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Serei a tua força na derrota.

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Serei tua companheira
se me deixares lutar ao teu lado
tua cúmplice se te partilhares.
Serei teu sonho se o revelares
A noite para profanares
e o dia para te camuflares.
Serei tua força na derrota
abrigo nas tempestades
Lágrima se te vir partir
Mas corrente que te guia
Rumo à liberdade.
Serei esperança na tristeza
Casaco no inverno
Brisa no calor.
Serei a outra metade
A outra pele.
Serei o abraço que encaixa!

 

 

 

A Vizinha

 

A nossa cama não é mais a mesma.

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Nos seus tempos de glória, atraía-me sempre que a fisgava pelo canto do olho.
Seduzida por ela, atirava-me para o colchão e desafiava-te a amares-me novamente.
A nossa cama escolhida com tanto desejo revelou-se cúmplice do encaixe perfeito dos nossos corpos, os lençóis cheiravam à nossa paixão e foi neste colchão que por tantas horas as nossas almas deram as mãos e comunicaram no silêncio dos corpos cansados.
Desde que partiste, a nossa cama nunca mais foi a mesma. Também ela me abandonou.
A cada dia que passa torna-se maior, já não me embala nem me seduz.
Sou engolida pelos lençóis no vazio da cama, o frio impera e o meu corpo encolhe cada vez mais pela falta do teu abraço.
Outrora esta cama foi palco do nosso amor, hoje, já nem ela sabe o que isso é.

descobri que tu és muito mais que prazer…

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Existe uma memória da ultima noite, que ficou suspensa no meu olhar.
Nós dois sentados, frente a frente, despidos de barreiras e no ar o cheiro do nosso amor.
Tu és mais que prazer.
Despidos de roupas, olho-te. Gosta tanto de olhar para ti!
Se tivesse poderes, tornava aquela noite eterna e passaria a infinidade daquele momento a desvendar os mistérios da tua pele junto com os segredos que o teu olhar esconde.
Cumplicidade.
Dois corpos felizes e encantados um com o outro.
Estes dois corpos, éramos nós!
Nós! Não eu, não tu, mas nós!
Coro com o teu olhar e desfaço-me no teu sorriso.
Tu és atrevido, mas a minha espontaneidade faz-te rejubilar!
Tiro-te o ar com o fogo da minha juventude e enfeitiço-te com o desejo que carrego de ti que te deixo sentir.
Fazes-me contorcer nas tuas mãos vis, e enfraqueces a minha voz com os gemidos que me provocar.
Na memória da nossa ultima noite está a lembrança do nosso olhar.
Olhar cúmplice.
Olhar que assiste ao sonho a tornar-se realidade!