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Despe-me. Despe-te

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Vem depressa.
Carrega-me nos teus braços e deita-me na nossa cama.
Despe-me. Despe-te.
Tal como as nuvens quando tapam o sol, cobre a minha pele clara com o teu corpo vindo da noite.
Cobre-me com a tua cor e absorve o calor da minha pele, deixa-me cuspir este fogo que apenas a ti pertence.
Liberta as tuas mãos predadoras na minha pele e marca-a com o desejo que te provoco.
Descontrola-te e envolve este corpo com a tua loucura e torna-o o teu cálice de cristal.
Eleva-me aos teus lábios, prova-me e vê como te cresce água na boca.
Segura o meu rosto com as tuas grandes mãos e leva o meu olhar ao teu. Com os teus olhos nos meus, viola-me a alma e toma-a para ti.
Aprisiona-a.
Eternamente.
Ergue-me com as tuas maos gentis e leva os meus joelhos ao chão apenas com o comando do teu olhar.
Vem depressa.

King and Queen

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No meu mundo, eu e tu somos rei e rainha e tudo o resto a nossa vontade.
Aqui, os súbitos beijam-nos os pés, idolatram-nos, curvam-se à nossa passagem, matam-se para ganhar o nosso afecto, e mascaram-se para nos agradar.
Sentados lado a lado, cheiramos a pequenez destas pessoas e troçamos delas.
A nossa lealdade foi forjada numa corrente de aço com a bênção dos céus e da terra, tornando-a inquebrável.
Presos pela alma e livres no corpo é assim que reinamos.
Alma fiel.
Corpo vadio.
O nosso castelo tem paredes cinza e pretas cuspidas com o sangue dos pobres bajuladores que caiem nos nossos lençóis.
Aqui no nosso reino, somos predadores crus e insaciáveis e perdidamente apaixonados um pelo outro.
Aqui amamos-nos sem roupas e adereços, e o escuro das nossas almas é a luz desta paixao.
No meu mundo, tu és o meu rei.
No meu mundo, sou a tua rainha.
E tudo resto, é o que nós quisermos!

A Vizinha