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Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.

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Espero.
Por ti!
Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.
Por ti eu espero.
Logo
Logo, tu vais chegar com o brilho das estrelas a reflectir no teu olhar.
Daqui a pouco a lua sobe ao céu e tu vens com o teu sorriso encantado.
Por ti, controlo as saudades mas só até me colar ao teu corpo, aí, solto a respiração desenfreada no teu pescoço.
Por ti, eu espero.
Por ti, vejo as árvores despirem-se, o vento a levar as suas roupas e a chuva a devastá-las, pois tu vens com o primeiro raiar do sol apaixonado da primavera.
Tu és a primavera, neste inverno.
Por ti, espero e sorrio, mesmo quando o frio gela a minha pele e à minha volta todas as sombras têm o calor de um abraço.
Eu não quero um abraço, quero o teu abraço.
Por ti, a eternidade é o tempo certo para te esperar.
Sabes?
Já consigo ouvir os teus passos num cantinho do meu coração.
Não tardas!
Eu, não vou a lado nenhum, e aqui sentada a observar a mudança das estações, espero a primavera, vestida de paixão para te tornar verão.
Quando chegares seremos mais quentes que o sol.

Andemos devagar, com poucas pressas, porque amar é ser paciente, é ter calma quando agreste está o sentimento, é saber esperar sem ser ausente…

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Minha alma já detens, dela faz bom uso, sem recuso de parte certa que aquilo que me vais trazer nunca venha desaparecer. E na dúvida e na incerteza que nos assolará de certeza, que teu pensamento vagueie, e na imagem recolhida se passeie sem que medos ou incertezas nele caibam.
A ti me entrego de alma sim, porque de corpo essa veste que nos veste que serve de fotografia, não mais memória amplia que a que já existe neste dia.
Não faço promessas vãs ou palavras vazias, não faço dos outros que escrevem sobre o amor, como forma de paixão ou dor, mas sim dar o melhor que sei, tentar ser rei mesmo sendo vulgo peão nas formas do teu coração.
No passado tornado presente te disse, que quem de mim sente amor, eu serei mais abrangente, porque tenho receio de ti, como muitas vezes te disse, que por ciumes ou duvidas incertezas tenhas, na sinceridade que sempre te fiz ver e crer nunca tal palavra seja invocada em vão.
Andemos devagar, com poucas pressas, porque amar é ser paciente, é ter calma quando agreste está o sentimento, é saber esperar sem ser ausente, fazer ver que mesmo que não esteja, esteja presente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras

Gélido coração que pela espera anseia.

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Gélido coração que pela espera anseia. Na inquietude da incerteza meu pensamento vagueia, como se o que se toma entre vales perdidos, não mais volta de coração pleno. Quando o mundo se funde no infinito e o mar acaba, pelo teu abraço e teus beijos, deitado no batel da vida, formo poemas em forma de esperança.
Que um dia unidos, e no meu leito te tome, meu gélido coração, se derreta e no vermelho do calor, te tome como certa.
O Inquilino

?A vizinha #69Letras

Amo-te como se ama a primavera

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O mundo flui quando me escreves. Desenvolta a paixão que do meu coração brota, como se de uma amalgama de destroços, os reconstruisses fazendo a mais bela essência que me nutre o viver.
Tu és as Rosas que pululam livremente entre Narcisos e Jasmim num jardim oriental que para lá do sol posto, nascem da terra fértil que te faz viver para mim.
Contigo o tempo pára para escutar o meu coração batendo apressadamente na vontade de te querer.
Não consigo imaginar sem te ter, porque simplesmente os cactos floridos num deserto que mais deserto que seja obedece á mãe natureza numa benção ao sol que nele se insere, e mesmo na ausência o sol está sempre presente.
Quando te conheci, não imaginava quanta beleza contens em teu corpo esguio de dançarina esvoaçante que me atordoa o pensamento e a imaginação.
O mundo é grande infelizmente, porque te queria perto, não perto em pensamento porque isso tu estás sempre, mas perto em corpo, para fazer de ti a árvore da vida que brotando em magotes me encheria de amor.
Quando calcorreias a rua nesse teu passo apressado, as pedras pedem desculpa por ter a gentileza e a magnificência de poderem beijar teus pés.
Quando caminhas deixas teu cheiro no ar, curvando arbustos e flores que coram de vergonha perante a tua ágil e forte certeza de seres mais bela que elas.
Tu és o mundo que gira intensamente e dá corda aos relógios da torre mais alta, entre sinos anunciando a tua chegada.
Teus olhos são a virtude de viver e através deles fotografas cada momento de memórias soltas que passeias livremente pelos olhos de outros , como se filmasses tudo em teu redor e focasses a vida de seres quem és.
Olhos diáfanos como se todos ficassem cegos e se sentissem menos seres ao olhar-te de frente, porque a luz que deles irradias reflecte o estado da alma que purifica o negro da vida.
As tuas mãos soltas caminham entre o vento, brincando na forma de transformar a rebeldia do mesmo e formando palavras entre os dedos esguios, numa escrita de pena arcaica num livro agitado pelas folhas soltas da lombada.
Teu corpo é uma flor, aberta colorida, num arco iris multifacetado sendo que das sete cores crias um pantone de cores multiplas, fazendo redopios de primavera em tudo o que é espaço.
Amo-te como se ama a primavera perpétuamente, e nesse imaginário todo, quando me deito, deito contigo e fico a sonhar de olhos abertos á espera que me dês a mão e sossegues o desassossego que me assola a mente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras

