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Chuva que lava almas e purifica mentes

Será que um dia caminharemos juntos, lado a lado contra  todas as probabilidades, debaixo da mesma chuva que nos lava das almas nossos egos exaltados?

Será que um dia saberemos o que a vida nos reservou contrariarando todos os “se” que ao longo da mesma  fomos inventando?

Para já vamos andando. Ao soluçar do dia a dia que se arrasta entre sonhos e fantasias.

A passos de bebé.
Porque a perfeição leva tempo e o tempo custa-nos energia e paciência.

Com calma. Sem pressas e correrias amigas do caos eminente das nossas vidas.

Para que aquele dia chegue. Aquele dia em que caminharemos lado a lado, com a chuva a livrar-nos do supérfluo e juntos abraçaremos amor incondicional.

 

©MissSteel 69Letras 2017 

 

Tarde de Inverno

Texto Erótico|M18

“- Hello Mrs. V…
– Boa tarde Miss E… Como está?
– Estava com saudades suas…
– Hum… Também tinha saudades suas Miss E… Já á muito tempo que não falava consigo…”
Ali parados em frente à cafetaria e ao frio trocamos olhares quentes e saudosos. Que saudades desta bela mulher.
“- Miss E, entramos? Estou desejoso para experimentar o capuchino de chocolate, que segundo dizem é a especialidade da casa.
– Sure Mrs. V. Let´s go!”

Durante duas horas falamos acerca das suas férias no Brasil, da passagem por Cuba e Jamaica, tudo na companhia da sua parceira de crime, Miss A. As aventuras engraçadas, as conquistas one nigth stand e daqueles que ficaram marcados na sua memória e nas suas fantasias. A nossa amizade era assim. Sem tabus nem julgamentos, sempre em prol do bem estar um do outro.
Damn! Já tinha saudades de estar assim com ela…

“- V, vou para hotel. Miss A está à minha espera para irmos ás compras. Chegamos e não temos roupas de Inverno!”
Saímos, andamos 5 minutos e um chuveiro apanhou-nos de surpresa. Puxei Miss E para mim, para o meu regaço e senti o volume dos seus voluptuosos seios. Olhos nos olhos ficamos prostrados e encostados á porta da livraria que entretanto encerrou para almoço. Em silêncio mas numa conversa tão intensa dominada pela tesão e desconforto latente entre as minhas coxas…
“- V, isso é tudo alegria por estar comigo?
– Você sempre me deixou assim, “alegre”…
– Oh… Novidade para mim. Sempre pensei que eu fosse apenas a sua submissa preferida… apenas isso…”

Nossos corpos estão cada vez mais molhados, e o tecido da blusa adere à pele, e adquire aquela transparência reveladora…
A visão fica turva pelo desejo, e pelos grossos pingos de água da chuva, que obriga a cerrar os olhos. Procurar abrigo sob essa tempestade, seria inútil, mas um pouco de privacidade para dar vazão à luxúria é urgente.
Corremos pela rua, de mãos dadas, rindo e nos recostando de tempos em tempos contra uma parede, para trocar mais um beijo, enquanto pressiono meu corpo contra o seu.
Sentindo meu membro rijo e pulsando diz-me:
“- Não podemos suster mais esta rigidez!”

Naquela parede agreste e fria onde suas costas estão prostradas contra a mesma, seu corpo fica entre a minha tesão e minha vontade de a possuir. Nada mais desejo senão o seu calor e o seu toque nesta tarde fria e escura.
Com as minhas mãos hábeis subo a saia até a altura dos quadris, e a fina cueca de renda é desfeita em pedaços.
Não aguentando mais a pressão das calças e abro os botões, apresentando o meu membro ao seu quadris já desejoso de me possuir. Enquanto a minha boca percorre o seu pescoço, desço pelo seu colo e a surpreendo abrindo a sua blusa já com os seios, com os mamilos rijos de tesão a esperar pelo meu toque.
Minhas mãos percorrem todo o seu corpo, e ao ergue-la pelo quadris perde o fôlego por uns segundos, e assim suspensa, com as pernas em volta de minha cintura, penetro-a profunda e intensamente.
Não sentimos mais a chuva, nem mesmo a parede fria. Todos os nossos sentidos agora estão tomados na nossa presença. Só sinto o seu cheiro, só ouço a sua respiração junto da minha, sinto somente sua pele, seu sabor delicioso, mesmo meus olhos só a vêm diante de mim…
Nada mais pode importar, pois agora Miss E é minha e eu sou dela…
Nada mais desejamos, nada mais queremos, apenas este orgasmo nos pertence.

