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Cativar

Cativar: atrair, seduzir, encantar,  criar laços, afeiçoar-se,  enamorar-se.
Cativar: reduzir a cativeiro.

Na nossa vida cruzamo-nos com várias pessoas.
Diferentes corpos, rostos, sorrisos, olhares, pensamentos, sonhos, desejos.
No entanto, há sempre um olhar, um sorriso, uma expressão, um som, um toque, que nos liga a alguém.
Há sempre alguém que nos atrai.
A atracção inicial traz consigo a curiosidade em descobrir o outro e uma necessidade de satisfazê-la.
Inconscientemente, começamos a sentir-nos seduzidos, a desejar qualquer tipo de contacto com essa pessoa.
E a curiosidade mantém-se.
Surge o encanto, a idealização de possíveis futuros, o fascínio que baila no olhar, o feitiço que nos prende a alguém, a curiosidade que não desvanece.
Criar laços é a solução que encontramos para não deixar escapar quem outrora nos encantou.
Temos paciência, tempo e entrega.
Satisfazemos a curiosidade a pouco e pouco enquanto nos revelamos.
Fazem-se trocas. Trocas de experiências, gostos, sonhos, desejos, pensamentos, vidas.
E assim, afeiçoamo-nos.
Surgem sentimentos que nos prendem.
Cuidado, preocupação, protecção, carinho, afecto.
E um dia esses sentimentos evoluem e, aí, enamoramo-nos.
Sentimos algo mais, um carinho e protecção maiores, um encanto mais poderoso, uma atracção inevitável, um gostar mais forte, um fogo no interior.
E é o amor.
Tudo isto se conjuga num verbo: cativar.
Tu cativaste-me.
Atraíste-me, seduziste-me, encantaste-me. Criei laços, afeiçoei-me. Enamorei-me?
Agora necessito de ti para continuar a sentir-me assim, cativada.
Agora és único para mim e quero-te por perto.
E do alto da minha jovem inocência pergunto:
E tu, necessitas de mim?
E eu, sou única para ti?
Cativei-te?

 


Meu amor, Não me entendas mal

 

Meu amor, Amo-te e amo tudo o que construímos juntos: a nossa casa a nossa rotina, ser tua mulher amiga e amante, chegar ao final do dia e encontrar-te em casa, acordar ao teu lado e seres a primeira coisa que os meus olhos vêem, as minhas mãos tocam e o meu nariz cheira.

Meu amor,

Não me entendas mal, mas com o passar do tempo a minha mente tem novas exigências e o meu corpo outros quereres onde outrora nunca havia sentido ou pensado.

Meu amor, eu tento que entendas estes meus novos desejos de querer ir à descoberta do corpo feminino, a luxúria de sentir outro toque na minha pele… A vida some e segue, e nós embarcamos com ela e também nos transformamos por isso não acredito que o mesmo não se passe contigo! Senta-te aqui ao meu lado, vamos degustar o nosso vinho juntos, relaxa, liberta-te e vamos divagar na ideia de quem sabe virmos a explorar outros odores. Imagina, eu tu, soltos para saciar estes desejos e juntos voltarmos para a nossa cama para nos amarmos com a magia com que fazemos amor.

Meu amor, Olha para este corpo cheio de vida e para estes olhos cheios de curiosidade, lança-te comigo à descoberta! Estes desejos consomem-me e vou acabar por os realizar com ou sem ti, mas meu amor, não sejamos mais um casal que se engana, esconde e trai! Bebe mais um golo deste nosso vinho, livra-te de preconceitos e deixa-me voar. Eu retornarei para o teu leito e para a nossa vida que construímos com tanto amor!

A Vizinha (texto inspirado nos desejos de uma leitora)!

… nadou mas em nenhum porto atracou!

Percorreu o mundo numa fome incessante, saltou de cama em cama, conheceu Freya e derreteu-se com o canto de uma sereia, confundiu casas de alterne com oásis e viu-se perdido num deserto sem fim. Conheceu e cometeu o pecado, se era proibido ele estava a favor, a alma era curiosa e o diabo tentador. Dizia-se livre e abusava dessa pretensão, voou e nadou mas em nenhum porto atracou. Vagueava cruelmente pela noite dentro cego pelo pecado nunca percebeu o que procurava, Becos, portas, bebidas espalhadas no chão, passos cheios de escuridão, arrastava-se de sombra em sombra e só parava quando aquele sorriso maldoso encontrava algo que o atraísse e aí atacava, dilacerava a carne e partia… se estava encoberto ele vilãmente rasgava tudo onde tocava. Selvagem e perdido nunca percebeu a falta que ela lhe fazia, continuou a vaguear… mas afinal não era assim tão livre.

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2017

A ti, quem te seduz?

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Eles conhecem-te e ficam com uma espécie de tesão do mijo.
és diferente, dizem-te.
Esfalfam-se para te terem, chegam até a acreditar serem capazes de te acompanhar… és especial, dizem-te.
Nos primeiros dias, és a mulher que todo o homem quer, a tua loucura aguça-lhes a curiosidade, as tuas certezas prendem-nos, a tua inteligência deixa-os de boca aberta e as tuas curvas arrancam-lhes suspiros…
Mas depois de se seduzirem, deixo a pergunta:
A ti, quem te seduz?

Não é para curiosos.

 

Na fotografia: Khloe Kardashian

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Deslumbras-te.
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Queres entrar e fazer parte da minha loucura, chafurdar no meu mundo.
Impões-te, forças a tua presença numa persistência que me soa a idiotice.
Porque tentas entrar, senão me vais conseguir tocar?
Porque te deslumbras com uma mente pela qual não conseguirias conviver diariamente? Não te vou deixar espreitar para satisfazeres a tua curiosidade ou a excitação que antecede a novidade. Vais ficar aí, por tempos infinitos a tentar espreitar pela fechadura.
Para pertenceres ao meu mundo, tenho de te escolher.
Tens de me tocar.
Sabes? A coisa é que este tocar não é visível ao toque… é coisa de alma, de loucos.
Não é para curiosos. Para quê entrares se não vais saber como ficar?

Os teus lábios são o teu cartão de visita.

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Impossível esquecer a bela Margarida, morena magra com curvas deliciosas, olhos doces e penetrantes, lábios perfeitamente desenhados, sorriso escondido pela timidez mas impossível de resistir, cabelos negros e suaves como a seda que lhe escondem o rosto, e subtilmente discreta.
Foi quando ela estava a picar o gelo para as bebidas que me aguçou a curiosidade.
O jeito como a bela Margarida colocou o cabelo atrás da orelha acordou os meus instintos de predadora, revelou um delicioso pescoço acompanhado por uns ombros que dão vontade de morder, o que me fez perguntar o que mais esconde aquela Margarida.
‘vou-te beijar’, deixei escapar quando me levantei e fui para junto dela. Retornei ao meu lugar e deixei-a estar entre o gelo e as palavras que lhe deixei.
A festa estava animada e o som das pessoas satisfeitas ecoava no ar, mas ela deixou se estar ali, perto de mim, encostada à bancada da cozinha sem nada dizer.
‘és minha’ pensei.
Fui para junto dela, levanto-lhe o rosto escondido pela timidez, com a mão esquerda seguro-lhe os cabelos na nuca e exponho a beleza daquele rosto com a mão direita trago a boca dela à minha… Doce e intensa Margarida de fazer ferver o sangue ao sentir a ansiedade dela no peito a arfar contra o meu. Deliciosa morena que se rendeu aos meus caprichos.
Beijo doce e delicioso… Fui provar o resto….