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Let’s play?

Vamos fingir que hoje te deixo mandar, que és meu dono e senhor, que todas as minhas vontades deixam de ser minhas para passarem a pertencer-te, num jogo de sedução e poder em que em ti confio e cegamente te obedeço. Continuar a lerLet’s play?

Seria o teu verão se me deixasses…

Seria o teu verão se me deixasses,
por mais que te lembrasses que a tua vida é um senão,
seria o calor da areia quente em teu dorso,
a agua que varre esse coração que não palpita,
que nessa forma maldita indisposto, se sobranceira,
se põe em bicos de pés, dessa maneira tão vazia,
sem querer deixar mensagem á deriva numa garrafa vadia,
que dá á costa, e não vagueia, ali fica inerte a espera,
que eu me lembre de quebrar a monotonia.
Seria a tua primavera, de cheiro a flores campestres,
mesmo em beijos que nunca me deste, sobrevivo,
musa dos meus pensamentos e me deixa assertivo,
por não conseguir sair a rua quando faz sol e nos lamentos,
da calçada que piso, vejo as gotas de tuas lágrimas, résteas da chuva de ontem,
teus tormentos, minhas saudades que improviso, por não te ter,
por não te conseguir ver, nas folhas dos abetos que me circundeiam,
e imaginar que em seus ramos nossos corações passeiam, libertos.
Poderia ser o teu verão se me deixasses ou até primavera de teu cheiro repleto,
ou até inverno que me encoberto no teu calor de lareira acesa, me afogasses em teus braços,
e ali ficasses, á espera do meu outono, de roupa despida, princesa de corpo nú na surpresa,
de não haver dono, nem dona, apenas deitada sobre a mesa, á luz da vela,
apreciar a beleza nessa semiescuridão em que a tua sombra deitada sobre mim,
te faz tão bela, tão sensível a meu toque, nesse choque em que te fechas como flor na minha mão.
Seria o teu verão se me deixasses…

Por falar em salivar…

 

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Fotografia: Via Pinterest

Naquele momento já lambida pelo teu calor e embriagada pelo teu cheiro, o que mais desejei foi ter o tamanho de uma gata. Sim de uma gata! Para trepar todo o teu corpo, esfregar-me em cada centímetro de ti e marcar-te com o meu cheiro, deslizar pelas tuas costas, arranhar-te e salivar na tua pele.
Por falar em salivar…
Fico de água na boca só a recordar o teu beijo, e não, não é metáfora! Que gula! Que fome! Que vontade de ser novamente engolida pela tua boca…
Deixa-me ser a gata que se deleita no calor do dono, deixa-me miar no teu ouvido hoje, amanhã e todos os dias que seguem… Vem!
Vem com tudo porque eu quero que me faças miar de prazer.

 

A Vizinha