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Vem brincar comigo…

Acordei.
Apenas via um borrão no meio do clarão…
Sinto-me embriagada, não me lembro o porque de estar assim…
Reconheço-te,
Pelo toque, és mais familiar que o meu próprio corpo.
Cheiro-te pois deixei de te ver.
Tudo escureceu.
Afundei-me no teu obsceno assim que senti o teu odor…
Cheiras a pecado,
O teu toque parecem agulhas do meu corpo.
Que tortura que me provocas só com esses teus lábios carnudos.
Tenho uma explosão dentro de mim e o culpado és tu…
Estás no comando.
E o meu toque em ti é negado por quem manda.
Quieta, submissa a ti eu fico.
Se soubesse que serias tal provocação,
Já me terias antes, muito antes.
Vem brincar comigo,
Tocas-me e estremeço.
O meu corpo pede socorro e o meu orgasmo liberdade!
Fiquei sem pensar,
Sem mexer, congelada no tempo…
Tempo que conto para que me voltes a controlar.

© Krishna 2017 #69Letras

 

 

Sou só sua meu Senhor….

Foda-me.
Ame-me.
Brinque comigo!
Divirta-se.
Faça de mim o que quiser! Sou só sua meu Senhor…

Peregrinus #69Letras

Fotografia: Rebeca Cygnus

Verás o que é sangrar de dor, de perda Por algo que não soubeste estimar..

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Ai vens tu…..
Vens como um furacão,
Se pensas que me vais ter assim tão fácil.
Pensa duas vezes.

Atormentas-te o meu pensamento e o meu corpo.
Saciaste-te, devoraste-me como um animal selvagem.
Depois deixas-te os despojos a um canto.

Ai vens tu de novo..
Nem penses que vou deixar-te fazer de mim
teu animal de estimação.

Posso te amar,
Mas não vou ser um joguete nas tuas mãos.
Queres-me?!!
Só me irás ter quando eu achar que deves.

Fui teu brinquedo durante muito tempo,
Agora é a minha vez de brincar,
ao gato e rato-o meu jogo favorito.

Sei que te farei amar-me perdidamente,
por-te imensurável louco de paixão
Aí…..Verás o que é sangrar de dor, de perda
Por algo que não soubeste estimar..

LOLA #69Letras

Não somos ejaculadores precoces

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Não somos ejaculadores precoces, somos amantes dedicados gostamos de fazer amor por tempo indeterminado. Amar à pressa com prazo de acabar não é para nós. Brincamos com as sensações e prolongamos o prazer num pára e recomeça, acelera e trava sem tempo de acabar. Acabar. Nunca chegamos a acabar estamos sempre a renovar os gemidos e o suor. Pedimos sempre mais, mais um beijo mais um amasso mais um bocado que se transforma em horas  úmidas em cima do chão que já escorrega da condensação que sai dos nossos corpos. Quanto mais ofegantes, quanto mais desgastados, quanto mais doridos, mais a vontade cresce e estamos horas na brincadeira em plena comunhão com o nosso prazer. Sou eu tua és tu meu e nada mais existe ao nosso redor. Se as paredes falassem falariam de amor, se o sofá se excitasse vir-se-ia pelo cenário que apresentamos, luxuria desenfreada e ternura nos segundos em que o nosso olhar se encontra, nesses pedaços de tempo, os meus peitos arfam nos contra oa teus e escorro ainda mais ao sentir o teu respirar, louco e desejoso para retomar… e lá vamos nós, mais um bocado, e com tantos bocados, passa-se uma tarde e mais uma noite. Somos assim doidos pelo prazer um do outro, ouvir-te gemer e ser maestra dos teus. Expludo quanto te vejo contorcer debaixo de mim, queres agarrar, não deixo, és meu e minha vontade. São meus os teus orgasmos, és tu dono dos meus.

A Vizinha

É sempre o mesmo jogo.

É sempre o mesmo jogo. Ou acaba contigo a implorar para que fique enquanto me vês partir, ou acaba comigo ajoelhada aos teus pés.

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Fotografia: Via Pinterest
Entro no bar finjo não te notar, sento-me na mesa do centro para que me alcances, e desprezo-te. Sempre que os teus olhos me mordiscam, surge uma terrível comichão no meu tornozelo ou brincar com o meu cabelo passa a ser um entretém fascinante.
É sempre o mesmo jogo.
A melhor parte é quando me vou embora. Despeço-me com um beijo no canto dos teus lábios, um leve roçar de corpo até que me puxas para ti ardendo de vontade e súplicas para que espere que todos se vão. Na maior parte das vezes não fico apesar do meu corpo ficar inconsolável, mas este meu lado sádico, gosta de morrer e de te ver arder de vontade. Ler tesão no teu rosto é um autêntico éclair de prazer. É quando te sinto doente de desejo que fico. Fico para que me castigues por te fazer implorar por mim, por me aproveitar do teu ponto fraco. Eu.

A Vizinha

Ponto fraco

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Foi a tua boca que tomou conta do meu ponto fraco e acredita que é por isso que tolero e aceito este teu vai e vem e entra e sai da minha vida, podes continuar a ir e a vir, entrar e sair que o meu coração não quer nem saber mas é o meu ponto que pede por ti. Entre as pernas choro saudades por isso é um alivio quando voltas apesar de pensares que te aceito porque me cantas a canção do bandido quando nem oiço metade das tuas palavras. És um bom orador para dares à língua entre as minhas pernas, mas não para os meus ouvidos.
Desconcertas-me quando te ajoelhas no chão e não é para rezar mas para me deliciares com a tua língua entre as minhas coxas.
O meu vicio são os teus beijos sugestivos nos meus lábios que me fazem antever a excitação de te ver cair de boca no meu sexo. E é por isso que te deixo brincar ao vai vem, não porque gosto de ti, mas porque adoro o teu talento oral!

 

A Vizinha

Ela é aquela que esteja onde estiver está na realidade noutro local

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Podes encontrá-la numa esplanada a olhar o mar, num café com as amigas, às compras num Shopping, numa discoteca a dançar no meio da pista, na bilheteira de cinema entusiasmada para assistir à estreia daquele filme, a rir como uma louca com os seus amigos loucos.
Ela pode frequentar infinitos espaços diferentes, mas a sua cabeça está sempre no mesmo lugar – no mundo dela.
Repara como ela dança no meio da pista, para quem se destina aquele olhar cheio de tudo? Para quem sorri ela, enquanto o seu corpo ondula naquele oceano de sons?
Rodeada de pessoas, ela distância-se do que pode ver, cheirar, tocar naquele instante, mas não, ela perde-se no seu mundo, e é lá que tenta encontrar algo, não te sei dizer o que é e aposto que nem ela o sabe.
Repara como ela se distância da companhia das amigas naquela esplanada. Sim, ela está ali, sorri, brinca, diz piadas, partilha histórias, mas agora olha com atenção. Ignora as gargalhadas ou o quão é comunicativa, até onde vai e alcança aquele olhar?
Vê como o olhar dela, despreza as imagens que estão à sua frente e as contorna para então se perder e regressar ao seu mundo.
Sim, ela sou eu.

 

AVizinha