Componho nossa roupa e pego sua mão. Seguimos mais uns metros e entramos no hotel e misteriosamente Miss A não está, mas deixou a lareira acesa com a sua chama calorosa.
Deito-a em cima do cobertor e em frente ao fogo que nos aquece, e aí sirvo-lhe um belo copo de Vinho Tinto.
Aquecidos e saciados, recosta-se nos meus braços, enquanto acaricia meu peito.
Poderia até lhe perguntar se foi mesmo bom mas não o faço… Seus suspiros e o seu abraço apertado dizem tudo.
Com um sorriso safado e com um brilho nos olhos, tirando o copo das minhas mãos e pousando-a num lugar seguro sobre a mesa, beija-me dizendo:
“- Foi bom, mas o melhor está para vir!”

O Vizinho #69Letras® 28-02-2017

Hoje de nós só restam memórias…

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O dia está chuvoso, ouço a chuva a bater na janela do meu quarto, estou deitado na minha cama, onde te vi dormir, onde te amei, onde me apaixonei tantas e tantas vezes por ti.

Dizem-me que este sentimento a que eu chamo de amor por ti é obsessão… Talvez seja, talvez esteja doente.

Começo a achar que tu és a minha doença crónica e não faço a menor ideia de como a amenizar.

Passe o tempo que passar, será sempre difícil lidar com a tua ausência, haverá sempre algo que me recorde de ti, por mais insignificante que seja, estou a aprender a viver sem ti, há coisas que levam tempo.
Tornaste o amor algo grandioso para mim, elevaste as emoções a um nível altíssimo e foste sem dúvida a parte mais sublime da minha história vivida até então.


Fecho os olhos e consigo rever aquela manhã em te deixei a dormir na minha cama, para ir trabalhar, cheguei atrasado, lembraste?, porque não conseguia deixar-te, queria um beijo atrás de outro, fiquei a olhar-te da porta, era tão viciado em ti, voltei atrás, roubei-te uns quantos beijos, dei-te um abraço bem forte e disse que te amava, fui-me embora e como sempre, eu fui mas o meu coração ficou contigo, levei comigo o sorriso mais parvo e apaixonado que alguma vez tive, a tua imagem na minha mente e morri de saudades tuas o resto do dia.


Hoje de nós só restam memórias, saudades e este amor solitário que tenho por ti.

SilentSoul #69Letras

E a vontade de te ter dentro de mim começou a invandir-me..

– Hoje acordei com a chuva a bater na janela.
Aquele som maravilhoso, fez-me esboçar um sorriso e vontade de me aconchegar em ti!
Rapidamente o desejo apoderou-se de mim e fui tomar banho!
Ao sentir a água quente a cair sobre o meu corpo, fechei os olhos e imaginei as tuas mãos a percorrê-lo. Comecei a ferver por dentro..
E a vontade de te ter dentro de mim começou a invandir-me..
Quando já não conseguia imaginar mais nada no meio daquela loucura envolta da minha cabeça…
Tocam à campainha!
FODA-SE!

– Ai São Pedro! Chega de mau humor!!!
Queremos sol, cerveja na esplanada e bikinis nos corpos!!!
Todo molhado à porta do teu apartamento sinto o odor saboroso do teu gel de banho que me invade as narinas, e depressa fico-te imaginando nua, de pele húmida e brilhante, me pedindo para a hidratar com aquele creme maravilhoso de Amêndoas Doces… Sim, nada me dá mais prazer do que te ter nas minhas mãos, inteira á minha disposição.
“Olá! Posso entrar?”

– Fico petrificada na porta a olhar para ti, ainda meio húmida em todos os sentidos e com a toalha à volta do corpo..
Só me apetecia dizer-te “Por favor, termina o que a minha cabeça iniciou!”, mas da minha boca só saiu um simples:
“Podes”.
Olhaste-me nos olhos e não os desviaste enquanto entraste. Pegaste-me pelo queixo, roçaste a tua barba na minha pele macia e beijaste-me a testa. Senti o meu corpo a vibrar! Entraste na sala e começaste-te a despir..
“Apanhei muita chuva! Importas-te?”
Deixei cair a toalha e respondi: “Agora não.”

