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Sou uma pessoa e não posso sentir?

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A alma parte, o coração deixa de bater e o corpo esfria, e o teu coração fica vazio.
E tu, és obrigada a partir também, seguir em frente ‘dizem’. Mas seguir para onde?
De repente, tu tens de fingir que não é nada contigo e a encarar a morte de quem sempre ocupou o teu peito como algo banal. Natural! Porque a vida continua ‘dizem’ eles. Continua para onde?
De repente, chorar, pensar nele, não faz sentido, não o deves fazer, porque sofres, ‘dizem’…
O quê? Não posso chorar a partida do meu amor?
Não posso falar dele? Não posso reviver o passado, umas, duas, infinitas vezes porque me faz mal e tenho de seguir em frente?

Espera!
Sou uma pessoa e não posso sentir?

Não posso chorar, espernear, desesperar, sonhar, questionar e gritar a dor que tenho dentro do peito? Dor que se vê no olhar e na ausência do sorriso?
Um dia… ele já não vai estar em mim… ou tão em mim.
Hoje ele está e eu vou chorar, sentir e sofrer a sua partida.
Eu quero sentir. Quero!
Quero sofrer. Chorar. Reviver…. simples acções que me fazem senti-lo por perto…
Seguirei em frente quando me quiser soltar…. mas não é hoje, ou amanhã!
Não abro mão de o deixar de sentir…

© Cátia Teixeira 69 Letras 2015

Onde quero estar.

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Hoje perguntaram-me para onde eu gostaria de ir.
Respondi que gostaria de ir até um país qualquer com belíssimas praias paradisíacas.
Esta, foi a resposta que dei através dos lábios.
Sabes o que respondeu o meu coração?
Quero ir para os teus braços, é o único paraíso para onde quero viajar e quem sabe até, talvez morar.

Eu quero fugir de ti, mas tu não deixas!

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Quem és tu que surges com esse ar de galã e seduzes-me e baralhas-me? E quem te disse que funciona? (Talvez a minha falta de jeito em fingir que não gosto)
Quem és tu que calas as minhas teorias, receios, medos e ‘q’s’ com as palavras que sabem a beijos?
Quem és tu, que me chamas para os teus braços e que o meu lugar não é longe de ti?
Quem és tu, que me beijas com desejo e me acendes o desejo sem me tocares?
Quem te disse que podias chegar e aprisionar a minha mente junto com o coração?
Quem és tu, de onde viste e porque só chegaste agora?
Quem és tu que agora, não estás aqui?

© Cátia Teixeira 69 Letras 2015

No meu peito… apenas uma cor o veste.

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Li por aí que a cor preta absorve todos os raios luminosos e que não reflecte nenhum.
Até pode ser, mas o tom da tua pele, faz engrandecer a minha pele branca.
A minha pele pálida, ganha vida e calor quando misturada com a tua. Tu fazes emergir beleza à minha pele, tu tornas-me bela quando me rodeias com a tua cor de verão!
Nas tuas mãos, sou uma pequena pérola branca, que acresce valor sob o contraste da tua pele.
Tu libertas a minha luz, e tu, és a excepção do que se diz, pois vejo na tua pele o reflexo da minha luz!
A tua pele, é das peles mais belas que alguma vez tive o prazer de tocar.
Toco-te como se eu fosse a tua criadora. Como se das minhas mãos a tua silhueta tivesse resultado. Percorro o teu corpo, e admiro a tua textura… textura de seda, que brilha sobre o meu olhar… Provo cada pedaço de ti…. sabor doce que lava a pele, e eu deleito-me, sugando o teu aroma nos meus lábios de pérola branca.
No meu peito… apenas uma cor o veste.
O meu coração veste o tom da pérola negra.

Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.

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Espero.
Por ti!
Por ti o tempo que o sol demora a dar lugar à lua, compensa a espera.
Por ti eu espero.
Logo
Logo, tu vais chegar com o brilho das estrelas a reflectir no teu olhar.
Daqui a pouco a lua sobe ao céu e tu vens com o teu sorriso encantado.
Por ti, controlo as saudades mas só até me colar ao teu corpo, aí, solto a respiração desenfreada no teu pescoço.
Por ti, eu espero.
Por ti, vejo as árvores despirem-se, o vento a levar as suas roupas e a chuva a devastá-las, pois tu vens com o primeiro raiar do sol apaixonado da primavera.
Tu és a primavera, neste inverno.
Por ti, espero e sorrio, mesmo quando o frio gela a minha pele e à minha volta todas as sombras têm o calor de um abraço.
Eu não quero um abraço, quero o teu abraço.
Por ti, a eternidade é o tempo certo para te esperar.
Sabes?
Já consigo ouvir os teus passos num cantinho do meu coração.
Não tardas!
Eu, não vou a lado nenhum, e aqui sentada a observar a mudança das estações, espero a primavera, vestida de paixão para te tornar verão.
Quando chegares seremos mais quentes que o sol.

Andemos devagar, com poucas pressas, porque amar é ser paciente, é ter calma quando agreste está o sentimento, é saber esperar sem ser ausente…

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Minha alma já detens, dela faz bom uso, sem recuso de parte certa que aquilo que me vais trazer nunca venha desaparecer. E na dúvida e na incerteza que nos assolará de certeza, que teu pensamento vagueie, e na imagem recolhida se passeie sem que medos ou incertezas nele caibam.
A ti me entrego de alma sim, porque de corpo essa veste que nos veste que serve de fotografia, não mais memória amplia que a que já existe neste dia.
Não faço promessas vãs ou palavras vazias, não faço dos outros que escrevem sobre o amor, como forma de paixão ou dor, mas sim dar o melhor que sei, tentar ser rei mesmo sendo vulgo peão nas formas do teu coração.
No passado tornado presente te disse, que quem de mim sente amor, eu serei mais abrangente, porque tenho receio de ti, como muitas vezes te disse, que por ciumes ou duvidas incertezas tenhas, na sinceridade que sempre te fiz ver e crer nunca tal palavra seja invocada em vão.
Andemos devagar, com poucas pressas, porque amar é ser paciente, é ter calma quando agreste está o sentimento, é saber esperar sem ser ausente, fazer ver que mesmo que não esteja, esteja presente.

O Inquilino

?A vizinha #69Letras

Gélido coração que pela espera anseia.

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Gélido coração que pela espera anseia. Na inquietude da incerteza meu pensamento vagueia, como se o que se toma entre vales perdidos, não mais volta de coração pleno. Quando o mundo se funde no infinito e o mar acaba, pelo teu abraço e teus beijos, deitado no batel da vida, formo poemas em forma de esperança.
Que um dia unidos, e no meu leito te tome, meu gélido coração, se derreta e no vermelho do calor, te tome como certa.
O Inquilino

?A vizinha #69Letras