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Um dia destes instalo-me em ti.

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Um dia destes faço as malas para as desfazer numa vida ao teu lado.
Um dia destes toco-te à campainha com os braços cansados carregados de bagagem, entrego-te e proclamas-me rainha do nosso lar.
Um dia destes escondes-me as roupas e despida de medo vestes-me de ti.
Jamais acordarei sozinha num tormento de saudades, abrirei os olhos e enrolar-me-ei no teu corpo.
Um dia destes satisfarás o teu desejo, em ter-me sempre à mão, nua, dorida de paixão, sorridente de excitação, meiga menina e louca de paixão.
Um dia destes,
Instalo-me em ti,
E tu em mim.

 

A Vizinha

Existe vida lá fora…

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Olho a cidade está aos meus pés ou podia senti-la assim se aqui estivesses a reinar ao meu lado… ou se quisesses…
É uma grande cidade os carros chegam vindos de um lugar qualquer, só os condutores sabem, é o destino deles não o meu, só sei que tu não chegas. A cidade parece pequena o vidro duplo cala-a e só resto eu no silêncio desta casa sem a mobília do teu corpo para me confortar. Procuro-te nos passeios… aquele podias ser tu ali a caminhar, mas a silhueta desaparece e a campainha não dá sinal, não chegas, não te vejo entrar com o teu brilhar! A tarde está nublada o bafo da rua sufoca se ainda fosse o teu quente respirar as janelas já estariam abertas para na minha pele viajares. Olho a cidade existe vida lá fora mas nas paredes da minha casa faltas tu para me revitalizar. A cidade agita-se sobre mim sinto-me adormecida sem o teu fogo para me inflamar, vivo nesta melancolia numa ânsia desmedida, pareço o semáforo com o sinal vermelho aberto, pára o trânsito páro eu, faltas tu e o sinal verde para que eu circule e deambule porta fora pelas ruas feito uma louca e apaixonada alimentada pela tua paixão.

A Vizinha
Fotografia: Silviu Sandulescu
Modelo: Andreea Rosse

Estou a chegar. Prepara-te. Porque esta noite quero-te amar!

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Gostar de ler? Segue-nos.

Estás em casa? Ótimo, estou a caminho.
Põe a música a tocar, acende as velas, encomenda o jantar, abre a garrafa de vinho e deixa-o abrir-se para o nosso paladar.
Recebe-me de calças de ganga e camisa com os botões desapertados e cabelo desalinhado.
Não percas tempo, despacha-te porque estou a chegar.
Quando chegar, dispenso o ‘olá tudo bem’ ou qualquer outro diálogo.
Quando chegar vou despir-me enquanto a música toca e tu observas-me do sofá. Servirei duas taças de vinho. Uma para ti e outra para mim enquanto brinco com as curvas do meu corpo e desfilo para ti.
Depois, tu vens dançar bem coladinho ao meu corpo já só em lingerie, em cima dos saltos altos do tom que me adoras ver. Vermelho.
Vou fechar os olhos com a cabeça no teu peito, e ali, naquele espaço só o meu corpo estará nas tuas mãos, porque a alma, ela estará algures difundida na melodia que toca no ar…
O toque da campainha vai anunciar o jantar e será mesmo no chão que vamos comer.
Comer o jantar, e devorar a pele um do outro com o olhar. As palavras estão proibidas, podemos por hoje ter o direito de não falar? Só quero quero escutar o som da felicidade no ar…
Estou a chegar.
Prepara-te.
Porque esta noite quero-te amar!