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Quero-te tanto… digo-te tão pouco…

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Enquanto dormes estou agarrada a uma caneta em vez de ser a ti.

Devia de estar aí sentada do teu lado e sorrir por colorir os teus sonhos.
Gostava de estar junto de ti a dar-te um carinho no intervalo dos rabiscos e beijar a tua pele em cada parágrafo. Enquanto isso, aqui estou eu a sorrir a cada virgula e tu a rodopiar dentro da minha mente! Quero-te tanto… digo-te tão pouco…
Se ao pé de ti estivesse a caneta e as folhas aqueciam o chão, teu corpo antes em repouso ondularia com o meu pelo colchão… Por fim acomodaríamos a alma num abraço de união.
Quero-te.
Dorme bem.

?A Vizinha #69letras

Eu mortal, tu imortal.

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Olho para ti e ainda não descobri porque tanto me atrais, porque ouvir o teu nome me faz tremer e o meu corpo se dá a ti sem restrições.
Tu e esse teu sorriso deslavado cheio de más intenções são a minha perdição, deixas-me nervosa, perco o raciocínio e a razão porque tu és tudo e mais um pouco do tudo o que não consigo explicar.
Entraste na minha vida mas não vieste sozinho, trouxeste um vendaval de emoções que veio baralhar desorganizar tudo o que sou, o que penso e o que sinto. Aterrorizas-me por isso, deixas-me louca hipnotizada atordoada! Transformas-me na mulher que desprezo, que sempre fugi ser, mas contigo não tenho hipóteses.
Tu és mestre e eu escrava,
eu presa e tu caçador,
tu és colecionador e eu sou artefacto,
eu papel e tu caneta,
tu és poeta e eu inspiração,
eu mortal e tu imortal.
E neste vendaval de tensão tesão alucinação tu és o meu mar, a minha terra, o meu ar, a minha paz e o meu aconchego. Por isso, tal como a uma flor, planta-me no teu lar e vamo-NOS demorar!

 

A VIZINHA

Ele é apenas apaixonado por um amor que já sabe que existe.

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Nem sempre quando escrevo é sobre um rosto específico, na verdade foram vários os rostos que à sua maneira me marcaram e deixaram de si em mim. Então pego nos vários pedaços das várias paixões que guardadas, misturo-os como se pertencessem a uma só pessoa e é para este todo que escrevo. Um rosto que não existe composto por pessoas reais que não sendo perfeitas deram-me deliciosos momentos de felicidade e quando os junto, são eternos e perfeitos. Escrevo-os como se seguisse uma receita, 10gr de emoção, 100gr de abraços, uma pitada de sedução e levo ao forno a tesão e é assim que vou escrevendo pequenos textos.
Nem sempre quando escrevo estou apaixonada, acontece é que ja estive e da mesma forma que guardo tudo o que ja vi, faço o mesmo em relaçao a tudo o que já senti. E quando tenho vontade de puxar a caneta como quem puxa um cigarro deixo fluir a mescla de sentimentos através da tinta e escrevo curtas de paixão, desejo ou saudade!

?A Vizinha

Acho que lhe vou tirar a caneta das mãos

 

Lá está ela rodeada de pessoas, sentada numa mesa com uma vela acesa e copos vazios pelas bocas sedentas daquele bar, e ao lado dela, as colunas a rebentar nos seus ouvidos.
Lá está ela, unhas e cabelo arranjado, sentada na mesa, nos pés uns clássicos saltos altos pretos, e no seu corpo um belíssimo vestido preto de mangas transparentes e costas descobertas, e as pernas expostas impossíveis de não reparar.
Lá está ela no seu dialogo com o papel e a caneta a escrevinhar parvoíces, coisas com ou sem sentido, o que para ela não importa. O que ela gosta é de conversar consigo, com a sua mente de múltiplas personalidades, quereres e sentires, e confusão de pensamentos aleatórios que passam em rodapé em simultâneo.
Lá está aquela Loira, parece tão sossegada, tão bem comportadinha.. aaaah, mas não pode ser!
O que será que a faz levantar-se da cadeira e perder-se entre a multidão em danças ou conversas ocasionais? O que será que ela tanta escreve? Quererei eu ler?
Será que ela me notou? Me viu?
Bolas, parece tão compenetrada no que está a fazer…
Quem é ela? Como será a sua voz? Será meiga como aquele olhar que me seduz?
A vela arde e perante a sua luz os seus olhos e cabelos brilham, e ela, não tira os olhos do papel…
, puxá-la da cadeira e oferecer-lhe uma bebida….

© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015


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Pertenço ao silêncio

 

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O silêncio não me tem trazido todas as respostas para o mundo de contradições que em mim habita, mas, tem-me ensinado a viver de um modo que me faz feliz.
O silêncio ensinou-me a apreciar, aceitar e a abraçar sentimentos outrora vividos, outrora desprezados e desvalorizados, outrora sentidos na superfície da pele, talvez porque naquele instante estava cega pelo barulho que me sufocava sem dar conta.
O silêncio ensinou-me a sentir o presente, a sorrir para aquele rosto amigo, a unifica-me através do toque, a entregar-me naquele olhar, a escutar o que o meu corpo pede e o meu coração deseja. Hoje sorrio para o sorriso que me ilumina e aceno para quem nada me diz. Hoje continuo fiel à minha rebelião e às minhas vontades, mas com a diferença de as sentir antes, durante e depois.
O silêncio despertou em mim esta vontade louca de dar voz às palavras através da caneta e brincar com o turbilhão de emoções contraditórias que me assolam, ou no papel ou na mente, passou a ser um dos meus passatempos favoritos e foi na companhia deste silêncio revelador que alinhar pensamentos, fundir sentimentos, experiências, criatividade e segredos que as palavras conquistaram lugar também no meu Reino.
Reino que transborda de sonhos sensações e contradições. E aqui, ter talento ou não, é irrelevante.
Relevante sim, é sentir-me detentora de um Império.
O meu.
Onde pertenço.
No meu Reino,
No meu silêncio, rodeada de palavras vindas do passado, sentidas hoje e viagens no tempo até ao futuro, que é tudo aquilo que me apetecer que seja.

 

A Vizinha

Fotografia: Via Pinterest

Desejo tão urgente que não precisa de apresentações.

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Hoje as mãos rejeitam a caneta, o papel não acolhe as palavras e tu penetras-me na mente e impedes-me de cuspir o turbilhão de emoções com que me invades sem permissão a altas horas da noite.
Tento-me concentrar nas palavras que trocámos hoje, mas foi mesmo sobre o quê?
Apenas me recordo do movimento dos teus lábios e de me perder no teu rosto enquanto dentro de mim combatia a vontade de te encurralar contra a parede e descobrir na tua boca o quanto me queres.
Não preciso de dizer o que quero, a minha voz treme, abandona-me, diz-te tudo o que precisas saber.
Já perdi a conta das vezes que passei a mão no cabelo, fechei os olhos e desejei ter-te a respirar no meu pescoço… desperto para a realidade e só o ar me rodeia.
Quero-te.
Desejo-te.
Desejo tão urgente que não precisa de apresentações.
Deixemos a biografia para outra ocasião, o meu alvo, está no que o teu olhar anunciou, bem debaixo dessas roupas, deixemos as formalidades e vamos alimentar estes dois predadores com apetites irracionais, não convencionais.

Gosto de escrever e de me inventar no papel.

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O que sou, quem sou, poucos o sabem e confesso nem eu mesma o saber.
O que sei, é que dentro de mim existe um mundo ilimitado de personalidades e de quereres.
Não sei o que quero ou quem sou.
Enquanto não o sei, sou tudo o que escrevo e tenho tudo o que invento.
Quando me apetece, posso ser uma mulher apaixonada. Esta mulher é amável, atenciosa, presente, prepara pic-nics, veste cores claras e acredita no amor para toda a vida. Ela espera pacientemente pela chegada do seu principe, e até posso imaginar esse momento. Ele surge diante de si entre a multidão a sorrir como se ela fosse o tesouro mais raro do mundo, e num abraço ela tem a certeza que é o seu mais que tudo.
Outras vezes,
Posso ser uma conquistadora mortal, onde a minha mente instiga e prende, e no meu corpo corre o sangue de Vênus que leva à loucura os homens que tropeçam nos meus saltos. Esta mulher sente cada noite de paixão que vive. Noites de verão eternas na memória de quem esbarra com ela.
Quando escrevo, tanto um amor para toda a vida ou noites num quarto de hotel enchem-me o peito.
A liberdade que a minha caneta me dá é momentânea, mas enquanto não me descubro, esta realidade traz brilho ao meu olhar.
O que eu hoje não sei de mim, descobrirei, amanhã.
Até lá,
Vivo o que escrevo. Risco e apago o que escrevo. Escrevo e vivo. Vivo e apago ou risco por cima.
A liberdade deste corpo e desta mente pertence-Me e os rabiscos da minha vida são o alimento de tudo o que escrevo.