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O que será que esperam de mim?

O que será que esperam de mim?
O que terei de tão apelativo, que basta um olhar meu
e estão a medir-me da cabeça aos pés.
Não tenho nenhuma beleza rara e nem sou o tipo de mulher
que qualquer homem, babe.
Mas também não me considero nenhum camafeu.
Sou uma mulher simples.
Aproximam-se de mim para fazer amizades,
mas não sou assim tão fácil.
Julgam que por um sorriso meu, podem ter tudo.
Só terão o que eu achar que devem.
Sincera, e gosto de sinceridade,
que sejam verdadeiros, sem subterfúgios
sem segundas intenções.
Mas nem sempre é assim.
Aproximam-se por interesse, tentam manipular-me
para atingirem os seus objectivos.
Porque não tem coragem de o fazer directamente.
Isso enfurece-me, ganho raiva.
O que esperam de mim?
Que seja o seu cordeiro, a seu belo prazer?
©Lola 2017 #69Letras

Vencida pelo silêncio

Mais uma batalha perdida.

As tuas armas favoritas ferem-me até às entranhas do meu ser.

Silêncio. Desprezo.

Tua armadura de ferro que se opõe sempre à minha fragilidade humana. Esse teu coração de pedra, já tantas vezes por mim aberto, teima em sobreviver apesar dos golpes fatais que eu lhe causo.

Neste chão observo a serenidade da tua vitória sobre mim. Podes não festejar vitórias mas o silêncio queima mais o meu ego que qualquer fogo de artificio.

Posso chorar. Posso verter todas as lágrimas que o meu corpo permitir. De cada lágrima, nasce uma vontade renovada de voltar ao campo de batalha. Meu corpo pode sucumbir às feridas mas o meu ser voa mais alto.

Hoje permito-me chorar. Mas amanhã…

voltarei mais forte para a próxima batalha!

 

©Miss Steel 69letras 2017 

Eu mortal, tu imortal.

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Olho para ti e ainda não descobri porque tanto me atrais, porque ouvir o teu nome me faz tremer e o meu corpo se dá a ti sem restrições.
Tu e esse teu sorriso deslavado cheio de más intenções são a minha perdição, deixas-me nervosa, perco o raciocínio e a razão porque tu és tudo e mais um pouco do tudo o que não consigo explicar.
Entraste na minha vida mas não vieste sozinho, trouxeste um vendaval de emoções que veio baralhar desorganizar tudo o que sou, o que penso e o que sinto. Aterrorizas-me por isso, deixas-me louca hipnotizada atordoada! Transformas-me na mulher que desprezo, que sempre fugi ser, mas contigo não tenho hipóteses.
Tu és mestre e eu escrava,
eu presa e tu caçador,
tu és colecionador e eu sou artefacto,
eu papel e tu caneta,
tu és poeta e eu inspiração,
eu mortal e tu imortal.
E neste vendaval de tensão tesão alucinação tu és o meu mar, a minha terra, o meu ar, a minha paz e o meu aconchego. Por isso, tal como a uma flor, planta-me no teu lar e vamo-NOS demorar!

 

A VIZINHA