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Falaram pouco sorriram muito. Eram um do outro.

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De 1 a 10

Foi no dia 1 deste que mês que ele lhe ofereceu 2 rosas vermelhas. Mandou-as entregar no local de trabalho às 3 da tarde. 4 amigas roeram-se de inveja enquanto ela corada, sorria feliz por aquele ato. Já não se falavam há 5 dias, pelas 6 horas ela mandou-lhe uma mensagem a convida-lo para jantar no restaurante onde jantaram no 7º encontro. Ela vestiu aquele vestido preto que tão bem lhe assentava, colocou os saltos prateados e um colar que descia pelo decote.
Já dentro do carro ela observou-o à sua espera à porta do restaurante. 8h em ponto como fora combinado, pontual como sempre. Jantaram tranquilamente e notava-se como estavam felizes por se verem novamente, deram as mãos sobre a mesa, e saborearam o vinho imaginando absorver o sabor nos lábios um do outro. Falaram pouco sorriram muito. Eram um do outro. Uma mesa com 9 pessoas olhavam-nos encantados conseguiam sentir que estavam num mundo diferente daquele casal, podiam gargalhar e brindar, mas aquele amor não o teriam. Era tão deles. Pagaram o jantar e partiram num só carro, já no elevador o fecho do vestido fora aberto e as calças dele desapertadas. Foi num 10º andar que se uniram pela primeira vez.

?A Vizinha #69Letras

 

Acho que lhe vou tirar a caneta das mãos

 

Lá está ela rodeada de pessoas, sentada numa mesa com uma vela acesa e copos vazios pelas bocas sedentas daquele bar, e ao lado dela, as colunas a rebentar nos seus ouvidos.
Lá está ela, unhas e cabelo arranjado, sentada na mesa, nos pés uns clássicos saltos altos pretos, e no seu corpo um belíssimo vestido preto de mangas transparentes e costas descobertas, e as pernas expostas impossíveis de não reparar.
Lá está ela no seu dialogo com o papel e a caneta a escrevinhar parvoíces, coisas com ou sem sentido, o que para ela não importa. O que ela gosta é de conversar consigo, com a sua mente de múltiplas personalidades, quereres e sentires, e confusão de pensamentos aleatórios que passam em rodapé em simultâneo.
Lá está aquela Loira, parece tão sossegada, tão bem comportadinha.. aaaah, mas não pode ser!
O que será que a faz levantar-se da cadeira e perder-se entre a multidão em danças ou conversas ocasionais? O que será que ela tanta escreve? Quererei eu ler?
Será que ela me notou? Me viu?
Bolas, parece tão compenetrada no que está a fazer…
Quem é ela? Como será a sua voz? Será meiga como aquele olhar que me seduz?
A vela arde e perante a sua luz os seus olhos e cabelos brilham, e ela, não tira os olhos do papel…
, puxá-la da cadeira e oferecer-lhe uma bebida….

© 👠Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2015


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