– Esse teu sorriso lascivo e olhar desejoso deixa-me louco!
Caminhas até mim vagarosamente, e a cada passo que dás meu coração acelera e minha libido aumenta…
“Aquece-me nos teus braços…” dizes.
Pego em ti e no meu colo te aconchego, na minha boca te tomo… deitamo-nos confortavelmente no sofá, e enquanto isso olhas-me nos olhos, mordes o lábio e por telepatia dizes “Estava mesmo a pensar em ti.. Como adivinhaste?”
Nada respondo.. Apenas sei que hoje nada nem ninguém nos tira daqui, deste ninho onde frio não entra e a chuva fica lá fora, a bater na janela…

Annastasia
&
O Vizinho #69Letras

Só tu me agradarias, me farias acordar e levantar da cama para te servir o pequeno almoço…

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Neste dia em que a chuva bate nas portadas das janelas e o som aconchega-me nos meus cobertores, sinto falta de ti… Sinto falta do teu cheiro, do teu toque, do teu corpo…
Este calor solitário não me convence nem me agrada, não me trás felicidade nem aconchego… Só tu me agradarias, me farias acordar e levantar da cama para te servir o pequeno almoço… As torradas, o café e o sumo natural te serviria no nosso ninho, onde tu estás relaxada, com esse olhar de menina safada, de mimalha…
Sentas-te na cama, nua e esbelta, aos pulos para receber este pequeno mas saboroso manjar… “Comporta-te” digo… Mas tu não gostas que mandem em ti… De birra ficas deitada, espreguiçando e contorcendo esse belo corpo como que a desafiar-me…
Com o dedo indicador “ordenas-me” para colocar o tabuleiro na mesinha, virando depois a mão e com o mesmo dedo chamas por mim… Damn! Que bela e sedutora imagem! Sabes bem que não te resisto…
Bom dia Princesa…

O Vizinho #69Letras

Isto é um bocadinho de amor

Chovia lá fora copiosamente e eu entreguei me á escrita, nesta forma bendita, que tenho de colocar no papel tudo o que me vai na mente, e apeteceu me falar sobre o amor, sobre essa forma que a vida tão erudita, nos ensina que é fervor, abstracção do mundo, pairar no ar, sentir a dor, esmagar o peito em de agonia, quando pisamos areias movediças e caímos bem fundo, abrir as asas e voar, deixar o corpo cá em baixo e olhar de cima dos telhados a luz do dia, como uma águia que pelo olhar nos guia ou a coruja que pela luz da noite nos consola, quando o coração precisa mas não quer esmola, porque não autoriza que a mente se venda e suja. O amor essa forma mil vezes escrita e amada, outras tantas em palavras mil vezes odiada, paisagem de final de tarde quando o sol olha para nós entristecido por se ir embora, e o nosso coração chora, mas logo se levanta para esperar a madrugada de sorriso ao canto da boca, quando nos lençóis ainda quentes se sente o cheiro da presença que é sempre pouca, e pudera ficar ali gravada, e passamos a mão como se sentíssemos a pele naquele pedaço de pano, como se o tempo não fosse mais do que um engano, e a vida que de desenha num quadro pintado, numa mão a nossa lei e na outra a sua sentença, com a qual vivemos presentes num quadro assim lavrado. O amor, sentimento que nos faz levitar, poesia da vida e o corpo sussurrar, que precisa de amar, poder acordar, de mão dada, ansiedade de não ter tempo para nada, não apetecer dormir, apenas estar perto, sentir o corpo, os olhos, o calor das mãos por certo, numa dualidade em dois seres formada, em que mesmo a chuva lá fora e o céu encoberto, não nos incomoda porque tudo é tão certo, que pensamos ter descoberto o elixir da vida eterna, a fonte da felicidade, a nossa lingua materna, parar no tempo, não ter idade, porque amor não tem idade, nem é um passatempo de paixão, em que dois corpos se deitam mas não existe conexão, apenas vontades férreas passageiras em que se deleitam, para prazer com prazo marcado, sem sequer estar escrito no verbo estar, paixão de fuga ou paixão de gostar, não é amor eterno, não é o corpo que se enruga com o passar e ficar lá, amar mesmo assim, e tirar prazer de envelhecer sem olhar o futuro, mas lembrando o presente, olhar e ver sempre latente, o rosto de quem amamos, porque amor é isso mesmo, é mesmo na dor, quando o corpo doente, se desgasta e se sente mais ausente, exala palavras de sentido incoerente, balbucia mágoa, por sentir que está a partir e deixar para trás quem fica tal qual libelinha liberta na agua, pairando sem saber se partir ou pousar e deixar se ficar perdida morrendo devagar. Isto é um bocadinho de amor, apenas, na vastidão do que é a palavra amor.

