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A noite era cúmplice do nosso segredo

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Texto Erótico|M18

Quero ver-te!
Deves-me isso…

Não lhe devia nada mas foram estas as palavras que me levaram ao seu encontro.
Era de noite e foi numa rua qualquer enquanto todos dormiam que o deixei ver-me.

Desliguei o motor do carro. (Mas o que é que eu estava a fazer?
Piso o chão com os saltos vermelhos e ajusto o vestido à silhueta, meus cabelos desalinhados são agora amantes do vento.

O candeeiro da rua incidia sobre a sua figura, quase vacilo quando o avisto sob o foco da luz. Ele estava encostado ao carro a fumar um cigarro com aquela postura de que não é nada com ele… Porra! É belo e apetecível, senti-me nervosa mas não lhe ia dar o sabor de o descobrir, então caminhei até ele, segura e decidida.

Frente a frente, escondidos do dia, a noite era agora cúmplice do nosso segredo.

– É esta a mulher que esperas? Pergunto-lhe.
Com expressão séria, olha-me e percorre-me. Nada diz, nada revela e aquele silêncio incomoda-me.
Até que apaga o cigarro e solta o sorriso mais safado que alguma vez vi.
– É melhor. Diz-me enquanto me encosta a ele e aperta a minha cintura.
Aquele odor entontece-me, senti uma sensação deja vu percorrer-me… Eu sabia, simplesmente adivinhava que ele era o pecado que o meu corpo iria cometer se por ele me cruzasse.

Entrelaço as minhas mãos nas dele impedindo-o de me agarrar. Entre a espada e a parede roço o meu corpo ao de leve. Respiro-o devagar, tão perto da sua boca quase que lhe sinto o sabor.
Arqueio a pélvis e pressiono-a contra o seu sexo. Duro aconchega a inquietação que se forma entre as minhas pernas.
Toco-o por cima das jeans e sinto o seu comprimento, salivo antevendo o calor debaixo do tecido e a vontade de o sentir nas minhas mãos. Ao ouvido sussurro-lhe que é meu… No pescoço beijo-o docemente dando-lhe a entender que o quero desfrutar totalmente.
Solto-nos as mãos e deixo que me descubra o corpo… Meus dedos exigentes e sedentos por sentir tudo desapertam os botões da sua camisa…

– Estamos na rua…
– shiuuu. Sente-me. (Pedi-lhe)

Deslizo a minha mão naquele corpo de homem que em silêncio tantas vezes desejei, nas minhas mãos aquela pele quente ferve. Ferve a minha também.
A mão dele sobe pelo vestido.

– Olha como tu estás… Disse-me. Sorri-lhe e fui também explorar. Toquei-me e melei os meus dedos, passei-os na sua boca e beijamos-nos vorazmente até sorvemos o doce sabor do desejo.

Afasto-me e ajeito-me. Enquanto ele me observa componho o vestido e o cabelo.

– Deseja-me mais um pouco.
Boa noite.

?A Vizinha #69Letras

* Fotografia: Via Twitter

I noticed a boner …

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Oh my… it sounds a real cliché but you had me on hello… you opened a huge and sincere smile I never saw before and dropped a sweet “hi… there you are”
Yes we talked about everything for hours trying to behave as we promised each other and to ourselves, but your eyes were burning in desire…
And me? Oh,I can’t even describe… shaky legs as I cross one over other trying to look sexy and put together, aroused niples longing for the feeling of your lips around them and a growing wetness between my thighs as I saw your lips moving…
Sun was setting in the beautiful public garden we chose to share a coffee and the colors of the sky were matching your effects on me…
We were getting dangerously closer and couldn’t resist to taste each other’s mouth…
At first just a taste… me, already lost in lust grabbed a good taste of your lower lip… you answered by exploring my upper lip with a shy tongue… “Good coffee yours!” we both mumbled as our eyes spoke kinky words and shared a growing fire…
I noticed a boner under the suit but decided to stay true to the propose of this (supposed to be) candid meeting.
I won’t deny how much I would like to hold on to that right there ignoring
everything else yet…
We said goodbye but not without a last kiss… a deeper one, an exploring one, an honestly orgasmic full body kiss… I can’t say how long it lasted, but your hands had already reached every place and mine were squeezing your gorgeous ass.
We’ll talk, right?… And see each other again, fur sure…
That was the last time we “behaved” around one another…

Scarlett

…mais vida me dás.

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Faz um ano que desci o primeiro degrau da escada que me lançaste. Quem disse que subiria em direção ao céu e conheceria a paz dos anjos e a leveza das nuvens?
Esta escada leva o meu corpo na direção dos rochedos vulcânicos do inferno que te habita, e quanto mais a temperatura dos degraus aquece mais a ti pertenço. Estou a meio das escadas e o sangue já borbulha, a pele queima e se desfaz em suor e larva flamejante no meio das pernas. Quanto mais desço mais vida me dás, como se o teu caminho,
o da perdição fosse a minha salvação
a boca que me devora a liberdade,
as mãos que me tocam a fome que já não tinha
e o teu sexo o alimento que me rasga e me faz ser mulher.

A Vizinha

Irritas-me e eu adoro-te!

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Irritas-me!

Irritação imediata desde a primeira troca de palavras, não sei de onde ela surgiu, mas tu afetaste-me. Se falavas, irritavas-me, se não falavas pior eu ficava. Era chuva e sol.

Noite e dia, era azeite e vinagre… mas juntos éramos o tempero perfeito.

As palavras rompiam dos meus lábios sem filtro, dura e crua assim me mostrava numa naufragada tentativa em diminuir o impacto profundo que provocavas em mim.
Um homem dois sentimentos divergentes, minha doença meu médico, frio e calor!
Não podias!
Não podia ser, tinha de te afastar, empurrar para bem longe e cada vez que te aproximavas caracterizava-me de vilã e esquartejava-te verbalmente para que fosses e levasses todo esse poder que tinhas sobre mim… Mas não arredaste pé, implacável desde aquela primeira impressão.
Calores.. suores… tremores… vida no meu corpo desde o primeiro olhar.
Desafias-me… devolvo-te…
Faíscas atravessam-nos numa luta constante onde sangramos até morrermos naquele beijo que rompe a “chinesise” verbal e aí, renascemos, na pele de amantes numa mansa paz, onde as nossas metades se unem, onde a linguagem é igual e se eu estiver por cima e tu por baixo ou se invertermos papeis nao constituirá problema.
Foi t3são ou paixão desde aquele instante? Foi ambos?
Fomos nós capazes de sentir tanto?
Irritas-te!
Quero-te!
Não quero!
Irritas-me!

 

  © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015