Exteriorizações da memória

Confesso que precisei de saber. Precisei de saber se realmente valeria a pena esperar e lutar por ti. Não foi fácil estar horas deitado no sofá a ouvir aquelas memoriosas músicas do VH1 que me lembravam o quanto inocente e ignorante era eu na Arte da Sedução (sim, seduzir é uma arte, resistir faz parte)…

Não te percas de mim, perde-te em mim…

Perde-te na noite e na madrugada, mas conta as pedras da calçada. Por mais que te afastes do meu caminho, acabas sempre por voltar ao ninho.

Vontades aprisionadas

Nesta tua vida cheia de encruzilhadas, mantens as vontades aprisionadas, em gavetas bem fechadas, e cheias de sentidas histórias, que te avivam memórias, de coisas há muito passadas,

Perdidos no tempo…

Hoje não quero perder tempo, quero que o tempo se perca em mim, em ti, em nós… Hoje quero-te assim, sem limites, nem de tempo…

Nossa gordura não deve nada a ninguém!

Todos os dias me olho ao espelho e vejo isto.  Ainda esfrego os olhos, na esperança que eles sofram de algum síndrome de aumento mas não.  Aquela no espelho sou eu e aquela arrasta o meu eu para a lama. Complexos? Não! Vergonha? Muito menos! É o reflexo daquela nos outros que me atinge. Porquê?…

Quando os meus olhos se fecham….

Quando a noite cai e os meus olhos se fecham, vejo-te a correr livremente pelo meu pensamento, de cabelo solto ao vento, feliz como as chitas de Shamwari. Vagueias em mim de pés descalços, de seios despidos, de sorriso rasgado e com o sol a clarear esse teu corpo de menina feito mulher. Teimas em…

Eu, tu e uma dúzia de gaivotas…

Deslizo os meus dedos macios pela tua pele eriçada, como que numa dança de cereais maduros nos longos campos livres da Califórnia do Sul, à mercê do vento e com sabor a maresia. Aprecio o teu tremor.  Demoro-me. Dedilho calmamente o teu dorso como numa valsa de Viena, sem pressas, e empenho-me na descoberta incessante do estimulo dos teus sentidos. Perco-me livremente…