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Chuva de Novembro

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A chuva caía miudinha naquela noite de Novembro, a rua estava deserta e Sofia embrulhada no meu braço esquerdo. Ainda nos dói a barriga de tanto rir pois a noite no Bar do Lipe foi de relaxe e descontracção total…
Ainda enebriados pela animação constante da noite e dos gins bebidos, nem demos conta que a chuva aumentou! Ainda nos aventuramos a dar mais alguns passos mas a chuva insistiu em ficar intensa obrigando-nos a abrigarmo-nos na entrada daquele prédio rosa! Só até acalmar um pouco! Aconchegaste-te em mim, como que a procurar um pouco de calor!
E foi calor que te dei! É impossível resistir ao teu cheiro, ao toque da tua pele. Nossos lábios se tocam, nossas línguas se enrolam… Tua boca é uma autêntica bomba de prazer, quente e doce, suave e desejável… Este primeiro beijo durou tanto tempo que ficamos ofegantes e a olhar um para outro como quem diz “que é isto? Eu quero isto? Que coisa boa! Quero mais!” Não perdemos tempo e estou de volta aos teus braços.
Aconchego-te mais a mim, e ambos sentimos o desejo que nos consome no momento! No meio de um beijo dizes-me ofegante, “Quero-te, agora! “, e percorres-me o tronco por baixo da camisa com as tuas mãos suaves, sentindo o meu arrepio às tuas palavras! Com a minha mão subo-te o vestido meio húmido, e sinto a tua coxa macia enquanto te levanto a perna, chegando-te a mim! Ai o teu gemido ao sentires-me duro e cheio de vontade de ti!
Sento-me na escadaria, abrindo os botões das calças, e tu, com as tuas mãos delicadas libertas o meu membro já duro e erecto, descendo suavemente o teu corpo no meu… Desvio ligeiramente a tua cueca para o lado, permitindo que tu te sentes no meu tesão… Hum.. Adoro a tua cavalgada…
A mistura do calor do nosso desejo com o som da chuva a cair, e o perigo eminente de sermos descobertos aumenta-nos a vontade um do outro! Estás tão molhada, tão quente!!! Enquanto as minhas mãos no teu quadril dão intensidade á tua cavalgada, mordes o lábio e gemes ao mesmo tempo! Levas as minhas mãos ao teu peito e fazes-me agarrar-te firmemente o peito, nos teus mamilos pouso os meus lábios e a minha língua! Gemes deixando a cabeça cair para trás! Humm!
A chuva cai, aumentando de intensidade ao ritmo do nosso prazer, nossos corpos alimentam-se desta dança húmida e sedutora! Como és deliciosa e viciante!
Olhas-me intensamente e nesse momento sei que o teu clímax está eminente! Libertamos em uníssono os nossos gemidos orgásmicos, quentes e ruidosos! Foda-se! Tão bom!!
Abraças-me e deitas tua cabeça no meu ombro, ficando assim uns largos minutos…
Enquanto recuperamos a respiração a chuva acalma, e compomo-nos um ao outro! Aproveito para mais uma vez sentir a tua coxa macia, e tu olhas-me de soslaio por cima dos óculos esboçando um sorriso maroto!
Encaminhamo-nos até casa!
Hoje a chuva cai miudinha, alguns Novembros depois a rua está deserta, passo pelo prédio rosa e revejo o sorriso maroto de Sofia!
Aiii esse sorriso mata-me!!!

O Vizinho #69Letras