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Eu mortal, tu imortal.

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Olho para ti e ainda não descobri porque tanto me atrais, porque ouvir o teu nome me faz tremer e o meu corpo se dá a ti sem restrições.
Tu e esse teu sorriso deslavado cheio de más intenções são a minha perdição, deixas-me nervosa, perco o raciocínio e a razão porque tu és tudo e mais um pouco do tudo o que não consigo explicar.
Entraste na minha vida mas não vieste sozinho, trouxeste um vendaval de emoções que veio baralhar desorganizar tudo o que sou, o que penso e o que sinto. Aterrorizas-me por isso, deixas-me louca hipnotizada atordoada! Transformas-me na mulher que desprezo, que sempre fugi ser, mas contigo não tenho hipóteses.
Tu és mestre e eu escrava,
eu presa e tu caçador,
tu és colecionador e eu sou artefacto,
eu papel e tu caneta,
tu és poeta e eu inspiração,
eu mortal e tu imortal.
E neste vendaval de tensão tesão alucinação tu és o meu mar, a minha terra, o meu ar, a minha paz e o meu aconchego. Por isso, tal como a uma flor, planta-me no teu lar e vamo-NOS demorar!

 

A VIZINHA

Eu quero fugir de ti, mas tu não deixas!

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Quem és tu que surges com esse ar de galã e seduzes-me e baralhas-me? E quem te disse que funciona? (Talvez a minha falta de jeito em fingir que não gosto)
Quem és tu que calas as minhas teorias, receios, medos e ‘q’s’ com as palavras que sabem a beijos?
Quem és tu, que me chamas para os teus braços e que o meu lugar não é longe de ti?
Quem és tu, que me beijas com desejo e me acendes o desejo sem me tocares?
Quem te disse que podias chegar e aprisionar a minha mente junto com o coração?
Quem és tu, de onde viste e porque só chegaste agora?
Quem és tu que agora, não estás aqui?

© Cátia Teixeira 69 Letras 2015