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JOGOS SEXUAIS!

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Velas espalhadas pelo quarto…
Tudo à média luz…
Ela em posição de quatro…
Sabe o quanto o seduz…
Tinha uma lingerie negra vestida…
Aguardava dele a louca investida…
Ele vendou-lhe os olhos…
E à cama a algemou…
Vendando também os seus olhos…
Ás cegas a explorou…
E enquanto tocava e não via…
Ia imaginando… Como seria…
Aquele corpo misterioso…
E ele… Ansioso…
Acariciou-lhe os seios…
No quente da sua boca…
E aos poucos e poucos…
Deixou-a sem roupa…
No ar o som dos gemidos…
Num chilrear pardalesco…
Aquela cena de Amor…
Dava um quadro burlesco…
Era um Amor boémio…
Onde o Amor provocava o riso…
Para atingir o extase…
Faziam o que fosse preciso…
Vendavam os olhos, algemavam-se…
Até usavam um chicote…
Aqueles corpos descontrolavam-se…
Ele veio-se no seu decote…

Poeta Solitário

 

Voltei a sentir-te com a alma.

615448_10152277488229132_8095765461350871392_oImagem: Fabian Perez

Ainda estávamos na café quando te sussurrei o meu desejo para mais logo, tomar um duche às escuras contigo.
o me perguntaste porquê apesar do teu olhar incrédulo apenas limitaste-te a sorrir e a consentir o meu pedido.
Foi no hall de entrada, com as luzes apagadas que nos despimos sem presas. Segurei a tua mão e atravessamos os corredores até à casa de banho.
Reencontrei-te naquele duche às cegas…
Foi assim que nos amamos naquele banho quente – à descoberta. Sem luzes, sem contornos iluminados, sem olhares, tu e eu, a água e o som da mesma a correr sobre nós e o vapor da temperatura a envolver-nos.
As minhas mãos pintaram o teu corpo na minha mente, as tuas mãos à descoberta dos meus traços leram o desejo da minha alma.
O amor é cego, surdo e mudo. Três sentidos que dissimulam a pureza dos sentimentos.
Sentir-te através do toque com a tua pele a esfregar-se na minha, limpou a minha cabeça poluída pelos outros sentidos.
Voltei a sentir-te com a alma.
Foi na escuridão daquele duche a dois que te voltei a sentir em mim.

Esta tortura a que te submeto é a mesma a que me sujeito.

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Segue-nos no facebook! Esta tortura a que te submeto é a mesma a que me sujeito. Tu estás aí e eu aqui a querer-te dentro de mim. Privo-me de ti apenas para te ter a suplicar pelo meu corpo nas raras vezes em que atendo as tuas chamadas.
Eu não te vejo, e tu não me vês, mas mimo-te ocasionalmente com uma fotografia minha para te tornar a reacender e deliciosamente contaminar a tua mente.
Torturo-nos. Jogo ou não, é assim a rebentares de desejo que te quero. Logo logo vais-me ter nos teus lençóis, mas não será quando implorares, mas quando eu quiser .
Torturo-te e é por isso que tanto me desejas, é por isso que cegas de tesão, é põe isso que estou em cada orgasmo que tens e é em ti que penso, sonho revivo e invento para me vir.
Sim tudo isto é desnecessário, podemos-nos sentir sempre quando e onde quisermos mas é assim que quero o teu corpo. A desejar-te por noites sem fim e consumar apenas quando bastar um olhar para que eu escorra de desejo e o teu lutar para rasgar as tuas calças.

 

A Vizinha