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A Primavera das nossas vidas

Todos nós temos aquelas fases em que reparamos mais nos passarinhos a chilrear. É inevitável!

O sol parece que brilha mais nas nossas vidas, o calor ameno que beija as nossas faces rosadas com um sorriso tolo estampado.

Os problemas reduzem-se à sua insignificância e a vida assobia uma melodia aos nossos ouvidos.

E nós autores das 69letras até brincamos com as cores na nossa escrita.

A Primavera entranha-se em nós e brinca com as nossas vontades e casmurrices! Nada parece ser tão grave como até ali fora, ganhamos ânimo para enfrentar o dia a dia enfadonho e as borboletas no estômago ganham outra dimensão.

A estação do amor!

Onde tudo ganha cor e vida! Saboreia-se uma tarde calma! Deliciamo-nos com as coisinhas mais simples da vida! Nosso corpo está mais leve! O espirito mais animado!

Quem me dera que fosse todo o ano Primavera! Onde as pessoas sorriem mais e com vontade mesmo! As gargalhadas saem espontaneamente! Não há nada que possa correr mal! Porque esta é a primavera das nossas vidas! Cheia de oportunidades boas! Um futuro risonho pela frente que teima em sorrir-nos!   

©Miss Steel 69letras 2017 

O que faço?…

O que faço?

O que faço com as borboletas que tenho dentro de mim, porque me incomodam assim, teimam em voar sem medidas, inconstantes e desabridas, sem noção do mal que provocam, de impossível sentimento, com as asas insistentemente me tocam e me arrancam um lamento.

Primavera há muito que não sou, talvez Outono de folhas caídas, ou ramo de flores colhidas, onde não pousam borboletas desmedidas, fruto de uma paixão, que me assola o coração.

Malditas borboletas, tenho que as soltar, mas ou muito me engano, ou em todas as estações do ano, gostam de cá estar e teimam ficar, tal como este amor que vivo que esquecer não consigo.

Miss Kitty #69Letras

Estrelas

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Texto Erótico|M18

– Anda, quero mostrar-te um sítio.

– Agora? Vão dar por nossa falta?

– E o que tem? Preciso de ti mais do que nunca.

Apenas sorri. Pegaste na minha mão, entrelaçaste os teus dedos longos e grossos nos meus e enquanto nos dirigíamos para a porta, imensos olhares focavam o nosso caminhar, os nossos corpos, as nossas mãos… Por momentos parecia que estávamos a caminhar sobre uma passadeira vermelha onde toda a atenção recaía em nós. Começo a sentir borboletas na barriga, nunca me tinhas segurado desta forma, com esta certeza. Afinal não passávamos de uns meros amigos que de vez em quando se encontravam para “estudar anatomia”.

Da última vez prometemos que seria a última vez, tal como todas as outras vezes. Já perdi a conta de quantas promessas já quebramos… seria para ser só uma vez, só um contacto, só uma noite, mas esta minha carência pelo teu toque e a tua carência pelas minhas fantasias combinam na perfeição.

– Já me vais dizer o que me vais mostrar?

– Quando chegarmos, verás.

(…)

– Este será o nosso lugar. Gostas?

Sinto a tua mão a pousar delicadamente sobre a minha anca, a puxares-me aos poucos para a tua frente e sem dar por isso, já estavas abraçado a mim. O meu corpo começa com suaves arrepios, é estranho, fazes-me perder a noção das vezes que já estivemos juntos, mas ainda consegues despertar esse efeito em mim.

– É lindo! Daqui vemos a cidade toda. Nosso? O que queres dizer com isso?

– Não queres que seja nosso?

És tão bom a fugir ao assunto quando me respondes com outra pergunta. Consigo sentir o teu coração a acelerar. A tua mão hesita-se, ficas sem saber onde me tocar, pousas-la devagar, com aquele toque quente na minha barriga, a tua respiração ofegante junto ao meu pescoço e o teu tesão bem junto do meu rabo.  Adoro senti-lo e ver-te assim, mordo o lábio e encosto-me mais um pouco para o sentir, viro-me para ti. Faço aquele olhar sedutor, desaperto as tuas calças, amarro-o, olho-te nos olhos e beijo-te. Caramba, que se passa contigo hoje?  Estás desajeitado com os beijos, estranho mas ao mesmo tempo tão romântico.

– Vem, deita-te aqui comigo. Olha como as estrelas brilham.

De facto, nunca tinha reparado muito nas estrelas, nem fazia ideia de que te interessavas por estrelas. Olho e vejo-as a brilham intensamente, intensamente como o desejo que tenho em te saltar em cima. Trazes-me aqui para ver estrelas? O sitio é fabuloso, de facto, a minha mente já está a trabalhar em simultâneo com a tua… estás à espera que diga alguma coisa não é? Não me vem nada à cabeça, o meu pensamento já está muito para além daquelas estrelas. Surge-me então :

– Não podes ir buscar uma para mim?

Não era nada disto que queria perguntar, só me ocorrem perversidades, aquelas que tu adoras. Dou-te a mão.

– Para que ir buscar uma, se tu já o és.

Trocamos olhares, sento-me na tua barriga, sinto as tuas mãos a subirem-me pelas pernas parando e apertando o meu rabo. Assim sim, já pareces o “bad boy” que conheci, desinibido.  Desaperto a tua camisa, muito devagar, botão a botão, sempre de olhos nos olhos, consigo sentir o teu desejo. Rebolas, fico por baixo, a relva está húmida, tal como eu. Desapertas o meu vestido… e permanecemos lá até o amanhecer.

 

DamaDeCopas

Ai se eu um dia te beijar, ahahah

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Ai se eu um dia te beijar, ahahah até me rio só de pensar, na cena das borboletas a pairar e outras cenas que conseguia fazer animar e não era borboletas não, escusas de te por a imaginar. Se um dia te beijar não é a lingua que te vai incomodar, porque mesmo suspendendo o teu respirar, vais sentir aquela falta de ar que ressoa na cabeça quando ouves o coração a bombear. E nesse beijo em que ficas a flutuar, vês cotovias no montado a pairar, chaminés de forno aceso e cheiro de pão quente no ar e manteiga derretida a acompanhar. E nesse dia em que te beijar, em que teu coração na minha morada pela porta entrar, ouvirás o som do piano velho da sala a tocar apenas para ti, para teu rosto encantar. No dia em que eu te beijar, despedes te de ti no cais de embarque em que te fizeste embarcar, segura no caule do girassol sorriso que te fizeste acompanhar na mais perfeita forma de juizo sem forma de te julgar. Nesse dia em que te beijar e em que te sentirás voltar a viver, a ocupar o teu lugar que te dá direito novamente a amar é nesse dia de encontrar que te vais perder, que serás tu mesma, uma conhecedora do teu ser, alma viva, livro aberto de pagina em branco a se escrever. Nesse dia com a mente em desalinho, sorrirás só para mim, sorriso unico do certo caminho, vida consentida e corpo dado numa cama enrolada em lençois de linho e no meio de tanta perfeição imaculada havemos de nos amar devagarinho, sem pressas de sair de tua morada. No dia em que te beijar todo o teu mundo vai mudar, mas queres mesmo saber ? Nao queres nem, te vais importar, renasces para ti, somente para ti sem nenhuma satisfação ou vontade de a dar, apenas sofrega de meus lábios procurar numa sede imensa essa vontade de á cama voltar.

O Inquilino