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Que amor sobrevive por meio do egoismo?

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Recordo aquele amor como recordo uma história, lembrança de um sentimento, mas hoje já não fere ou inflame. É uma passagem, uma história, uma no meio de tantas outras já vividas.
Se vivi, faz parte de mim!

Lembro-me tão bem daquele amor que em tempos me transformou numa super heroína. Era vê-la incansável a mover montanhas a bater o pé tal bandeira hasteada a reivindicar que nada a demovia de amar aquele homem. Vieram as gárgulas, as sereias matreiras, as bruxas com as garras de fora e os ogres, mas ela derrubou-os e a cada combate mais forte se tornava aquele amor. Era ele o meu proposito, a minha criptonite mas também quem me nutria.
Ela virou costas a tudo o que era contra o que o seu coração pedia, como se o seu coração apenas batesse devido à força daquele amor.
Foi assim durante infinitas temporadas, foram as batalhas cada vez mais cortantes, a força dela já não chegava porque ele nunca vestiu a capa. Que amor sobrevive por meio do egoismo? Que amor prospera quando não é regado? Amor dúbio que destrói qualquer coração adornado de sentimento.
E foi assim, como seria de prever que aquele amor dos velhos tempos forte e destemido pronto para enfrentar a fúria, com o tempo tornou-se débil. Pobre furação que se dissipou, perdeu a energia e murchou.
Ela tirou a capa e nua em frente ao espelho lavada em lágrimas decidiu ser a sua super heroína. Ele… bom, ficou com saudades dela!!!

?A Vizinha

?A vizinha #69Letras

Conversas ao telefone.

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Quis a tua voz enraizar-se em mim
e
Quis eu trazer-te até mim.
Tão bem que me sabe a tua voz
quando por hora flutuamos ao soar das nossas vozes.
É então que de súbito deixas de estar desse lado
e eu do outro lado.
Estamos frente a frente
As vozes escondidas ganham rosto,
As conversas são as mesmas,
Apenas
Os teus lábios sussurram agora nos meus.
Os sons são quentes,
Inspiram calmaria
Libertam rebeliao,
Pedem as bocas aventura.
O diálogo enfraquece
A voz estremece
Por fim ondulamos
Linguas em combate
Afundamos assim,
Passados
Postos de lado
E por fim

Embarcamos.

 

A Vizinha