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Não sei o que será pior

Não sei o que será pior um amor não correspondido ou a ausência de amor?!

Quando se ama, apesar de não sermos correspondidos, sentimos que estamos vivos porque transbordamos dum sentimento de desejo carnal e possuir a alma da outra pessoa, de beijar, de acariciar, de abraçar, de fazer amor! Quando passamos para palavras e expressamos os sentimentos à pessoa amada, ela diz-nos “Gosto de ti mas apenas como amiga…” É um balde de água fria… Mas sentimos algo… Embora não correspondido… sentimo-nos vivos.

Quando existe a ausência sentimo-nos vazios, questionamos se voltaremos a amar, a sentir desejo, a sentir entusiasmo de receber aquela sms, aquele telefonema, aquele convite… Apenas nos sentimos vazios… Sem alma, sem nada… Apenas o vazio!

Ladybug

Presente de Natal

 

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(Ao telefone)
Ela: Estás em casa?
Ele: Sim
Ela: Convida-me para subir
Ele: Vem

Ele abre-me a porta com aquele olhar de quem acabou de despertar de um belo sonho, deteto um leve sorriso naquele rosto sempre tão sério.
Como é que ele consegue andar de tronco nu com este frio da Escócia? Tatuagem nova, marca na pele onde ainda não deitei as mãos… Ele observa-me.
Na cabeça o vermelho do gorro de natal realça os meus longos cabelos loiros, nos pés uns fatais saltos da cor desta época festiva, no corpo uma longa gabardine de cor creme.
Empurro-o para o sofá entre as pernas dele coloco o meu pé, com a perna fletida a gabardine deixa adivinhar a liga nas minhas coxas.

– O que é que queres para o Natal? Perguntei-lhe
– Quero-te a ti!

Recuo para o meio da sala, desaperto os botões da gabardine, viro-lhe as costas e dispo-a levemente. Assim que me torno a virar para o encarar já ele está no meu encalço. Crava-me aquelas mãos no rabo e levanta-me, enrolo as pernas na sua cintura e rapidamente me joga contra a parede. Os meus dedos enlaçam nos seus cabelos, respiração com respiração, olhos com olhos beijamo-nos, um formigueiro percorre o meu corpo, a boca dele é quente e a barba roça nos meus lábios, já me tinha esquecido como é explosivo tê-lo em mim em como me torno fênix e renasço com na boca dele.
Num ápice estávamos na cama e todo o meu corpo enrodilhado no dele. Pela primeira vez deixou-me ser o comando do desejo, subjugou-se ao meu corpo sem impor a sua necessidade de controlo e então fui finalmente a mulher a quem ele se deixou render e sentada majestosamente em cima dele, com uma mão a apertar-lhe o pescoço fiz do seu sexo a musica do meu corpo, fi-lo sentir-me profundamente olhos nos olhos até todo o meu corpo se perder em orgásmicos espasmos.
De gorro de mãe natal ajoelhada no chão ele triunfou como triunfa orgulhosamente uma cereja no topo do bolo e foi minha boca o cálice do seu desejo.
Feliz Natal!

?A Vizinha

Um convite para ver um filme em tua casa.

38014de8a2e61f43cfbd28f3c0c7dc96Lenara Choudhury

Um convite para ver um filme em tua casa.
Pois claro!
Um filme,
Em tua casa…
Ver ou fazer?
Convite inocente sem segundas intenções que tão inocentemente aceitei.
Recebes-me de robe, e preparas o espumante de morangos que tanto jeito deu.
Apanhaste-me desprevenida com as tuas reais intenções para essa noite, mas deixei-me alinhar nos teus planos.
Despes-te e entras no jacuzzi, já pronto para nos receber – que corpo!
Timidamente dispo o vestido e mentalmente praguejo contra mim mesma, por ter a mania de deixar o soutien em casa, e assim só de cuecas revelo-me a ti. Descalço as sandálias e junto-me a ti.
Noite agradável, com o arvoredo a envolver-nos e nós dois a combater o calor da agua com copos que se mantinham cheios por pouco tempo… de todas as palavras que dizemos as que ecoaram e prevaleceram foi o dialogo de desejo entre os nossos corpos…
Rapidamente os nossos lábios apresentaram-se, o meu corpo procurou encaixe no teu corpo e o que poderia ter sido uma noite de sexo casual foi uma noite de dança entre almas.
‘Vamos sair daqui. Quero-te na cama.’
Mais palavras porquê?
As nossas almas uniram-se essa noite, e pequenas doses de ti, já não me chegam… quero-te!