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Pequena num mundo de titãs

Sei que sou mínima. Até reduzida pelo D. N. A. da família… 

Mas sou gigante em “QUERER”! Meu coração não conhece altitude a não ser a da minha força de vontade!
Porque eu sou eu! E os outros? Sim, são grandes de facto. Titãs aos meus olhos! Mas não me incomodam, demovem, diminuem ou tão pouco assustam!
Lá porque são grandes não são melhores em forma alguma. Têm a visão bastante reduzida diria eu até…
Porque não vêm que a pequenina aqui continua de pé, apesar dos passos maiores que os meus. Por entre as gotas de chuva sobrevivo às balas e triunfo no meu mundo pequeno.
Sigo meu caminho. Empurrando objectivos maiores com meu coração de sobrevivente do tamanho de um mundo.
Meu mundo, esse, sou eu quem o faço! E acreditem, não é nada pequeno…

Página:Deusa Do Caos

Autora: ©Miss Steel 69Letras 2017 

 

Vitória

vitória quando o impossível se torna possível.

Os sonhos só o são enquanto nunca os tentarmos alcançar.

No momento em que começa a jornada para alcançar o cume da montanha a que chamamos sonho, é quando o impossível se começa a desmoronar a cada passo dado.

A beleza desta escalada são os obstáculos e o prazer imenso que se apodera do corpo quando são vencidos.

Nenhum obstáculo é tão grande quanto a vontade de vencer.

Mas para atingir a vitória é preciso sofrer.

Há fome. Fome de vencer.

Há sede. Sede de vitória.

E quando chega o momento, quando se atinge o topo, a sensação é única.

É sentir que tombaram todas as adversidades, que o cansaço se transformou em poder, que o impossível perdeu o seu prefixo, que se fez história.

E vitória é fazer história.

A minha história, a vossa história, a nossa história…são a vitória.

© Fox 2017 #69Letras

Momento

Abri os olhos devagar.

Os primeiros raios de sol da manhã entravam timidamente pela janela.

Devo ter-me esquecido de a fechar, depois do que aconteceu na noite anterior.

O que se passou ao certo?

Desculpa, mas não sei explicar.

Foi medo, foi pânico, foi a loucura que se instalou na minha cabeça.

Viste-me chorar e gritar e sentiste-te impotente por não saberes como ajudar.

E sei que tiveste medo.

Tiveste medo que fosse aquele o momento final.

O momento em que, com lágrimas nos olhos, eu te iria dizer que foi um erro voltarmos a tentar e que, afinal, não era amor.

Mas, apesar das emoções que te assolavam a alma, não me abandonaste.

Secaste as minhas lágrimas, beijaste o meu rosto, levaste o meu corpo para a cama e abraçaste o meu ser.

Ficaste sempre ao meu lado, sem saber o que nos reservava o amanhã.

Acordei.

O sol entrava pela janela, beijava as cortinas alaranjadas e conferia uma aura de magia ao quarto.

A calma reinava e a tempestade que me devastou tinha-se extinguido.

Lembrei-me da noite anterior.

E agora?

O que é que eu queria?

Amava-te ou não te amava?

Respirei fundo e virei-me.

Ao meu lado, dormias profundamente.

Na tua face a calma do sono misturava-se com o cansaço que a tua mente sentia.

Olhei bem para ti.

Lindo, pacífico, forte.

E sorri.

Senti o meu coração bater como as asas de um colibri em busca do néctar.

Senti uma incontrolável vontade de te abraçar como o mar abraça a areia.

Senti desejo de te beijar como a terra beija o céu.

Senti que a minha vida só fazia sentido se tu estivesses sempre ali, ao meu lado.

Senti amor.

E foi aí que eu percebi tudo.

Eu amava-te.

Eu amo-te.

© Fox 2017 #69Letras

“Corpo é matéria, a alma é transcendente!” Raquel Martins, Playboy 2017

Antes de tudo obrigada por nos dares a oportunidade de contar a história da tua passagem pelas câmaras da Playboy.

Hoje é dia da mulher. Há muitas mulheres que na atualidade ainda vivem fechadas dentro delas, escondidas, inseguras e muitas delas inferiorizadas… O ano de 2017 apresentou-te ao mundo integralmente… Parabéns pela coragem!

                                                             

 

 

Conta-me antes de tudo, de onde veio a decisão de pousar para a Playboy?

