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O perigo é teres receio do que desconheces

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O que é o perigo ?
Esse eterno desconhecido que nos impele as cautelas,
é o olhar penetrante quando estamos lado a lado,
é o mundo aberto que se tenta medir em tabelas,
é o corpo deitado de uma mulher em homem acautelado.

É a mulher no seu recôndito mais escondido,
é a vida que não se sabe mas que ás vezes nos sabe tão bem,
é o cheiro que não se tem e o sabor desconhecido,
é flor que não se abre mesmo quando o sol vem.

É o desejo de ter o que nunca se teve,
é o som da voz que nos embala no berço e nos faz esquecer,
é a noite feita dia e que em nosso peito contem,
a alegria de estarmos vivos mesmo sem saber o que dai advier.

O perigo é teres receio do que desconheces no passo descompassado,
de um coração ansioso mesmo sabendo que existem passos em vão,
é o que nos impele a sermos diferentes mesmo sabendo do passado,
e essa veia que temos de sangue na guelra e que nos dá a paixão.

Acautelando-nos, reservando-nos em nós nos acomodamos,
na esperança que a tristeza não nos faça voltar a chorar,
vivemos na certeza que aquilo que sonhamos,
não seja mais do que aquilo que algumas vezes nos faz pensar.

Em perigosamente vivemos muitas vezes mesmo ao pé do abismo,
como se tivéssemos o dom de o dominar,
tédio que se apodera de nós como um cataclismo,
e na certeza porem que algum perigo também é amar.

É  mulher sábia que o homem sabe dominar,
é a maneira hábil que tem de ser mulher,
é o homem que impelido pelo desejo se deixa enganar,
é a mulher que por está bem se deixa colher.

Viver perigosamente em vagas constantes,
deixa-nos exaustos sem saber muitas vezes o que fazer,
estarrecidos e desorientados ficamos expectantes,
que esse perigo nos possa algum dia acolher.

Mas a borboleta quando nasce da larva não sabe o perigo que é nascer,
mas da beleza que irradia em tempo seja ele de vida que num só dia,
e viva na sua mais completa alegria de poder por minutos viver,
nasce feliz por dar cor ao mundo e alegria.

Por isso te digo, perigo não significa negativo,
é apenas a incerteza que tem duas faces desconhecidas,
uma que tomamos com consciência que se erra porque se está vivo,
e outra que tomamos consciência por experiencias vividas.

Não há como fugir ao perigo mesmo que queiramos,
ele está presente em todo o lado,
mesmo quando nem do amor nos aproximamos,
e muitas vezes nos refugiamos no nosso triste fado.

Por isso vive com alegria e esperança,
leva as coisas de mente aberta e por isso te digo,
conhece, levando sempre na lembrança,
belos momentos vividos em cima desse mesmo perigo.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras