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No quarto

Texto Erótico [ maiores de 18 ]

Entras no quarto…

Deixo-te vir até mim…

Beijo-te os lábios…

Tiro-te a  roupa devagar…

Passo os dedos no teu corpo, até ficares nu…

Sento-te numa cadeira em frente ao espelho e inclino-me sobre ti… aproximo a minha boca do teu centro…

Elevo o meu rabo, para que tenhas uma visão completa do meu corpo ( as costas, o rabo, vislumbres da minha parte mais íntima , conforme me movimento).

Começas a ganhar vida quando sentes  os meus lábios e a minha língua a percorrer-te.

Os teus gemidos…

Os teus espasmos, quando a minha boca te sorve por completo e o meu corpo acompanha o ritmo.

Não te deixo tocar-me…

Elevo-me e dou-te os seios a provar.

Toco-me e levo os dedos à tua boca, deixando que sintas o meu sabor…

Roço-me em ti… como te  agitas de desespero.

Reclino-me na cama, atrás, e toco-me muito lentamente em todos os sítios que sei que te levam à loucura….

Devagar… muito devagar… vou tirando o pouco que tenho vestido. Adoro o acto de te provocar…

Sinto o meu sabor enquanto o teu olhar me faz gemer e entro em combustão…

Chego-me a ti…

Sento-me no teu colo …

Abres caminho  em mim….

Atiras-me ao chão e sorves-me com ansiedade fazendo com que os espasmos me trespassem…

Grito o teu nome….

Peço que me tomes de novo , que te faças sentir tudo, outra vez…

©The Oyster 2017 #69Letras

Não há meio de ganhar um rumo sem ti…

Do que mais tens saudades…?
Eu tenho de ti, de mim, de nós.


Tenho saudades da mulher incrível que me ensinou a amar de corpo e alma.


Estou desacreditado…
Do mundo, da vida, de mim.
Não há meio de ganhar um rumo sem ti, já nem sei se sou eu que não quero, se não sou capaz ou se porque simplesmente ainda não chegou à altura.
Os anos passam e eu mantenho-me aqui, fiel ao amor que te tenho, a transpirar-te por todos os poros existentes em mim.


Doí-me tanto a alma, doí-me tanto não saber de ti…
Não há palavras para explicar este vazio maior que eu.


Um dia perco a cabeça e a pouca dignidade que me resta e vou ver-te mais uma vez…
Vou abraçar-te, mesmo que contra a tua vontade, e fazer-te ouvir o desespero do meu coração.


Vou fazer renascer este amor… ou matá-lo de uma vez!


SilentSoul #69Letras

Lutas internas…

Prendo-me nas lutas internas com esperança de um dia me libertar, de expulsar pensamentos impróprios e exorcizar demónios.

Sei que não sou o único e que muitos como eu lutam contra o seu coração, sua vontade e mesmo contra os seus sonhos, ao ponto de nos sentir-mos tão minúsculos e infelizes. Não tenho palavras sábias neste momento nem conselhos para vos dar, apenas a minha solidariedade…

Vendo bem até tenho. FORÇA! Batalha com todas as forças, organiza-te e rodeia-te de pessoas de bem, que só te querem ver feliz. De uma coisa podes ter a certeza, é nestas alturas que vês quem são os teus verdadeiros amigos, pois para beber uns copos e celebrar uma conquista não faltam “colegas”, mas para te ajudar a levantar e “lamber” as tuas feridas só podes contar com os verdadeiros amigos… Esses sim, se estão ao teu lado na tristeza, acredita que serão felizes ao teu lado no triunfo!

Obrigado aos meus verdadeiros amigos!

O Vizinho #69Letras

Foto: Pinterest
Modelo: Atesh Salih

Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava…

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Fotografia: Via Pinterest

Todos os dias ela sussurrava o seu nome.

Todos.
Sentia a falta dele e por isso chamava-o, ele nunca mais voltou desde que partiu. Contudo ela nunca o largou ou deixou de amar, manteve-se fiel ao que sentia e aguardava infinitamente por ele. Aguardava sem hipótese alguma de regresso, mas sentia-se bem assim.
Deitou-se todas as noites vazia com o seu nome nos lábios, levantava-se de manhã com a cama vazia e percorrera tantas vezes o leito onde ele se deitava com as mãos a deslizar nos lençóis frios da ausência do corpo, depois vestia-se e misturava-se por entre a vida.
Só ela sabia do seu segredo, só ela sabia que o esperava. Para o mundo ela tinha seguido, afinal de contas ela sorria como se estivesse tudo bem, como se não sentisse dor e saudade, como se nunca tivesse perdido parte dela. Era boa nisso, tão boa que ninguém desconfiava que assim que metia a chave na porta de casa sangrava do peito e quase sufocava com o desespero. O banho acalmava-a, levava pelo ralo a revolta de não o ver nunca mais. Ela enxugava a pele e hidratava-a com novos pensamentos, mais leves e conformados. Resignada e ciente que não havia mais nada a fazer a não ser aguardar… esperar.
Todos os dias ela sussurrava o seu nome e desejava que ele a escutasse e soubesse que ela não o esquecera.

