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Coitada. Está apaixonada.

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É-lhe muito mais fácil negar do que admitir que o quer e que sem ele não quer mais estar. É como se ao admitir não houvesse volta a dar, como se ela se pegasse ao colo e aos braços dele se entregasse: Toma! Sou tua.
Só a ideia de ela dizer que está apaixonada fá-la chorar. Diz ela que a faz sentir fraca, vulnerável, despida. Como se se abandonasse a sim mesma para se dar a ele.
Parece uma presa encurralada, mal consegue respirar o medo impera no olhar e o corpo não pode estar de tão agitado. É irônico vê-la assim. Ela que sabe sempre o chão que pisa e porque o pisa, ela que tem sempre respostas prontas e opinião sobre tudo. Agora não sabe nada. Não sabe que fazer, está desorientada, desnorteada. Sente-se louca.
Está apaixonada. O que poderia ser bom, só é pena aquele não teimoso, aquela cobardia em arriscar.
Sim, sou cobarde.

 

A Vizinha

Shiuuuuuuu, não digas nada.

 

Lancei-lhe um olá, foi tudo o que consegui dizer, mas tenho a certeza que o meu olhar lhe contou o quanto ainda a quero.
Como é que ela faz? Os anos passam, mas ela continua com aquele olhar inocente, e mesmo sabendo que não é, continua a deixar-me louco.

Como é que é possível?
Veste-se de inocência, sorri e cora com timidez, foge com o olhar quando se sente invadida, brinca com os cabelos quando a mente vagueia em sonhos e quando as roupas desaparecem da pele, veste-se de Afrodite, sorri de satisfação quando sobe para o teu colo, cora de desejo, devora-te não só com o corpo mas também com o olhar, segura nos cabelos e entrega-tos para que a tomes.
Menina que se esconde entre roupas, mulher que se revela quando se despe.
Já faz algum tempo que não te via, e durante todo este tempo é a ti que sempre quis e quero.

Eu sei que mexo contigo, e desta vez não vais fugir com desculpas, se abrires a boca é para te calar com beijos, e garanto-te, desta vez vais pegar fogo,

cede,
cai nos meus braços,
deixa-me desvendar a tua respiração,
decorar o teu cheiro,
deixa-te aquecer no meu abraço,
Shiuuuuuuu, não digas nada.

Sente, sente como os nossos corpos quando se unem giram como um furacão.

Nunca me senti assim, apenas tu, menina mulher fizeste o meu coração agitar, descompassar, podes tu agora, ceder ao invés de fugir e dares oportunidade ao amor?

 

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015

Estou sempre zangada contigo.

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Já sei porque estou sempre zangada contigo, porque tanto implico e te trato como se me tivesses “feito algo de mal”, como tanto te queixas.
Tu nao sabes, mas sim, fizeste algo que não devias, que não era suposto e é por isso que te castigo, não o devias de ter feito, não te autorizei.
Aliás, sempre estive na defensiva, fui cautelosa disse-te com todas as letras que sou minha, toda minha, mas mesmo assim nada te demoveu de me roubar.
Não te perdoo por teres roubado o meu coração.
Quem disse que podias? Que eu queria?
Devolve-o. Estou a reivindicar o que é meu. Não quero tu ou outro alguém a segura-lo.

É meu.

Dá-mo.

Devolve-me.

A Vizinha

Fujo de ti como o diabo foge da cruz

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Tramaste-me.
Fujo de ti como o diabo foge da cruz não que eu seja um anjo, mas tu és terrivelmente diabólico queres-me aprisionar a ti que deixe de ser minha para ser tua.
«Tu já és minha» Irritas-me quando dizes isso, és convencido, presunçoso e… tens razão! Mas não ta dou, pelos vistos não preciso, tu sabes tudo, sabes antes de mim, mais que eu. Sabes-me.
No instante em que te vi sorrir pela primeira vez eu soube. Apenas soube que me poderia vir a apaixonar por ti e é por isso que te evito.
Escondo-me de ti, privo-me de te olhar, não deixo que me vejas e por isso não te sinto, não te abraço e não sorrio com o teu sorriso.
Tenho de te evitar não me quero apaixonar…mas espera!
Não estarei eu já apaixonada
por ti?

 

A Vizinha

Ao que iríamos brindar?

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Tchin tchin.
O nervosismo tomou conta de mim quando os copos foram servidos.
Íamos brindar. Mas ao quê? – era a pergunta que me passava na cabeça. À tua chegada e precoce partida? Ao início de algo que vamos deixar passar ao lado ou ao fim de algo que tudo foi, mas não será? Ao que iriamos brindar? Aos breves momentos porque estes não são eternos?
Envolvidos pela luz vermelha daquele espaço, aproximamo-nos lentamente, de mão dada com o olhar os copos tilintaram, no ar apenas se escutou o leve borbulhar do champagne e o nosso brinde… foi selado. Com um beijo.

Apenas um beijo

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Um beijo é tudo o que te peço.
Só preciso de te dar um beijo para devolver à tua alma a esperança e voltares a acreditar que poderás voltar a amar,
Apenas um beijo será suficiente para sentires que ao meu lado nunca deixarei que te falte nada e que se é o céu que me pedes é para lá que voaremos.
Só te peço um beijo, um único beijo para provares o gosto do quanto te quero e te convencer a entregares-me a tua alma, saborearás nos teus lábios o gosto do amor, e sei que não o irás desperdiçar.

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Eu mortal, tu imortal.

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Olho para ti e ainda não descobri porque tanto me atrais, porque ouvir o teu nome me faz tremer e o meu corpo se dá a ti sem restrições.
Tu e esse teu sorriso deslavado cheio de más intenções são a minha perdição, deixas-me nervosa, perco o raciocínio e a razão porque tu és tudo e mais um pouco do tudo o que não consigo explicar.
Entraste na minha vida mas não vieste sozinho, trouxeste um vendaval de emoções que veio baralhar desorganizar tudo o que sou, o que penso e o que sinto. Aterrorizas-me por isso, deixas-me louca hipnotizada atordoada! Transformas-me na mulher que desprezo, que sempre fugi ser, mas contigo não tenho hipóteses.
Tu és mestre e eu escrava,
eu presa e tu caçador,
tu és colecionador e eu sou artefacto,
eu papel e tu caneta,
tu és poeta e eu inspiração,
eu mortal e tu imortal.
E neste vendaval de tensão tesão alucinação tu és o meu mar, a minha terra, o meu ar, a minha paz e o meu aconchego. Por isso, tal como a uma flor, planta-me no teu lar e vamo-NOS demorar!

 

A VIZINHA