas de Budapeste como sempre , quando senti a tua presença .
Não foi uma sensação morna , nem quente , foi … Foi gelo que senti entranhar se nos ossos , foi cada sentido meu ficar alerta .
Ouvi o teu respirar ofegante , cheirei te , um cheiro humido , animal , o meu sangue correu vertiginoso , como se te reconhece se .
Era como se fosses essência para mim . Parei e no escuro apurei a visão… Vi te quieto , mas a tua quietude era para mim destabilizadora , os teus olhos cruzaram os meus , nos meus lábios morreu um sussurro .
Já te tinha visto nos meus sonhos , já me tinham dito que eras interdito , um proscrito da alcatéia .
Ah mas eras Meu e eu Tua .
Quebrei as regras , aproximando me de ti , tentei tocar te , desfiz me das minhas asas e tornei me palpável.
Deixas te a tua forma animal e igualaste me .
Não tivemos tempo para pensar , o irracional já dominava os dois .
Devorei te a boca num beijo onde as nossas Almas se encontraram , senti o sabor de sangue nos lábios , despertou em nós algo incontrolável .
Naquela rua deserta , contra a parede gelada , agarraste me os cabelos , sentiste o pulsar no meu pescoço , senti o teu tesão contra o meu ventre , perdi a razão , com as minhas mãos tactei te , senti te , foi como se me fundisse em ti . Senti me molhada , quente , trêmula .
Não houveram palavras , não eram necessárias , invadiste me de uma assentada , senti me cheia , cheia de vida , cheia de ti , cheia de um pecado que me tinha sido interdito . Saciaste te de mim , de carne , de sexo , como quem esteve sem comer por uma eternidade .
Sim foi uma eternidade que os Deuses nos tiraram.
E o nosso desafio a eles foi esta junção proibida , foi o orgasmo de todos os sentidos . Foi o comer e ser comida , foi o foder e ser fodida , foi e ter te e ser te .
Perdi as minhas asas , mas por ti renego as , serei a tua Loba e palmilharemos o mundo desafiando as regras impostas .

Duelo de escrita: Ela Vs RICCo

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Ela vs RiCCo

Ela

Julgavas que te empurrava efusivamente,
que te encostava a minha mão aberta ao peito
e te dizia “vai embora e não voltes!?”
Fi-lo, fi-lo mas ao contrário:
abri a mão com fervura e puxei-te pelos colarinhos
da camisa xadrez e com os dentes abri num ápice
os botões que te compunham…
Queria-te selvagem, rasgado, despenteado e com
a barba desalinhada.
Deixei as marcas das minhas unhas peito abaixo até chegar
lá. Lá onde as unhas deram lugar a carícias ritmadas, molhadas,
suadas e sôfregas.
Onde o prazer carnal convida ao apito final, ao êxtase total…
As calças e os boxers pelo chão denunciavam o que se passava ali,
onde o dia se fez noite e a madrugada escrevia letras nas cortinas
da luxúria.
Haviam flashes vermelhos nas paredes e onde pensavas que te anulava,
multipliquei-te vezes e vezes sem conta…
Levei-te ao céu, mas antes passámos no inferno para saborear o pecado
antes das juras eternas.
Foste homem de uma forma que a tua testosterona desconhecia e eu o
motivo desse desejo imenso, perpétuo, infinito.
Julgavas que partias e afinal…
Vieste, vieste-te como nunca!
E eu,
do meio das minhas pernas dei-te as boas vindas.

vs

RiCco

Numa qualquer noite deste inverno, o desejo de ser dominado apoderou-se do meu ser, queria o teu toque bruto e sensivel, percorrer todo o meu corpo sinto que por momentos serei teu escravo onde obedeco mesmo que o sofrimento seja certo, amarras-me como animal preso cheio de vivacidade, mantenho-me pávido e sereno ansioso pela tua atitude dominadora vem ao meu ouvido e sussurra, beija-me o corpo centimetro a centimetro, reviro ja os olhos sinto-me subjugado a tanto prazer impiedosa deixas-me controcer e olhas risonha sabes que estou sobre dominio, sentas-te em mim como de um poltrona se tratasse e usas-me para tua satisfação. Acabas o teu desejo e o meu. Sabe bem ser dominado por vezes, vem e domina-me.