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Camisa

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Como ficarás tu…
Em camisa de dormir…
Quantos botões preciso desapertar…
Para te conseguir despir…
E debaixo dessa camisa…
Trazes mais algo vestido…
Esta dúvida que tenho…
Já se tornou castigo…
E se eu te tocasse…
Por debaixo dessa camisa…
Procurando o calor…
Que o meu corpo precisa…
E aos poucos nossas roupas…
Espalhadas pelo chão…
Nossos corpos encostados…
Sedentos de Paixão…
Arrepio-te a pele com o meu toque…
Nossas bocas, sôfregas uma da outra…
Amo-te em cima da cama…
E no chão… A nossa roupa…
E fundimos nossos corpos um no outro…
Olhas-me… Chamas-me louco…
Mas a minha loucura és só tu…
E esse teu corpo… Agora nu…

Poeta Solitário

Presente de Natal

 

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(Ao telefone)
Ela: Estás em casa?
Ele: Sim
Ela: Convida-me para subir
Ele: Vem

Ele abre-me a porta com aquele olhar de quem acabou de despertar de um belo sonho, deteto um leve sorriso naquele rosto sempre tão sério.
Como é que ele consegue andar de tronco nu com este frio da Escócia? Tatuagem nova, marca na pele onde ainda não deitei as mãos… Ele observa-me.
Na cabeça o vermelho do gorro de natal realça os meus longos cabelos loiros, nos pés uns fatais saltos da cor desta época festiva, no corpo uma longa gabardine de cor creme.
Empurro-o para o sofá entre as pernas dele coloco o meu pé, com a perna fletida a gabardine deixa adivinhar a liga nas minhas coxas.

– O que é que queres para o Natal? Perguntei-lhe
– Quero-te a ti!

Recuo para o meio da sala, desaperto os botões da gabardine, viro-lhe as costas e dispo-a levemente. Assim que me torno a virar para o encarar já ele está no meu encalço. Crava-me aquelas mãos no rabo e levanta-me, enrolo as pernas na sua cintura e rapidamente me joga contra a parede. Os meus dedos enlaçam nos seus cabelos, respiração com respiração, olhos com olhos beijamo-nos, um formigueiro percorre o meu corpo, a boca dele é quente e a barba roça nos meus lábios, já me tinha esquecido como é explosivo tê-lo em mim em como me torno fênix e renasço com na boca dele.
Num ápice estávamos na cama e todo o meu corpo enrodilhado no dele. Pela primeira vez deixou-me ser o comando do desejo, subjugou-se ao meu corpo sem impor a sua necessidade de controlo e então fui finalmente a mulher a quem ele se deixou render e sentada majestosamente em cima dele, com uma mão a apertar-lhe o pescoço fiz do seu sexo a musica do meu corpo, fi-lo sentir-me profundamente olhos nos olhos até todo o meu corpo se perder em orgásmicos espasmos.
De gorro de mãe natal ajoelhada no chão ele triunfou como triunfa orgulhosamente uma cereja no topo do bolo e foi minha boca o cálice do seu desejo.
Feliz Natal!

?A Vizinha

Desafio sabes o que é?

 

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Fotografia: Via Pinterest
É fingir que não me interessas
Que a tua presença não me afeta
E que um simples sorriso teu não me convence!
É negar-te um sorriso de volta
Manter a voz firme e pausada
É controlar a temperatura do corpo para não te querer.
É não suar quando pousas o olhar em mim
É não perder a postura enquanto tremo na tua presença.

Desafio sabes o que é?
Não responder ao teu beijo com desejo e vontade
Controlar as minhas mãos para não desabotoar os botões da tua camisa
É não arquear a minha cintura na direção da tua!
É negar o quanto te quero te desejo e venero
É tentar não cair aos teus pés quando sussurras o meu nome
É não estremecer quando em mim tocas de surdina apenas para me provocar….

Desafio é negar que não sou tua fiel devota e que a ti não pertenço!