É caso para pedir: Um quarto por favor!

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Corpos que se desejam na inocência de um café.
Tardes quentes.
Um café cheio de sombras e um canto lá ao fundo a aguardar por nós.
Sentados frente a frente a partilhar vidas, a minha vida assumiu a rebeldia do desejo.
No cantinho daquele café e na inocência do diálogo, a minha mente agitava-se comandada pela vontade de ti.
O meu corpo sossegado naquele café, ganhou vida dentro da minha cabeça, lá, livre-me das roupas sem pudor, despi-te e descobri a textura da tua pele.
Suei com o simples movimento dos teus lábios.
A tua boca.
Chamou-me!
Provocou-me!
Exigiu-me!
Na minha mente subi para cima da mesa e atirei-me para o teu beijo, na realidade, troquei de lugar e sentei-me ao teu lado, e sussurrei os meus desejos e histórias no teu ouvido.
Embeveceste-me com o teu perfume junto com o calor que emites. Que pânico. Eu engoli em seco, eu respirei pausadamente, tudo para assumir o controlo deste desejo por ti.
O teu rosto marcado pelo desejo é a tentação que me vai levar ao purgatório.
É caso para pedir:
Um quarto por favor!!

Art Fabiano Perez

?A vizinha #69Letras

Não te largo de mim, por ninguém. Ou nós, ou nada.

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Fotografia: Via Pinterest

Este ano experimentei a dor de perder parte de mim, parte escondida e suprimida. Foi quando perdi o meu grande amor que soube que a minha felicidade me tinha sido levada!
Dizem que o tenho de esquecer… Engano teu que o afirmas.
Vou continuar a amá-lo pelos cantos das noites, nos meus passeios solitários onde te dou a mão nas sombras que se cruzam comigo, nas viagens de carro onde canto para ti, onde sorrio pela memoria de quando espreitava pelo canto do olho e te via a torcer o nariz pela minha falta de talento vocal…
Já tinha aprendido a lidar com a tua ausência, agora vou aprender a aceitar que já não enches este mundo com o teu sorriso.
Partiste fisicamente, mas ficaste no meu peito.
O buraco que tenho no peito, não vai passar por te esquecer, mas sim por te aceitar em mim, permitir-me continuar a viver contigo, ausente mas sempre ao meu lado.
Quando voltar a gostar de alguém, vou amar essa pessoa contigo do meu lado.
Não existo apenas eu.
Existirei eu e tu… e mais alguém, talvez um coração aventureiro com a bravura de um cavaleiro.
Não tenho coragem de te deixar, nem libertar o meu peito, dizem que me maltrataste e que por isso não mereces o lugar que ocupas, até pode ser verdade, mas eu gosto de gostar de ti, desta forma sem explicação, desta forma em que a razão é sã, mas o coração é louco por ti.
Quem vier, terá de me partilhar contigo sempre presente atrás do meu olhar, escondido em cada sorriso.
Não te largo de mim, por ninguém. Ou nós, ou nada.
Esta é a promessa que te faço no silêncio da voz, mas no compromisso desta palavras sobre nós, que partilho com o mundo!

?A vizinha #69Letras