Arquivo de etiquetas: crescer

E agora, quem sou eu?

Já não sei escrever.
As palavras ferem o meu silêncio.
E é uma luta dentro de mim.

As palavras que se embrulham na minha garganta.
O silêncio que se mata para ser mais forte.

E com isto, quem sou eu?
Não me reconheço.
Não sei quem sou.

Continuar a lerE agora, quem sou eu?

Dia da criança!

Por vezes gostava de voltar a ser criança..
Eu sei que todos temos uma dentro de nós, mas onde anda aquela com sentimentos puros, sem maldade em nada, que a inocência invadia o coração e isso se reflectia nos outros?

Dizia a verdade sem ter medo de magoar.. Mas também sabia que não o fazia, simplesmente porque o meu coração não o permitia..

Fazia asneiras e por muito que ouvisse dos meus pais, era sempre para crescer, para aprender..

Dava mimos sem me questionar se estaria correcta em fazê-lo àquela pessoa..

Quando somos crianças oferecemos o que temos de melhor e mais sensível, mostramos o que queremos e toda a gente acha piada. Aprendemos a viver num mundo quase perfeito no seio da nossa família, sem maldade, e com o máximo de felicidade possível. 

Crescemos e deparamo-nos com um mundo diferente.. A vida encarrega-se de nos mostrar outra vertente:

A mais difícil.. Em que temos de criar um muro várias vezes dentro de nós, para não nos entregarmos a quem queremos de acordo com o que sentimos, simplesmente porque não podemos. 

“Não podemos dar amor!”

Aprendemos isso na nossa infância?! 
Feliz dia da criança a todos nós e sejam felizes ❤️

Annastasia #69Letras

Não somos ejaculadores precoces

image

Não somos ejaculadores precoces, somos amantes dedicados gostamos de fazer amor por tempo indeterminado. Amar à pressa com prazo de acabar não é para nós. Brincamos com as sensações e prolongamos o prazer num pára e recomeça, acelera e trava sem tempo de acabar. Acabar. Nunca chegamos a acabar estamos sempre a renovar os gemidos e o suor. Pedimos sempre mais, mais um beijo mais um amasso mais um bocado que se transforma em horas  úmidas em cima do chão que já escorrega da condensação que sai dos nossos corpos. Quanto mais ofegantes, quanto mais desgastados, quanto mais doridos, mais a vontade cresce e estamos horas na brincadeira em plena comunhão com o nosso prazer. Sou eu tua és tu meu e nada mais existe ao nosso redor. Se as paredes falassem falariam de amor, se o sofá se excitasse vir-se-ia pelo cenário que apresentamos, luxuria desenfreada e ternura nos segundos em que o nosso olhar se encontra, nesses pedaços de tempo, os meus peitos arfam nos contra oa teus e escorro ainda mais ao sentir o teu respirar, louco e desejoso para retomar… e lá vamos nós, mais um bocado, e com tantos bocados, passa-se uma tarde e mais uma noite. Somos assim doidos pelo prazer um do outro, ouvir-te gemer e ser maestra dos teus. Expludo quanto te vejo contorcer debaixo de mim, queres agarrar, não deixo, és meu e minha vontade. São meus os teus orgasmos, és tu dono dos meus.

A Vizinha

Uma carta ao meu amor!

10436247_378706458995141_3137202848520094211_n (1)
Então e se de repente só existisse o correio como meio de comunicação? E se, os telefones e a internet desaparecessem como por magia?
E agora? O que se seguiria? O amor ia acabar? Não ia mais nascer?
Estas perguntas soam parvas não é?
Todos sabemos que antigamente (este antigamente não foi assim à tanto tempo como parece. Não foi no tempo dos dinossauros), não existiam estes meios de comunicação. A comunicação se não era presencial era feita por cartas. E hoje todos vocês que estão a ler isto estão cá, filhos dos vossos pais, que nasceram dos vossos avós bisavós que se apaixonaram e alimentaram esse amor, sem enviar 500 cartas por dia, ou falar horas ao telefone. Muitos viam-se uma vez ao mês quando a distância era grande, outros de quinze em quinze dias, ou uma vez outra por semana, quando escapavam da janela do quarto, fugidos para ir ao encontro da pessoa amada, ou por exemplo encontravam-se sob o olhar atento de um familiar, durante tempo limitado, para evitar a desonra na família. E amor nasceu, amadureceu independentemente da distância, do numero de dia ou horas que não se viam ou falavam. Bastava a saudade, as memorias do ultimo encontro e a ânsia da próxima vez. Tenho saudades deste tempo, tempo este que não pertenci, mas mais tranquilo e sentido. As saudades eram reais, doíam na pele, hoje são interrompidas de hora a hora… e a falta? E o desesperar pelo outro? O achar que parece que vamos morrer de ansiedade? e viver aquele abraço saudoso que rodopia quando no encaixe do abraço são o centro um do outro? E ver a pessoa amada a caminhar até nós, a irradiar felicidade que não cabe no sorriso nem no olhar, onde está isso quando ainda há 5 minutos trocaram mensagens?

Outros tempos.
Fico irritada com as novas relações. Fico com a sensação que quem manda mais sms é quem mais ama. Isto chateia-me. É-te imposto que mandes mensagens, muitas, várias até. Não te são dadas ordens diretas, mas dizem-te coisas como: ‘Hoje estiveste muito calada’, ‘já não gostas de mim’.
Isto irrita. Já bem basta passares o dia embevecida de paixão, a pensar e ansiar por outra pessoa, e ainda tens de interromper cada passo que dás para enviares uma sms ou duas ou três. E depois claro que cai mal um #nãoqueressaberdemim, quando não fizeste outra coisa se não suspirar o dia todo por essa pessoa.
Dos outros não sei, mas sei de mim. Sei que não lido bem quando me impõem quando tenho de dizer algo, que me forcem e façam sentir a obrigação de enviar um sms.
Meus amigos vamos ter calma.
Sejam dependentes do que sentem mas não invadam o dia a dia da outra pessoa. Não andamos na escola para andarmos a enviar sms o tempo todo com o telemóvel escondido debaixo da secretária. Somos adultos, trabalhamos, lidamos com pessoas. Façam o vosso dia a dia, e depois sim, inundem o telefone um do outro com declarações de amor ou colem-se que nem lapas nos vossos tempos livres.
Comuniquem pessoalmente esqueçam os relatos por telefone. Guardem isso para unirem a um olhar a dois.
Entendam dependentes de telemóveis ou internet que alguém ser ativo contigo diariamente não significa amor, fidelidade ou respeito.
No instante em que recebes um amo-te no telemóvel ele ou ela pode estar a trocar olhares sugestivos com outro alguém. Por isso vamos ter calma, respeitar o espaço de cada um e deixar de medir o amor que alguém tem por nós através do numero de sms que nos envia.