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Que amor sobrevive por meio do egoismo?

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Recordo aquele amor como recordo uma história, lembrança de um sentimento, mas hoje já não fere ou inflame. É uma passagem, uma história, uma no meio de tantas outras já vividas.
Se vivi, faz parte de mim!

Lembro-me tão bem daquele amor que em tempos me transformou numa super heroína. Era vê-la incansável a mover montanhas a bater o pé tal bandeira hasteada a reivindicar que nada a demovia de amar aquele homem. Vieram as gárgulas, as sereias matreiras, as bruxas com as garras de fora e os ogres, mas ela derrubou-os e a cada combate mais forte se tornava aquele amor. Era ele o meu proposito, a minha criptonite mas também quem me nutria.
Ela virou costas a tudo o que era contra o que o seu coração pedia, como se o seu coração apenas batesse devido à força daquele amor.
Foi assim durante infinitas temporadas, foram as batalhas cada vez mais cortantes, a força dela já não chegava porque ele nunca vestiu a capa. Que amor sobrevive por meio do egoismo? Que amor prospera quando não é regado? Amor dúbio que destrói qualquer coração adornado de sentimento.
E foi assim, como seria de prever que aquele amor dos velhos tempos forte e destemido pronto para enfrentar a fúria, com o tempo tornou-se débil. Pobre furação que se dissipou, perdeu a energia e murchou.
Ela tirou a capa e nua em frente ao espelho lavada em lágrimas decidiu ser a sua super heroína. Ele… bom, ficou com saudades dela!!!

?A Vizinha

?A vizinha #69Letras

Os dias passam e eu procuro-te…

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Os dias passam e eu procuro-te…
Procuro-te nas sombras que chocam com a minha, e imagino que és tu, (se soubesses a alegria que sinto nesses micro segundos!) mas quando olho para trás, ou para o lado… não te encontro. E esta dor ganha ainda mais força.
Vagueio por aí na esperança de surgir um sinal que me possa dar um pequeno vislumbre de ti.
Um pequeno… uns segundos de ti…
Estás tatuado nas minhas memórias, e sim, posso reviver-te sempre quando e onde eu quiser…
… mas as memórias não têm o teu cheiro e muito menos o teu calor e a falta que tu me fazes provoca-me um buraco no peito que mil amantes não conseguem preencher…
‘ A falta que tu me fazes, ninguém me faz.’
Em silencio e em segredo peço aos céus que te tragam a mim… pelo menos uma vez… uma vez.
Quero olhar para o teu rosto, abraçar-te e perguntar-te se és feliz aí onde tu estás, seja lá onde for.
Ver-te nem que seja por uns segundos, é o presente de Natal que em segredo eu peço aos céus, aos infernos, aos duendes, às fadas, às bruxas e mágicos, e a todos os seres místicos que escritores inventaram com poderes para te trazer de volta à terra… nem que seja por uns segundos.
Não vou desistir de encontrar um sinal de ti, nem de te encontrar em cada sombra, ou de sonhar que quem avisto lá ao longe da rua, és tu a caminhar em direção a mim…

A Vizinha

Fotografia: Via Pinterest