Arquivo de etiquetas: chorar

Desabafo…

Apetece-me chorar…

Chorar de tristeza.

Chorar de alívio.

Chorar de ter tido coragem.

Chorar por mim…

Chorar enroscada em mim.

Chorar no colo de alguém.

Chorar enquanto uma mão me embala.

Chorar enquanto uma boca me beija.

Chorar enquanto um corpo me faz seu.

Chorar…

Apenas chorar…

©The Oyster2017 #69Letras


Primeiro-ministro manda os portugueses imigrar

Desculpem-me lá mas eu vou ter que comentar uma notícia que acabei de ler. Qual é a ideia do senhor primeiro-ministro de mandar os portugueses emigrar? Estupidez? Só pode ser. É que nenhum primeiro-ministro devia de ter a infeliz ideia de mandar o próprio povo emigrar. Em primeiro lugar devia de querer era todos os portugueses em Portugal, já que é o “nosso” país. E em segundo lugar se não sabe dar conta do recado que faça lugar para quem sabe.

Eu sou sincera – não entendo nada de política. Mas uma coisa sei – sei que não se emigra só por um “político” dizer isso ao povo.

Não se emigra de um dia para o outro. Não se chega ao “destino” e lá está uma casa e um trabalho onde se ganha bem a esperar-nos. Não, o que espera os emigrantes é trabalho duro, infelicidade e muitas lágrimas. É preciso saber para onde se vai antes de ir para lá. É preciso ter a certeza que teremos um trabalho e dinheiro a cair todos os meses na nossa conta bancária. É preciso sofrer para viver.

Eu nunca tive a “sorte” de viver em Portugal, já que os meus pais emigraram a muitos anos. E sei o que lhes custa estar a viver na suíça e não em Portugal. Eles aqui não são felizes. Eles estão cá para poder proporcionar uma vida melhor aos filhos. Pode haver agora pessoas que pensem – ah aqueles estão na suíça, são ricos. – para essas pessoas tenho uma notícia bombástica: Não somos ricos! Nós – os meus pais já passaram grandes dificuldades aqui. Fartamo-nos de trabalhar para podermos ter dinheiro para ir visitar a família. Caiem lágrimas todas as vezes que temos de nós ir embora. É um aperto enorme no coração quando por telefone vamos sabendo o estado dos membros mais velhos da família. Não podemos sair de casa e ir lá ter, porque estamos a muitos quilômetros de distância das pessoas que gostamos. Das pessoas com quem os meus pais cresceram e viveram. Ta certo que aqui podemos comprar mais facilmente um bom par de tênis ou uma peça de roupa mais cara. Mas sabem uma coisa? Eu prefiro ser feliz do que andar com roupas de marca. Eu preferia poder ir todos os dias a praia do que comprar algo mais sofisticado.

Espero que entendam. Vida de emigrante não é fácil nem bonita.

?? © Peregrinus 2017 #69Letras

Só me apetece desaparecer

Estou num daqueles dias que só me apetece desaparecer.
Ir até uma praia deserta.
Sentir a areia nos pés e um vento leve na cara.
Sentar-me e desligar de tudo.
Hoje estou assim – a precisar do meu cantinho para esquecer tudo e desaparecer por um tempo.
Poder sentir o mar no meu corpo assim como o cheiro.
Poder dar um mergulho e lavar todas as mágoas e tristezas.
Quero gritar, chorar e sorrir como uma perdida.
Hoje estou a precisar.

Peregrinus #69Letras

Também o meu se partiu quando despedacei o teu coração.

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Fotografia: Via Pinterest

Também o meu se partiu quando despedacei o teu coração.
Nunca tinha visto tanta dor em ti, por pouco que o desespero no teu olhar não me fez voltar atrás….
Talvez a responsabilidade de teres ficado tão arrasado tenha sido minha, Ameacei deixar-te tantas vezes e tantas vezes foram aquelas que tornei a voltar que acabei por te enganar e levar a acreditar que nunca iria de vez. Confiaste no meu amor para te aceitar sempre mais uma vez, em mais uma oportunidade e por isso esticaste sempre a corda até chegar o dia em que o teu chão abanou e eu estava irredutível.
Choraste tu, chorei eu também com a tua dor, foi por pouco que não voltei atrás mas diz-me quantas mais oportunidades ainda te teria de dar para que me quisesses respeitar?
Acarinhei a tua cabeça no meu corpo deixei-te soluçar a tua dor e quando por fim as lágrimas se silenciaram eu parti.
Fiz o que podia por ti e por nós era chegada a altura de cuidar de mim.