Raquel: Essencialmente acho que aconteceu porque estava destinado a que assim fosse! Acredito verdadeiramente nisso! Digo isto porque tenho um amigo que faz Styling, o Sérgio Onze, e participou numa produção para uma das capas, este falou de mim a um dos directores, o Bernardo Coelho, e daí surgiu o convite! Senti um misto de sensações, como uma montanha-russa de emoções! E depois de muito ponderar, aceitei!

 

 

Como foi o processo de selecção?

Raquel: Não houve um processo de selecção propriamente dito. Acho que o que houve foi mais da minha parte e foi um processo de decisão!
Recebi o convite e a princípio fiquei surpresa, conhecendo o que conhecia até ao momento dos conteúdos da revista, que confesso que era pouco ou quase nada, achava sinceramente que não tinha perfil para o género mas depois pus de parte essas inseguranças e pensei que alguma coisa teria que ter para que me propusessem tal coisa! Fiquei radiante com a ideia! Mas este estado durou pouco tempo confesso, porque depois passei à fase de ficar um tanto ou quanto de pé atrás em relação ao assunto. Assentei os pés na terra e pensei que sempre achei que a Playboy era somente sinónimo de nudez, daquela pura, dura e crua! E até que ponto eu conseguiria lidar com isso? Com algo que à partida iria contra alguns dos meus ideais? Reuni com eles e apresentaram-me o conteúdo da revista e respectivas sessões que nada tinham a ver com a minha ideia preconcebida. Nunca eu tinha folheado uma edição da Playboy! Analisei tudo em casa e tinha muitas questões! E deixei bem claro na minha cabeça que para o fazer, a sessão e toda a envolvente teria de ir ao encontro da minha pessoa, eu não seria capaz de fazer algo com o qual não me identificasse, algo que no fundo não me representasse enquanto pessoa, que não captasse a minha essência e personalidade. Confesso que fiquei tentada com a ideia porque era um desafio para mim mesma enquanto mulher, desafio esse que envolvia um grande risco porque sabia que estaria exposta para os outros de uma forma que nunca pus em hipótese em estar, sabia que iria sofrer julgamentos mas até que ponto eu me deixaria atingir por isso se realmente o resultado fosse algo que me reflectisse? Basicamente direccionei a minha atenção para os contras da questão porque o facto é que temos mais dificuldades em lidar com eles e tentei contorná-los como podia. Expus-lhes todos os meus medos e deixaram-me tranquila e segura em relação a tudo!

 

 

 

Como te sentiste quando soubeste que irias ser a capa de Janeiro de 2017 da Revista Playboy? Qual foi o teu primeiro pensamento?

Raquel: Quando me foi proposto nunca pensei eu que seria para ser a capa. Fiquei surpresa mas novamente reticente. Porque lá está, o meu pensamento foi que uma capa de revista é sempre uma capa! Tem impacto! É algo que mesmo que não se queira comprar, está à vista de todos! E não iria estar propriamente vestida, iria estar como nunca ninguém – nem eu mesma-, me tinha visto. Mas se há coisa que tenho cada vez mais intrínseca em mim e que tenho adotado como ideologia, é que corpo é matéria, é algo que um dia simplesmente deixa de existir com a maior das facilidades, é efémero, enquanto a alma é transcendente a tudo isso, é o que fica, na memória, no presente, nos outros, na nossa história, e como tal, anulei muitos dos meus pensamentos restritivos seguindo esta linha de raciocínio.

 

Nos estúdios? Receberam-te bem, simpáticos? Conta-nos!

Raquel: Não fotografei em estúdio, apenas a capa, e acho que isso foi um ponto fulcral para me sentir bem ao fazê-lo. A sessão foi num dos quartos do Requinte Motel, em Sintra, e neste caso para mim foi muito importante estar envolvida com o ambiente que me rodeava para de certa forma me fundir com ele e ai me conseguir expressar melhor, me exteriorizar. Digamos que beneficiou em muito o soltar daquele meu lado mais “wild”, que no fundo eu acho que todos temos! Depois, eu já conhecia a fotógrafa e o seu trabalho, a Carla Pires, e acho que ser uma mulher a fotografar ajuda imenso porque tem outro tipo de abordagem, outra sensibilidade e toque. O Styling foi feito pelo Sérgio, que foi ajudado pela namorada, Adriana, que me conhecem até do avesso, meus amigos há já uns bons anos e portanto já experiênciamos muitas coisas juntos, esta é mais uma história que temos para contar! E finalmente o maquilhador, Eduardo Estevam, que conheci no dia que também demonstrou ser super acessível! No fundo estava rodeada de boa energia e a certa altura já estava confortável com tudo aquilo e acabou por se tornar algo divertido de fazer!

