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Tenho saudades…

Tenho saudades…
Saudades de ouvir, sentir, cheirar…
Saudade daquele momento em que me fazes esquecer tudo o que me rodeia. Por instantes esqueço todos os meus problemas e viajo pelos meus pensamentos fora. És o único que me faz parar no tempo. Preciso de te ver novamente. Sentir o teu cheiro mesmo antes de te ver. Sentir-te a subir pelas minhas pernas fora. Preciso tanto de esvaziar a minha cabeça. Infelizmente estou bem longe. Neste fim do mundo não tenho acesso ao mar. Não te posso ver.

Mas um dia… Breve…vou voltar!

Peregrinus #69Letras

Até breve…

Purpura princesa que a olhos vagueia,
entre lobos acantonados nas cercanias,
acorda de teu pesadelo que o corpo te medeia,
não existem medos, nem urzes queimadas em serras vadias.
Purpura princesa, de caminhos trilhados,
vontades despertas em acampamentos de corpos lavrados,
por essa vontade incerta de mexer em amor deitados,
no suor agreste da mente suja de pecados.
Purpura princesa desperta e deixa o passado,
acanta te na beira da água que nasce da serra,
bebe da vida o cálice fresco e imaculado,
corpo presente em hortelã deitado.
Purpura princesa de sorriso semi aberto,
teu pensamento divaga sobre o céu descoberto,
na cor purpura de teu corpo de duna no deserto,
onde outrora nasceram cactos na mão puro gesto,
de liberdade aprisionada a cinzel no teu corpo manifesto,
levanta te, porque beleza que tens é muito mais que cor,
exterior de princesa e alma de rainha da primavera,
cheiro a calor em lenha de castanheiro a arder,
chama acesa a queimar devagar na beira da montanha onde a dor,
que te acompanha não será favor nenhum, a ti mulher sincera,
numa cabana de porta de madeira, sempre aberta, estarei a tua espera.
Colorida princesa, de porta saída,
corpo leve, alma varrida,
cheiro a primavera em teu peito sentida,
e gesto de sorriso numa curta despedida.
Até breve…

 

Tornaste-te no meu mundo

Breve e penetrante foi o toque da tua mão na minha, célere e memorável é o encanto do teu olhar.

Foi o tempo insuficiente para tanto! Merecíamos mais…juntos éramos mais! Eras tu na tua rotina era eu embrenhada na minha, mas juntos a cada suspiro lavados em saudade.
Quantas vezes, em pezinhos de lã espreitei a memória e a vi velejar pela lembrança do teu doce olhar toda ela derretida, de mão dada contigo na praia ao luar. Imagina o meu espanto! Logo eu que só conheço o romantismo quando o escrevo e não o vivo! Logo eu fui-me render a estes pensamentos porque tu encaixaste neles. Tu fazes-me sentir e querer pertencer ao grupinho dos apaixonados e fazer todas as idiotices e clichês ao teu lado!
Deitada, adentras pelos meus pensamentos, sinto-me abraçada por eles como se fizessem parte do meu presente, a minha cama está vazia e tu não estás ao meu lado.
Apaixonei-me! Não uma, não duas, mas todas as vezes que olhavas para mim, sentia-me certa, a tua certeza e pode até ser coisas da minha imaginação, mas ficava com a sensação que cada vez que me olhavas contemplavas o teu sonho de mulher…

Será que deste conta que te estavas a tornar no meu?

Tantas foram as vezes que me perdia a vislumbrar-te… podias tu (e disso tenho a certeza), ter sido o meu eterno namorado, o primeiro que duraria uma vida, o meu sorriso a cada despertar, o aconchego ao anoitecer! O companheiro de uma vida, o meu amado e desejado amante!
Brilhei por um parco tempo, pareceu um sonho e como detestei de acordar! Os dias ficaram sem graça e o meu coração tornou a esfriar…

Mas…!

Se tu ainda me pertences, se eu ainda tenho lugar marcado no teu coração então não vamos ser a dança que ficou por dançar, nem as palavras que ficaram por escrever, vamos ser aqueles que amam e que vão viver para esse amor!

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015