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Moro em ti…

É no teu corpo cansado que procuro conforto, amaro em ti como se fosses o meu porto, busco a réstia de Luz que de ti emana, essa força que brota que é quase inumana, que sem querer de ti exorto, numa busca incessante do querer viver, de em ti pernoitar e querer amanhecer.

Nos despojos da vida que os nossos corpos se tornaram, encontram um no outro o que sempre procuraram, um amor doce sem condições nem julgamentos, de passados doídos, intensamente vividos, que tanto nos marcaram e deixaram feridos, e conseguimos esquecer nos nossos momentos, desvanecem-se no tempo e nos sentimentos.

E é nesses momentos tão doces, que te acolho em mim como se mel fosses, bebo o néctar da tua essência, como se vício fosse ou pura dependência, bebida que me desperta e aviva os sentidos, já há muito a ti rendidos, que me seduz e inebria, e o meu corpo transforma em pura poesia.

No teu regaço invado o teu espaço, acolhes-me sem perguntas rendida ao cansaço, serenas-me a Alma em alvoroço, transformas em pintura um mero esboço, com cores vivas de cheiro intenso, aromas esses que já não dispenso, que na memória teimam em se instalar, por me dares o prazer de em ti poder morar.

Miss Kitty #69Letras

Acabou, cansei-me. Estou farto!

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Acabou!


De hoje em diante, não quero saber mais de ti.
De hoje em diante, és passado sem volta.


Hoje sou eu quem não mais te quer de volta.


Destruí tudo o que tinha teu, tudo o que me levava a ti.
Acabou, cansei-me. Estou farto!
Todos temos os nossos limites, e eu cheguei aos meus.


O que mais me dói nem é o ter tido esperança este tempo todo, não é o tempo e amor que desperdicei à tua espera, o que me dói é aquilo em que nos tornamos, aquilo em que tu te tornaste.
Saber que um dia fomos tudo um para o outro, que apenas tínhamos amor e loucura, e hoje somos esta merda que não vale nada um para o outro.

A desilusão em que tu te tornaste. É triste.


Conseguimos destruir tudo, sim os dois. Não fui culpado sozinho, lamento informar-te se achas que és santa.
Para mim, que fiques descansada em saber, és passado sem volta.

Hoje o meu amor próprio é maior, bem maior, que o amor que um dia te tive.


De nós apenas vou guardar as boas memórias, daquilo que hoje és pra mim, passado!
Tenho pena que não tenhas sido Mulher e adulta o suficiente comigo.


Sê feliz… E vai para o Diabo que te carregue…! 🙂

KingOfMysteries #69Letras

Chega de enlouquecer!

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Guardei o meu amor por ti.


Num canto só teu, na parte que só a ti pertence e pertencerá, onde ninguém, por mais importante que se torne na minha vida, pode mexer.


Aprendi que há coisas que nos marcam e acompanham para sempre, embora não da forma como pretendemos e conformei-me com a tua ausência.


Cansei-me, na verdade foste tu quem me cansou, das mensagens e dos e-mails sem retorno, das tentativas vãs de te ver e conversar.
Hoje sigo um caminho diferente e distante, vivo um dia de cada vez, sem que faças parte dos meus planos…


Mas há dias em que a memória é traiçoeira e a saudade bate forte…
Tantas vezes precisei de coragem para falar e hoje em dia a minha coragem passa pelo não te dizer nada. Ironias…


Quero dar-te um último recado…
Tinhas razão, acabei por me cansar… Chega de enlouquecer!

KingOfMysteries #69Letras

Segredos de um Tejo silencioso.

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Finalizei o dia exausto, e aguardei a tua chegada. Levaste-me então nesse teu carro, pensado eu que íamos jantar um belo repasto, paraste junto ao tejo, vi no teu olhar o desejo brilhar e num ápice saltaste para o meu colo, e retiras a minha gravata ferozmente atando-me na porta, a camisa foi-me arrancada num só golpe, a minha exaustão depressa desvaneceu e senti uma descarga de adrenalina, a tua subjugação tornou-me energético, fizeste-me provar o teu corpo aos poucos, deixando-me desejoso e acabas cavalgando em mim, sem piedade, e terminamos admirando as luzes de lisboa refletir no rio, satisfeitos partimos e esta ceia saciou-nos. Segredos de um Tejo silencioso.

Ricco #69Letras

Um dia destes instalo-me em ti.

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Um dia destes faço as malas para as desfazer numa vida ao teu lado.
Um dia destes toco-te à campainha com os braços cansados carregados de bagagem, entrego-te e proclamas-me rainha do nosso lar.
Um dia destes escondes-me as roupas e despida de medo vestes-me de ti.
Jamais acordarei sozinha num tormento de saudades, abrirei os olhos e enrolar-me-ei no teu corpo.
Um dia destes satisfarás o teu desejo, em ter-me sempre à mão, nua, dorida de paixão, sorridente de excitação, meiga menina e louca de paixão.
Um dia destes,
Instalo-me em ti,
E tu em mim.

 

A Vizinha

A vingança serve-se fria.

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<Não sei>
Foi sempre a tua resposta todas as vezes que tentei entender o teu comportamento em relação ao amor que sempre te dei. Quanto mais a ti me dava mais me repelias e afastavas. Tentei saber se a causa das tuas múltiplas traições eram resultante de algo que não te dava, tentei descobrir porque o teu olhar era frio sob o meu quente, tentei saber porque tinha de pedir pelo teu abraço…mas de ti apenas escutava:
«Não sei»
Mas olha, eu sei porque te servi deliberadamente cada prato, a vingança serve-se fria e eu aprendi com o melhor cozinheiro. Quando destruíste todo o meu amor por ti, foi quando te servi o sabor que em mim deixaste. Sabes o que foi engraçado?
É que por fim estavas disposto a amar-me. (Era tarde)
E agora, já sabes porque foram mais as lágrimas que me deste do que sorrisos?

A Vizinha

Fui finalmente paz.

Fotorafia: Via Pinterest4e2d4da85a3ae49389196f9c5c6e09d4.jpg

Sobre aquela noite, apenas um titulo me vem à cabeça: ” eu e tu fomos água!”.

Na dança do nosso desejo deixamos de ser dois corpos para nos transformarmos na água que libertou a vontade à muito contida.
Fomos a água benta sob o olhar atento daquela igreja que lavou nossas peles e levou à purificação destas almas que ardiam de pecado um pelo outro.
Não fomos gotas de suor, fomos maré salgada que nos oleou a pele num vai e vem de corpos acessos que nem com o cansaço se apagaram.
Fui nascente e afluente fonte do néctar divino por ti extraído,
fui força dominante e fraqueza por ti dominada,
fui vida e luz no olhar…
fui finalmente paz.