 

 

O primeiro contacto entre o teu corpo totalmente nu e a câmara? Como te sentiste? (Sei que sempre tiveste um corpo fenomenal, no entanto nudez é nudez! Mexe sempre connosco.)

Raquel: Já o tinha feito anteriormente, aconteceu com Kid Richards mas nunca o tinha feito em digital, pois, caso não saibam, o Kid fotografa apenas em analógica. E para mim, tendo em conta o registo, fotografar em digital consegue ser um pouco mais intimidante, para além disso, nunca tinha fotografado com a Carla, apesar de já a conhecer. Mas sendo esse o conteúdo ou não da sessão, é sempre um quebrar de gelo só que neste caso a sua proporção era maior! Achava eu! Porque depois, como já referi anteriormente, toda a envolvente, foi a meu favor e foi só deixar fluir, como que um deixar cair do pano a pouco e pouco. É sempre importante neste género de sessões sentir o que me rodeia, desde o espaço, à luz, às pessoas e à música, porque eu sendo tímida e retraída por natureza torna-se complicado demonstrar sensualidade ou qualquer tipo de emoção se assim não for.

 

 

Foste tu que escolheste o teor da sessão? O que pouco tinhas vestido autoria tua ou tudo deles?

Raquel: Deram-me essa liberdade pois perceberam logo num primeiro contacto o meu estilo, aquilo que por ventura eu iria gostar ou não de fazer e ainda bem que assim foi! Portanto, deixei nas mãos da Carla e do Sérgio e sabia que não podia estar em melhores mãos! Deram-me a conhecer toda ideia que tinham, todos os pormenores que estavam envolvidos que adorei desde logo porque era sem dúvida a minha praia.

O desenrolar da sessão?

Raquel: Começamos por fotografar na cama e depois fomos aproveitando aquilo que o quarto tinha, desde os espelhos ao varão. Finalmente acabamos por fotografar na banheira, que são para mim, sem qualquer dúvida, as fotos que mais gostei de fazer!

 

Como foi a reacção daqueles que te conhecem quando te viram ser capa da Playboy?

Raquel: Algumas pessoas ficaram chocadas mas mais com a ideia de pousar do que com a sessão propriamente dita, porque nunca pensaram em ver-me na capa da Playboy mas nem eu mesma pensei um dia em fazê-lo por isso acho que o choque foi tanto para mim como para aqueles que me conhecem! Mas fazendo um balanço das reacções em geral, estas foram uma mão cheia de reacções positivas e isso é sempre bom de receber!

 

 

A exposição do teu corpo a nível nacional mudou o teu dia-a-dia?

Raquel: Não, de todo! Acho também que o público da Playboy é muito especifico, pode agora estar a tornar-se mais abrangente, mas são maioritariamente homens e duma faixa etária especifica. E digamos que estes se calhar nem atentam tanto assim em quem é a Raquel Martins!

 

Qual foi a pior coisa que te disseram? E a melhor?

Raquel: Para ser sincera, o facto de ter adorado o resultado final, fez com que opiniões negativas me passassem completamente ao lado. Como é óbvio li comentários depreciativos, mais presentes nas redes sociais, como seria de esperar, mas faz parte do processo e eu aceito isso. Relativamente ao melhor…disseram-me que estava linda, e que, não desvalorizado todo o aspecto físico, conseguiram captar um lado meu que quase ninguém conhece, o lado místico, que é sem dúvida o que tenho de mais bonito.

 

 

A tua família como reagiu?

Raquel: Os meus pais participaram no meu processo de decisão portanto sabiam de antemão para o que ia e fiquei até surpreendida quando vi a reacção tanto da minha mãe como do meu pai. Ao meu pai fiz questão de lhe pedir para que apenas visse a revista se fosse eu mostrar-lha, porque pus em hipótese não o querer fazer caso achasse que o fosse chocar muito. Para mim era a pessoa a qual seria mais constrangedor ter que me mostrar de uma maneira que nunca me viu e digo isto não por não ter abertura com ele mas por ser homem e logo acima disso ser o meu pai! Mas foi tudo receios bobos da minha parte porque foi aceite da melhor forma possível e se havia alguma opinião que me atingisse seria só e unicamente a dos meus pais.

                                          

Como mulher, jovem como te sentiste com tal demonstração de confiança?

