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E de repente…

E de repente, sinto-me amarrada sem o estar, correntes que a ti me prendem, elos que nos surpreendem, toques que sem querer, sem sequer me aperceber, a ti me rendem, sentimento inóspito, de um querer tão explícito, pinta de cores que não existem, um arco-íris infinito.

Sentimento que me inunda a alma, me deixa à tua mercê, nas mãos tens-me na palma, roubas-me toda a calma, e este querer me entregar, difícil de comportar, transborda do meu corpo ansioso, do teu tão desejoso, de a ti me acorrentar.

E com toda esta vontade, digo-te tudo o que quero, de modo sucinto e sincero, em que a felicidade é a prioridade, e o gostar de verdade, é tudo o que de ti espero, desejos talvez alcançados, que nos deixam acorrentados, rendidos e entrelaçados.

E de repente amarrados, de correntes cobertos, porém tão libertos, expiamos pecados, de passados incertos, criamos o futuro, minuto a minuto, vivemos o presente, com garra e em absoluto, com toda a certeza, que as invisíveis correntes, intensificam e libertam os nossos presentes.

© Miss Kitty 2016 #69Letras

Serei a tua força na derrota.

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Serei tua companheira
se me deixares lutar ao teu lado
tua cúmplice se te partilhares.
Serei teu sonho se o revelares
A noite para profanares
e o dia para te camuflares.
Serei tua força na derrota
abrigo nas tempestades
Lágrima se te vir partir
Mas corrente que te guia
Rumo à liberdade.
Serei esperança na tristeza
Casaco no inverno
Brisa no calor.
Serei a outra metade
A outra pele.
Serei o abraço que encaixa!

 

 

 

A Vizinha

 

Hoje é dia do segundo encontro.

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Encontro dividido por capítulos, cautelosamente adivinhado.
Ainda tenho o primeiro encontro a respirar na minha pele, naquela noite, só me dei conta da loucura que estava prestes a acontecer quando desliguei o carro. O corpo atraiçoou-me, as pernas tremiam, o coração estava louco, o meu estômago revolvia-se, a minha pele suava mas mesmo assim prossegui com o combinado.
A porta aberta tal como havíamos combinado, o quarto a meia luz, o meu corpo vestido de lingerie bordeaux a condizer com a venda estendida sobre a cama.
De frente para a porta de saída, com a gabardine já despida, surges atrás de mim vindo não sei de onde escondes o meu olhar o teu rosto como planeado.
Os teus passos espalharam-se pelo quarto e trouxeram melodia ao nosso cenário.
Sinto calor perto de mim, estás à minha frente, puxas-me para ti e danço com este desconhecido que ainda não tem rosto.
Proposta indecente, perigosa que me fez ser inconsequente e aceitar viver esta loucura.
Naquela dança, descobri que a tua barba estava por desfazer, o teu cheiro era lascivo, e o teu toque intenso.
Oiço-te a encher um copo de espumante, que só o adivinhei quando me ajudaste a saborear a bebida… circulas à minha volta e detens-te a cheirar os meus cabelos loiros enquanto dou golos de espumante na tentativa de minimizar o nervo, e a ansiedade do que se seguiria…
Na cama, após a tua ordem, as tuas mãos percorreram a minha pele como se eu fosse uma obra de arte. Sem pressa e com intensidade, viajaste pelos meus contornos e agitaste a maré sanguínea que se esconde debaixo da minha pele branca… a tua boca acordou cada poro da minha pele e as tuas mãos confundiam cada sensação que me despertavas.
Naquela altura lembro-me do calor que me saia entre as pernas, provavelmente as minhas fases já estariam rosadas de desejo… lembro-me de me teres dito ao ouvido o quanto me desejas, e depois seguiu-se aquele beijo que me trespassou o corpo como uma corrente eléctrica… no chão os teus passos afastam-se e fechas a porta.
Tiro a venda, e tal como combinado o primeiro encontro da-se por encerrado, e eu fiquei sozinha naquele quarto com o peito a expandir-se pele respiração acelerada.
Hoje, é o 2º capitulo, e mal posso esperar.