?A Vizinha #69Letras

Deixar de f****? Gosto tanto!

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Fotografia: Via Pinterest

A Vizinha deixou de fumar faz três meses.
Felizmente enjoei a marca de tabaco que fumava e ao invés de experimentar outra que o meu corpo não rejeitasse, decidi aproveitar e deixar de fumar.
Sempre gostei de fumar. Tem fumadores que não gostam do cheiro ou do sabor, eu adorava a nevoa de fumo, o travo e de o ter na boca. Ai como eu gostava de encostar os lábios e respirar suavemente na ponta antes de o humedecer com a boca.
Deixar de fumar nem pensar! Deixar de f****? Gosto tanto! Também tenho direito a ter um vicio! Dizia eu, sem qualquer noção da obsessão, impossível te-lo à mão sem o por vezes e vezes sem conta na boca. Que gulosa! Felizmente enjoei a marca, quando dei por mim acendia um cigarro, puxava dois travos e atirava fora. Enjoo, secura, má disposição, agonia! Ufah! Sintomas de liberdade. Ainda bem que há coisas que ainda não lhe perdi o gosto….
Tem corrido muito bem este desmamar, não o invejo na boca dos outros e até me sinto campeã quando cumprimento um fumador: Só cheiras a tabaco! Incrível como o nosso nariz passa a detectar um odor que antes nem dávamos por ele.
Há uns dias, A Vizinha andou em limpezas, e se estes fossem outros tempos teria rejubilado como quem festeja quando encontra uma nota esquecida, encontrei eu, um virginal maço de tabaco. Fiquei surpresa, não pelo achado mas pela minha reação. Indiferença! Eu! Eu que nos tempos de fumadora não suportava ter a mala descarregada de 20 munições, eu que se mal visse um tinha que o ter na boca e agarrar com as mãos!
Perguntam vocês o que fiz ao maço!?
Está exposto em cima da coluna da aparelhagem no meu quarto. Está ali, bem perto de mim, ele olha-me eu olho-o, fazemos-nos de difíceis, ele tenta-me e eu admiro-o pelo canto do olho… estamos assim, perto mas não tão próximos quanto isso. Confesso que gosto muito de me por à prova e descobrir o quanto consigo resistir… gosto de desesperar pela tentação, fermenta-se me o sangue, sofre a pele… querer e não ter… poder ter e ainda assim não me deixar tentar…. o diabo é matreiro quem sabe um dia destes ele não me ganha e tu não me apanhes com um na boca (cigarro)?

A Vizinha #69Letras

Sonho.

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Fotografia: Via Pinterest
Sonho ver-te acordar. E estar ao teu lado e ver-te adormecer. Abracar-te e aninhar-me em ti.
Sonho com o teu calor dos teus lábios nos meus e assim despertar. Despertar no teu sabor e amar o teu corpo logo pela manha.
Sonho passear pela casa com o nosso cheiro em mim e preparar o nosso pequeno almoço.
Sonho connosco sentados na cama desajeitados e desalinhados e a comer em silencio. Num silencio cheio de barulho e sabores.
Sonho tanto. E por te sonhar tanto… desespero por apenas te viver em sonhos.

A Vizinha

Copo meio cheio ou meio vazio.

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Acordei em sobressalto ansiosa e agitada quase que a sufocar. A minha primeira reação assim que acalmei a respiração, foi chorar, não desalmadamente, mas conformada.
Senti as lágrimas a nascer e a empurrarem-se umas às outras como que a libertarem-se… prisioneiras da minha dor.
Desceram lentamente pelo rosto, fazendo comichão na pele prestes a mergulhar na almofada.
Respirei fundo e encontrei-me dividida entre o copo meio cheio ou meio vazio. Copo meio cheio porque voltaste a casa e confortaste o meu coração. Fazia tempo que não sonhava contigo, e esta é a única forma de te trazer até mim, de te ver e reavivar nas memórias a tua imagem que com o passar do tempo tem vindo a perder cor, o que me deixa assustada. Tenho receio de um dia fechar os olhos e ao tentar procurar-te não te conseguir ver, e se para te ver e avivar nas memórias tenha de ser em forma de pesadelos, que seja, todos os dias, não quero saber, quero te ver! Tudo para te ver, uma vez mais.
Inevitavelmente senti o copo meio vazio, os sonhos ou os pesadelos são reais naquele espaço de tempo em que se processam, mas quando desperto, a realidade é crua e desfalcada. Não és palpável, és passado, memórias, lágrimas e sorrisos, a vida segue e eu sigo junto com ela, forçada, vazia, com meio coração a transbordar de saudade… a desejar voltar a dormir, e quem sabe ver-te mais um pouco… e quem sabe se esse sonho ou pesadelo dure o suficiente para me tirar esta sensação de viver em metades…

 

 

A Vizinha