Raquel: Acho que mais do que mudar a ideia que as pessoas tinham de mim, mudou a minha percepção de mim mesma. Ajudou-me de certa forma a afirmar-me enquanto mulher ou a ver-me mais como tal porque até então não via tanto esse meu lado. Sempre disse que não me via como mulher pois para mim o reflexo de uma mulher sempre foi a minha mãe, as minhas avós e as minhas tias porque já existe nelas toda uma vivência e consequente firmeza. Eu perto delas sempre fui uma menina cheia de inseguranças e portanto não poderia sequer servir como termo de comparação mas com isto cheguei a conclusão que ser mulher está mais associado há ideia de liberdade, de força, de resistência e afirmação desses mesmos factores. Acabei por demonstrar isso tudo do princípio ao fim ao passar por todo o processo e portanto senti-me de facto uma mulher!

 

No meio desta aventura quais foram os teus receios e/ou medos?

Raquel: Acho que já deixei claro a maior parte dos meus medos e receios mas o meu maior receio era sem dúvida o resultado final porque depois era o meu nome que estaria envolvido e podia prejudicar-me futuramente na minha vida pessoal e profissional. Fazer algo que depois não gostasse era o que mais me assustava e em tudo na minha vida tento manter-me fiel a mim mesma e aos meus princípios. Foi um risco mas acredito que se não tivéssemos que enfrentar os nossos
medos e receios, as experiências e desafios não teriam presentes o factor adrenalina e por conseguinte perderia tudo o encanto natural. O meu feeling era que iria correr tudo pelo melhor e foi o que aconteceu!

 

 

Tens algum recado para as mulheres ?

Raquel: Acho que o meu recado acaba por ser não só para as mulheres mas para o ser humano em geral mas tendo em conta o dia vou direccioná-lo a elas. Estamos num mundo em que a sociedade nos impõe padrões, estereótipos, como se regras de etiqueta se tratassem, daquilo que é suposto sermos e fazermos como sendo o socialmente correcto mas está mais do que na hora, de quebrar esses muros e ver o que está para lá deles. O que está para trás não nos trás nada de novo e caso tal persista em continuar, eu serei daquelas que farei de tudo para fazer e ser o contrário daquilo que é presumido. Eu acho que não devemos seguir a cartilha que define a feminilidade como um comportamento único. Ser feminina é ser como queremos e somos e ter orgulho disso.

 

 

Essa mudança parte de nós, vem de dentro, contrariando a ideia de que tudo converge para o centro. Vem duma atitude e auto-afirmação que deve ser exteriorizada e espalhada pelas ruas e que é mais do que necessária da nossa parte. Não há nada como uma mulher intimidante, não há nada como uma mulher segura daquilo que é e quer, e eu acho que é daí que deriva a verdadeira sensualidade, o sex-appeal, aquele tal” je ne sais quoi”. Claro que esse modo de estar é uma coisa que só poder ser alcançada por nós, no nosso íntimo, e o pensamento errado de muitas das mulheres é de que o encontram por ai e principalmente nos outros. Este estado de libertação, o estado nirvana, vem de dentro, da alma, da essência.

Como já referi, corpo é matéria, alma é transcendente, e para mim é isto e somente isto que deve ser descoberto e aprofundado para melhor ser, melhor estar e sobretudo melhor viver.

 

Publicação: Playboy Portugal | Photo: Carla Pires | Styling: Sérgio Onze | Make Up & Hair: Eduardo Estevam | Ass. Produção: Adriana Rodrigues

 

Espero que tenham aproveitado para conhecerem um pouco melhor a nossa “Coelhinha” Portuguesa, que abriu o coração e deu-nos as suas palavras nesta entrevista exclusiva da 69Letras.

Obrigado Raquel, por todo o tempo, paciência que nos dedicaste. Esperamos que o teu místico e a tua beleza interior e exterior te levem onde tu mais desejares, mereces!Beijo grande !

© Krishna 2017 #69Letras

 

 

 

Cuidado! A vida é muito curta para ser pequena

Cuidado, a vida é muito curta para ser pequena. É preciso engrandecê-la. E, para isso, é preciso tomar cuidado com duas coisas: a primeira é que tem muita gente que cuida demais do urgente e deixa de lado o importante. Cuida da carreira, do dinheiro, do património, mas deixa o importante de lado. Depois não dá tempo.

A segunda grande questão é gente que se preocupa muito com o fundamental e deixa o essencial de lado. O essencial é tudo aquilo que não pode não ser: amizade, fraternidade, solidariedade, sexualidade, religiosidade, lealdade, integridade, liberdade, felicidade. Isso é essencial. Fundamental é tudo aquilo que te ajuda a chegar ao essencial. Fundamental é a tua ferramenta, como uma escada.

