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Prometo-te.

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Abraçar sempre que precisares daquele abrigo,
Sorrir sempre que precisares de colorir o teu dia,
Beijar-te quando o silêncio já não chegar,
Acariciar o teu corpo quando este pedir ou até mesmo quando não pedir,
Mimar enquanto descansas deitado ao meu lado,
Proteger quando o chão ruir sob ti,
Fazer-te corar com a minha meninice.
Prometo-te estar. Ser. Cuidar. Partilhar.
Prometo estar ao teu lado. De igual para igual.
Prometo-te.
Ser eu.

Os teus lábios são o teu cartão de visita.

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Impossível esquecer a bela Margarida, morena magra com curvas deliciosas, olhos doces e penetrantes, lábios perfeitamente desenhados, sorriso escondido pela timidez mas impossível de resistir, cabelos negros e suaves como a seda que lhe escondem o rosto, e subtilmente discreta.
Foi quando ela estava a picar o gelo para as bebidas que me aguçou a curiosidade.
O jeito como a bela Margarida colocou o cabelo atrás da orelha acordou os meus instintos de predadora, revelou um delicioso pescoço acompanhado por uns ombros que dão vontade de morder, o que me fez perguntar o que mais esconde aquela Margarida.
‘vou-te beijar’, deixei escapar quando me levantei e fui para junto dela. Retornei ao meu lugar e deixei-a estar entre o gelo e as palavras que lhe deixei.
A festa estava animada e o som das pessoas satisfeitas ecoava no ar, mas ela deixou se estar ali, perto de mim, encostada à bancada da cozinha sem nada dizer.
‘és minha’ pensei.
Fui para junto dela, levanto-lhe o rosto escondido pela timidez, com a mão esquerda seguro-lhe os cabelos na nuca e exponho a beleza daquele rosto com a mão direita trago a boca dela à minha… Doce e intensa Margarida de fazer ferver o sangue ao sentir a ansiedade dela no peito a arfar contra o meu. Deliciosa morena que se rendeu aos meus caprichos.
Beijo doce e delicioso… Fui provar o resto….

Cenário para hoje…

 

Hoje o cenário será este.
Imagino-nos de pé, a expor a nossa nudez à cidade através da enorme janela da sala.
Vejo a nossa pele, tatuada pelo reflexo das gotas da chuva a escorrer no vidro acompanhando as linhas do corpo.
Hoje e para já, só quero contemplar o mundo lá fora e o templo que vestes. Para já não quero o teu desejo dentro de mim ( para já ).
Hoje quero o silêncio da voz e o diálogo do olhar.
Hoje, quero o erotismo de dois corpos despidos sob a luz cinzenta deste dia.
Hoje, quero o teu abraço a surgir por trás do meu corpo nú e ser penetrada pelo teu toque.
Hoje, só beijamos a pele e amanhã os lábios.

Hoje quero que as nossas almas se encontrem e se fod@m no meio da sala enquanto os nossos corpos estão sentados no sofá a beber um bom vinho.
Hoje, será assim!

© A Vizinha  69 Letras 2015

O acaso os separou o acaso os uniu.

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Encontraram se num acaso, desses acasos de porta semi aberta em que o conhecimento é feito a medo e com receio que não haja alongamentos ou avisos prévios para desaparecer. Falaram do tudo do nada, da familia, dos filhos, do emprego, do dia a dia comum a tantos mortais. Sorriram naquela mesa de café como se fossem intimos há muito tempo e tocaram se nas mãos, num toque trémulo com receio de tentarem forçar a porta semicerrada sem que sentissem tal á vontade que o encontro se …tornasse algo mais que só um encontro. Despediram se prometendo voltar a encontrar se brevemente. Ele partiu no dia seguinte para o estrangeiro, sem contar foi chamado a pressa para abrir uma nova filial e entre todos os afazeres não teve tempo para se despedir dela. Ela foi para fora também porque a ausencia dele e os constantes olhares para o tlm estavam a deixa-la deprimida. Decidiu viajar e escolheu um país de africa, porque tinha nascido lá e tinha saudades do cheiro da terra. Num desses dias de acaso quando o sol beija o mar ela sentou-se na areia da praia vagueando entre os pensamentos, qual ondas do mar que no seu vaivém, beijam a areia. Nesse final de tarde num toque assustado no ombro, levantou-se em sobressalto e encarou de frente com os olhos dele. E naquele impeto que tardou em ser, chegar e estar de tardio não passa. Beijaram se e amaram-se, não por acaso. Não procuraram explicações nem falaram sequer no assunto. O acaso os separou o acaso os uniu. Explicações para quê ?

O Inquilino

?A vizinha #69Letras

Beija-me!

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Beija-me!
Um pedido teu
Olhos nos olhos
E a timidez com que me vestiste.
Beija-me!
Um som que me estremeceu
Faces rosadas e
Sorrisos envergonhados.
Beija-me!
Olhos nos lábios, Lábios nos olhos.
Beija-me!
…. E beijàmo-nos!

?A vizinha #69Letras