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Ela aproxima-se…

Enquanto ela se aproxima, outras afastam-se.

Não por receio mas sim por respeito ao que ela tem de valor. 

Num mundo injusto e imperfeito não há espaço para falhas. 

Todos os dias são dias de batalhas, as vitórias de ontem nada são hoje. 

Vive-se no imediato e no instantâneo. 

A simpatia é confundida com fraqueza e a cobardia torna-se fortaleza dos fracos. 

Contudo ela aproxima-se sem medos e munida apenas duma arma. 

Ousadia!

Ousada em mostrar o que sabe e é capaz. 

Ousada na ambição rebelde de se manter ao lado dos seus semelhantes. 

Ousada por vencer com seu justo valor e espezinhar a hipocrisia de quem não tem nenhum!

Miss Steel  69letras

Este mundo foi pré-fabricado para os homens

Não digo que sou de ferro, mas maioria do tempo sinto-me uma dura.
Penso que é assim que devemos ser, quem em si, tem o espírito de luta e persistência.
Não desfazendo a lei do “participar”, que desde miúda não foi projectada em mim, realidades separadas, mas…

Este mundo foi pré-fabricado para os homens.

Sim, foi.
Poupem-me os feminismos!

Durante a evolução da mulher na história, sempre foram colocados no seu caminho, várias obstáculos e peripécias para que a “senhora” caia, que se esbarre redonda no chão. Na minha opinião só caímos porque, nós mulheres não somos o suficiente criticas connosco próprias.
Por vezes defende uma posição de desleixe, comprometendo, quem na realidade iguala os patamares na luta diária “contra” o eterno másculo. Vejo o mundo como a mãe das guerras, que ganhando todos os dias uma, sozinha e acompanhada, chegarei mais rápido ao meu objectivo principal.

Não somos seres desiguais, ou fracos perante nenhum homem.

A diferença está no trabalho, no empenho e na força de vontade, de nunca mas nunca deixar-se vencer por apenas tentar.
Neste campo de batalha, somos fisicamente iguais, de força e resistência.
Com inteligência e capacidade de adaptação superior.

Temos tudo para prevalecer e não para nos encostar.

Triunfa neste mundo quem se ousa a não igualar, mas sim a superar.

Krishna #69Letras

 

Lista de Schindler

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Fotografia: Via Pinterest

Violinos na parede, um piano ao fundo da sala sob o foco de um candeeiro e partituras espalhadas pelos móveis…
– Mas tu tocas, ou é só decoração?
– Senta-te. Já volto.
Ele entra na sala de violino na mão, senta-se ao meu lado. Falou-me de quando a música entrou na sua vida, da história daquele violino que tem na mão e ensinou-me a anatomia daquele instrumento. Estremeci ao encaixe do violino entre os ombros e o rosto. Ele aproxima o arco das cordas. [ ele vai tocar] Respirei fundo. A crina e as cordas beijam-se nas primeiras notas da Lista de Schindler…Ele aprisiona o meu olhar assim que o apanha, assim me perdi, ele se perdeu, sentimo-nos e compreendemo-nos. Cada poro desta minha pele sentiu cada nota tocada, as lagrimas nasceram no nosso olhar, rolaram no rosto e alojaram-se no meu peito. O coração… Também chorou. Ele pousou o violino, levantou-se, pediu – me a mão e abraçamo-nos. Naquele abraço tudo em mim gritava desordem. Um verdadeiro caos de emoções. As suas mãos, procuraram sentir o calor da minha pele debaixo do leve vestido, nasceu o beijo de libertação e nasceu a tesão entre beijos salgados. Os corpos entraram em combate, onde corações ensanguentados, peles feridas e almas decepcionadas se confessaram numa batalha desenfreada até morrerem de cansaço… E ali renasceram na suave esperança que o destino nos ofereceu.
Um frente a frente
e um caminho em frente.

A Vizinha