Uma escada é algo que me ajuda a chegar a algum lugar. Ninguém tem uma escada para ficar nela. Dinheiro não é essencial. Dinheiro é fundamental. Sem ele, você tem problema, mas ele, em si, não resolve. Emprego é fundamental, carreira é fundamental. O essencial é o que não pode não ser. Essencial é aquilo que faz com que a vida não se apequene. Que faz com que a gente seja capaz de transbordar. Repartir vida. Repartir o essencial, a amizade, a amorosidade, a fraternidade, a lealdade. Repartir a capacidade de ter esperança e, para isso, ter coragem. Coragem não é a ausência de medo.

Coragem é a capacidade de enfrentar o medo. O medo, assim como a dor, é um mecanismo de proteção que a natureza coloca para nós. Se você e eu não tivermos medo nem dor, ficamos muito vulneráveis. Porque a dor é um alerta e a dor nos prepara. É preciso coragem para que a nossa obra não se apequene. E, para isso, precisamos ter esperança.

E, como dizia o grande Paulo Freire, “tem de ser esperança do verbo esperançar”. Tem gente que tem esperança do verbo esperar. E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera. “Ah, eu espero que dê certo, espero que resolva, espero que funcione.” Isso não é esperança. Esperançar é ir atrás, é se juntar, é não desistir. Esperançar é achar, de fato, que a vida é muito curta para ser pequena. E precisamos pensar se estamos nos dedicando ao importante em vez de ao urgente. Tem gente que diz: “Ah, mas eu não tenho tempo”. Atenção: tempo é uma questão de prioridade, de escolha.

Quando eu digo que não tenho tempo para isso, estou dizendo que isso não é importante para mim. Cuidado, você já viu enfartado que não tem tempo? Se ele sobreviver, ele arruma um tempo. O médico dizia “você não pode fazer isso, tem de andar todos os dias”. Se ele enfartar e sobreviver, no outro dia você vai vê-lo, às 6 horas da manhã, andando. Se ele tinha tempo, que ele teve de arrumar agora, por que não fez isso antes? Você tem tempo? Se não tem, crie. Talvez precisemos rever as nossas prioridades. Será que estamos cuidando do urgente e deixando o importante de lado? Será que não estamos atrás do fundamental, em vez de ir em busca do essencial? E assim, contribuir com meu verso!

Texto de: Mario Sergio Cortella

Sem forças

 

Já não tens forças, vês tudo a desmoronar-se a tua volta,
sentes te num caminho sem saída.
Estás triste…,
mas o teu rosto permanece impávido, e sereno.
Segues em frente, de rastos sem saber se conseguirás recuperar
Olham-te com interrogação, como consegues manter essa serenidade.
Se soubessem….Se soubessem que os meus muros estão rachados,
Os meus dias tornam-se cinzentos. Que a minha existência vive num caos.
Invejam-te, porque mantens um sorriso e uma palavra amiga,
mesmo com as turbulências que te tem avizinhado, não demonstras
o quanto te estas a ir abaixo.
Mas sem saberes, perdida no teu mundo, alguém te sorria,
alguém que mesmo ao longe, ajudava-te, dava-te um empurrão para o caminho certo.
Alguém que se projectou na tua vida, sem pedir nada em troca,
só um simples sorriso teu, um olá.
Passamos a nossa vida a correr e nem sempre vemos quem passa
por nós, ou quem se senta ao nosso lado.
São esses desconhecidos que nos dão mão, que nos erguem da escuridão.
LOLA #69Letras

 

 

 

Guardar

Guardar

…se tiver de cair… bom, depois logo se vê.

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Fotografia: Via pesquisa google

Às vezes tento fazer as coisas pelo melhor como acho que é correto ou parece mais certo mas dá sempre merda, faz-me lembrar quando tento seguir uma receita à risca, nunca dá resultado!
Às vezes quero caminhar pelos dias devagar ponderar nas decisões e perceber as emoções… é quando me perco e arrefeço. Quando não estou nem aí para o certo e o errado é quando acerto. Quando estou mais descontraída e intuitiva e se me atirar ás coisas da vida sem peso e medida, então sinto-as ainda mais, fundem-se e perduram dentro de mim.
Eu bem queria ser mais branda mas isso afrouxa-me tira-me a coragem faz-me voltar atrás, vivo muito menos quando modero os meus passos.
O melhor é ir, largar a moderação e se tiver de cair… bom, depois logo se vê mas de uma coisa é certo, no entretanto, vivi.

A Vizinha #69Letras