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Amor e Ódio…

Não há passado que se sepulte sem o seu luto e tu teimas em não permitir o meu.
Falta-me a derradeira conversa, tu sabes-o tão bem.
Acredito que a ti também falta.


Tenho para mim que ainda estás perdida entre o ódio e o amor que me tens.


Se por um lado me odeias e achas que sou passado, por outro não consegues exterminar todas as ínfimas hipóteses futuras de um voltar, pelo eterno amor que ficou.


É… Por mais que não querias aceitar, tu sabes que amor como o nosso só se tem uma vez na vida.


Que muito dificilmente voltarás, tal como eu, a ter aquele brilho.
Que outro jamais ocupará o meu lugar e será o teu Sol, nos dias cinzentos.
Podes negar-me todas as conversas, fugir o quanto quiseres, evitar situações propícias a reencontros, mas meu bem, eu acredito que a nossa vida é feita de ciclos que se vão repetindo, trazendo-nos de volta situações por resolver e nós meu amor, vamos certamente voltar a cruzar-nos, nesta vida. Tenho certeza disso.
Até lá, sê feliz, que isso só por si só já me acalma o coração descompassado que trago no peito.


SilentSoul #69Letras

Destino…

Ironia do destino, que me guia a vida com traço fino, linha ténue que se desvanece, que em nada me enaltece, e me envolve em névoa sombria, nesta noite chuvosa e fria, onde a vida se torna incerta, cheia de nada e deserta, traço esse que continuo a seguir, esperando que um dia o destino me possa sorrir.

Será talvez o meu Fado, este destino mal fadado, que teima em me pregar partidas, fechar todas as minhas saídas, põe pessoas no meu caminho, para logo as afastar de mansinho, como se comigo gozasse, e essa linha ténue enleasse, por capricho ou por prazer, de toldar o meu viver.

Não aceito esta minha sina, que me rouba os sonhos de menina, contra ela vou lutar, o destino desafiar, afastar as pedras do meu caminho, que passo a passo percorro devagarinho, dando um sentido à vida, feita para ser vivida, largando este definhar, e com unhas e dentes por ela lutar.

Miss Kitty #69Letras

Podes ir

Podes ir, já te ajeitei o caminho, das pedras que transformei em flores, não precisas o olho franzir porque no teu passo devagarinho o que te cruzas não são amores senão as pedras do caminho que afasto do teu sorrir. Podes ir, já te ajeitei o banho para quando chegares, cansada dos lugares eu numa esponja te acompanho regar te de um sossego tamanho, num gesto em que ao colo te pego para te por a descansar. Podes ir, já preparei o roupão, regulei no teu canal a televisão, aconchego o teu corpo de pirilampo na minha mão fico a teu lado a ver te bela adormecida no campo a dormir e sinto me em paz nessa tranquilidade que a tua presença me traz adormecida a sorrir.

O Inquilino #69Letras

Substituis-me por um peluche

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O caminho para teu quarto não era mais distante, estava apenas a um simples beijo que te faria deslocar os pés do chão e saltar para meu colo, sussurras-te no meu ouvido para te levar até tua cama, assim fiz sem despegar meus lábios dos teus e as mãos das tuas nádegas já vincadas de meus dedos sedentos de percorrer cada centímetro de tua pele, despejei-te violentamente, este impulso levou-te a mordiscar o lábio, provocaste-me, desejaste-me, então primeiro apenas saboreando o sabor de tua pele até me perder em tuas virilhas degustando-te suavemente fui te fazendo perder o norte, tremeste, contorceste e mais gemeste, possuída por mim, penetrei alma e corpo. O desejo ficou de tal forma entranhado nesse teu quarto que apesar de me substituíres por um peluche, só a recordação de tal episódio te faz agarrar desenfreadamente o urso e masturbar-te física e mentalmente.

RiCCo #69Letras

Cada um tem o que merece?

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Dizem que cada um tem o que merece, e que a vida retribui o que damos…
Não entendo…
Não guardo nada… de tudo quero tão pouco, e do tão pouco tenho nada
Caminho a passos pequenos, pesados, num caminho que me escolheu e que não permite perder tempo
Um trilho caminhado, pela vida vencido que baralha o meu pensamento
O caminho de agora sem as delícias de outrora onde sigo a passo lento…
Lento… e tento, com todo o contentamento, viver os momentos, ainda que sem alento…
Mas que não passam de pequenos tormentos de uma voz cá dentro que sufoca de sentimento
~PensamentosDeAlexandra

Sou teu peregrino.

 

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Caminhar sozinho por este trilho que é a sensação de te conhecer, cada passada é uma descoberta de algo novo de ti, o percurso vai ser íngreme por vezes e outras descidas aterradoras, o sorriso teu é algo que vai iluminar o meu dia para que tenha as forças necessárias para te alcançar, faço esta jornada não por gosto mas porque me cativa o sonho de poder te abraçar um dia e percorrer já só com as mãos a suave pele de teu corpo e onde vou ai percorrer os últimos centímetros da peregrinação em descoberta do teu orgasmo, e serei o peregrino mais satisfeito e preenchido por no fim te admirar.

Ricco

Sabem quando algo que vocês querem muito mas mesmo muito de repente se proporciona na vossa vida?

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Pois é, estou a passar por isso em três áreas distintas da vida. Algo com que sonhei, batalhei, que a dada altura nem a saca rolhas consegui obter, finalmente veio até a mim .Encontro-me com aquele sentimento de que é tão bom que não pode ser verdade, que deve estar para cair um santo do altar ou que está para chegar uma tempestade devastadora depois destas semanas de sol! Não festejo estes acontecimentos, vejo-os a acontecer. Será isto sinal de maturidade quando olhamos para as coisas sem explosão e euforia? Ou será consequência de uma serie de desapontamentos e tentativas falhadas que nos faz passar pelas coisas sem uma alegria efusiva? Recordo-me de rejubilar com os acontecimentos, de lançar foguetes confetis e dançar, agora observo o caminho calada, um passo de cada vez e depois logo se vê. Não me sinto capaz de festejar. Um novo amor, um novo trabalho um novo sonho alcançado, parece que apenas aguardo pelo momento em que isso me será arrancado. Estarei eu a desperdiçar estes momentos ao vive-los como se realmente não me fossem tão importantes? Não estarei a ser ingrata perante os meus sonhos? Ou estarei simplesmente a preparar-me para o caso de se dar mais uma desilusão? Este texto não passa de um desabafo, das saudades que tenho do meu eu mais festivo, mais vivo e genuíno. Vejo-me muito calma, sem grandes alaridos, sem brilho… vejo-me adormecida. Será maturidade ou estarei simplesmente a deixar passar a alegria que poderia estar a sentir por ver os meus sonhos a realizar?

A Vizinha