?A Vizinha #69Letras

Hoje foi dia de chorar!! Sim, leste bem…

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Hoje foi dia de chorar!! Sim, leste bem…
De todos os filmes possíveis tinha que escolher logo esse! Que Hamartía!*
Todo o enredo, a história e até mesmo o fisico da personagem me fez lembrar de ti! Ela inteligente, ele tão tótó; ela tão bela e segura, ele tão desconchavado e hesitante; ela tão apaixonada, ele tão cabeça no ar… Porque será que só dá-mos conta que ela era “aquela, a tal, a única” depois de ela deixar de fazer parte da nossa vida!
Hoje foi dia de chorar por ti, dia de libertar demónios, de lavar alma e sossegar o peito, mas acredita que não o faço mais! Não podias continuar a fazer parte dos meus lamentos, das minha tristezas nem dos meus dias de dor e sofrimento no peito! Não posso deixar que continues a atrapalhar o meu coração de ter livre arbítrio!
Espero que sejas feliz, da mesma maneira que eu desejo ser…

Acordei, o dia está diferente! Mais limpo e arejável, mais leve e respirável… A tua nuvem sumiu, o teu sol também, deixando assim espaço para quem vier, para quem quiser entrar e desfrutar deste belo parque de diversões…
Não sei porquê mas ontem incomodaste-me, já te tinhas ido embora à tanto tempo e ainda assim deixei que o fizesses…
Fizeste-me sangrar pelas palavras, chorar pelas vísceras e contorcer-me de voltar a sentir a dor…
Ontem foi dia de chorar, ainda bem que o ontem não se repete, e hoje é dia de sorrir, viver e fazer história para contar amanhã!

O Vizinho #69Letras

* Em Literatura Hamartía é um erro cometido pelo personagem de uma tragédia, que resulta em peripécia. – Fonte Wikipedia

Isto é um bocadinho de amor

Chovia lá fora copiosamente e eu entreguei me á escrita, nesta forma bendita, que tenho de colocar no papel tudo o que me vai na mente, e apeteceu me falar sobre o amor, sobre essa forma que a vida tão erudita, nos ensina que é fervor, abstracção do mundo, pairar no ar, sentir a dor, esmagar o peito em de agonia, quando pisamos areias movediças e caímos bem fundo, abrir as asas e voar, deixar o corpo cá em baixo e olhar de cima dos telhados a luz do dia, como uma águia que pelo olhar nos guia ou a coruja que pela luz da noite nos consola, quando o coração precisa mas não quer esmola, porque não autoriza que a mente se venda e suja. O amor essa forma mil vezes escrita e amada, outras tantas em palavras mil vezes odiada, paisagem de final de tarde quando o sol olha para nós entristecido por se ir embora, e o nosso coração chora, mas logo se levanta para esperar a madrugada de sorriso ao canto da boca, quando nos lençóis ainda quentes se sente o cheiro da presença que é sempre pouca, e pudera ficar ali gravada, e passamos a mão como se sentíssemos a pele naquele pedaço de pano, como se o tempo não fosse mais do que um engano, e a vida que de desenha num quadro pintado, numa mão a nossa lei e na outra a sua sentença, com a qual vivemos presentes num quadro assim lavrado. O amor, sentimento que nos faz levitar, poesia da vida e o corpo sussurrar, que precisa de amar, poder acordar, de mão dada, ansiedade de não ter tempo para nada, não apetecer dormir, apenas estar perto, sentir o corpo, os olhos, o calor das mãos por certo, numa dualidade em dois seres formada, em que mesmo a chuva lá fora e o céu encoberto, não nos incomoda porque tudo é tão certo, que pensamos ter descoberto o elixir da vida eterna, a fonte da felicidade, a nossa lingua materna, parar no tempo, não ter idade, porque amor não tem idade, nem é um passatempo de paixão, em que dois corpos se deitam mas não existe conexão, apenas vontades férreas passageiras em que se deleitam, para prazer com prazo marcado, sem sequer estar escrito no verbo estar, paixão de fuga ou paixão de gostar, não é amor eterno, não é o corpo que se enruga com o passar e ficar lá, amar mesmo assim, e tirar prazer de envelhecer sem olhar o futuro, mas lembrando o presente, olhar e ver sempre latente, o rosto de quem amamos, porque amor é isso mesmo, é mesmo na dor, quando o corpo doente, se desgasta e se sente mais ausente, exala palavras de sentido incoerente, balbucia mágoa, por sentir que está a partir e deixar para trás quem fica tal qual libelinha liberta na agua, pairando sem saber se partir ou pousar e deixar se ficar perdida morrendo devagar. Isto é um bocadinho de amor, apenas, na vastidão do que é a palavra amor.

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A cada dia perde-se mais um pedaço…

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Parece que trago o mar prisioneiro dentro de mim e que esta pele já não o consegue conter por muito mais tempo. Às vezes, não sei se o liberte ou se luto contra ele…
Abrir as comportas para ele sossegar é libertar-me da dor de te ter perdido. Mas aliviar esta dor, é afastar-te de mim e eu meu amor, não quero deixar de te sentir. De alguma forma todas as lágrimas que carrego é a única coisa que me faz sentir viva. ‘ viver é sentir’. Se nada mais me impressiona, me desperta, me embriaga, me cativa e se deixar de te sentir não estarei eu de alguma forma a ‘morrer’? Segue-nos no facebook!
Dor é sentir…
Se sentir-te é dor, é ter-te dentro de mim – então esta dor é tudo o que sou.