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Hoje é dia do segundo encontro.

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Encontro dividido por capítulos, cautelosamente adivinhado.
Ainda tenho o primeiro encontro a respirar na minha pele, naquela noite, só me dei conta da loucura que estava prestes a acontecer quando desliguei o carro. O corpo atraiçoou-me, as pernas tremiam, o coração estava louco, o meu estômago revolvia-se, a minha pele suava mas mesmo assim prossegui com o combinado.
A porta aberta tal como havíamos combinado, o quarto a meia luz, o meu corpo vestido de lingerie bordeaux a condizer com a venda estendida sobre a cama.
De frente para a porta de saída, com a gabardine já despida, surges atrás de mim vindo não sei de onde escondes o meu olhar o teu rosto como planeado.
Os teus passos espalharam-se pelo quarto e trouxeram melodia ao nosso cenário.
Sinto calor perto de mim, estás à minha frente, puxas-me para ti e danço com este desconhecido que ainda não tem rosto.
Proposta indecente, perigosa que me fez ser inconsequente e aceitar viver esta loucura.
Naquela dança, descobri que a tua barba estava por desfazer, o teu cheiro era lascivo, e o teu toque intenso.
Oiço-te a encher um copo de espumante, que só o adivinhei quando me ajudaste a saborear a bebida… circulas à minha volta e detens-te a cheirar os meus cabelos loiros enquanto dou golos de espumante na tentativa de minimizar o nervo, e a ansiedade do que se seguiria…
Na cama, após a tua ordem, as tuas mãos percorreram a minha pele como se eu fosse uma obra de arte. Sem pressa e com intensidade, viajaste pelos meus contornos e agitaste a maré sanguínea que se esconde debaixo da minha pele branca… a tua boca acordou cada poro da minha pele e as tuas mãos confundiam cada sensação que me despertavas.
Naquela altura lembro-me do calor que me saia entre as pernas, provavelmente as minhas fases já estariam rosadas de desejo… lembro-me de me teres dito ao ouvido o quanto me desejas, e depois seguiu-se aquele beijo que me trespassou o corpo como uma corrente eléctrica… no chão os teus passos afastam-se e fechas a porta.
Tiro a venda, e tal como combinado o primeiro encontro da-se por encerrado, e eu fiquei sozinha naquele quarto com o peito a expandir-se pele respiração acelerada.
Hoje, é o 2º capitulo, e mal posso esperar.

Esta noite sonhei contigo. Sabe-se lá porquê!

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+18 | Texto erótico |Sabe-se lá porquê estavas sentado à beira de uma cama, e eu em pé à tua frente.
Isto sim é estranho, que estávamos nós a fazer num quarto?
Lembro-me que estávamos a conversar dos assuntos já habituais entre nós, quando de repente sou invadida por um louco desejo momentâneo.
Naquele instante, apenas via o movimento dos teus lábios, mas nada ouvia. A minha audição estava atordoada. Os meus sentidos estavam apenas centrados no calor que surgia entre as minhas coxas.
Um calor invadiu-me, suores frios caiam sobre mim, e naquele quarto, para aquele momento, só tu estavas lá, creio que se não me aceitasses amar naquele instante, acabaria por desmaiar com tanto tesão.
Por favor, deixa-me sentar em ti – Pedi-te.
Não fizeste perguntas, nem brincaste com o meu pedido, apenas te prontificaste libertando o teu s3xo dentro das calças, dispo as calças do pijama ( porque raio estava eu de pijama?), e sento-me em ti.
Ali, tu sentado na beira da cama, eu sentada sobre ti, fomos um só.
Tu impulsionavas-te para mim, e eu empurrava-me para ti… esfregámos-nos numa melodia perfeita, por um tempo que parecia infinito, pois os nossos corpos libertavam agua, o cansaço na respiração ja se ouvia, mas o desejo não desvanecia…
Entretanto acordei, ainda a flamejar entre as pernas… mas tu já não estavas lá…

© Cátia Teixeira 69 Letras 2017

 

Eu e tu somos vida…!

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Nos teus braços, o mundo sou eu e tu.
Eu e tu, é outra vida.
É brilho nos olhos
Sorrisos sinceros
Faíscas na pele.
As roupas? Essas estorvam a comunicação entre as almas!
As pessoas? Distraem a nossa cumplicidade.
É no nosso quarto que a nossa pele festeja e a nossa alma descansa.
Na nossa cama, o tempo não nos ganha e amamo-nos sem.pressa.
Amamo-nos em
Conversas
Brincadeiras
Sexo
Conchinha.
Nos nossos lençóis os nossos corpos esgotam-se antes do desejo que só tende a aumentar.
Entrelaçados num nó invisível os olhos fecham-se mas o sorriso mantém-se… E dentro do meu peito, tu ganhas lugar.