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Nunca mais te vi desde esse dia…

Texto Erótico|M18
Foi a mais ou menos quatro anos numa das ultimas noites de calor que estivemos juntos pela ultima vez. Eu estava tão apaixonada por ti… Por que raio? Hoje penso em ti e sinceramente só sinto repulsa. Mas bom… Naquela altura era a ti que te queria. Foi uma noite arriscada mas que me ficara na memoria. Lembras-te?
Estávamos naquele bar perto do centro comercial. Já não estávamos juntos, até porque me trocaste por outra. Mesmo assim continuava a provocar-te da melhor maneira que sabia. E tu adoravas cada instante. Amavas a minha boca, os meus lábios carnudos e a minha língua… Com o olhar fixo em ti e ignorando os nossos amigos a volta, passava a minha língua pelos meus lábios com movimentos bem lentos. Dava-me um imenso gozo ver-te a remexeres-te na tua cadeira. Passava os meus dedos disfarçadamente com os teus olhos fixos em cada movimento que eu fazia. A tua tesão crescia e tu nada podias fazer.
Começaste a enviar-me mensagens e mandaste-me ir ter ao teu carro. Desculpei-me dos outros a dizer que tinha de fazer um telefonema. Pouco depois vieste também tu. Encostaste-me de costas voltadas para ti contra o carro e fizeste pressão contra o meu rabo para sentir essa tua tesão enorme. Sussurraste-me ao ouvido que me ias castigar e mandas-te me entrar no carro. Com o meu olhar de desafiadora disse que não. Com uma mão agarraste-me no braço e com a outra abriste a porta do carro. Empurraste-me para dentro. Entras-te também, ligaste o carro e não falamos mais uma palavra. Só paraste quando chegamos a zona industrial que ficava la perto. Estacionaste entre uns camiões e saíste do carro. Abriste a minha porta e eu saí para fora. Queria-te perguntar o que fazíamos ali, mas nem me deste tempo de dizer um ui.
Agarraste-me pelo cabelo e beijaste-me com uma intensidade que nunca antes tinhas feito. A tua tesão roçava em mim. Levei as minhas mãos ao botão das tuas calças e abri-as. Puxei as calças e os boxers para baixo e senti o teu pénis a saltar erecto contra as minhas mãos. Comecei a massaja-lo lentamente, soltas-te um gemido. Olhaste para mim sem dizer uma palavra. Quem falou foi o teu olhar. Suplicavas-me para te saborear com a minha boca. Desci e ajoelhei-me em frente a ti. Passei a minha língua na ponta e vi o prazer nos teus olhos. Massajando com as mãos e passando a minha língua em volta dessa tua tesão gostosa, lubrifiquei-o todo. Comecei por chupar só a ponta… O teu olhar escureceu. Eu sabia que estavas a adorar cada segundo. Envolvi-o todo com a minha boca e com movimentos rápidos e sugadelas, fiz-te vir quase na minha boca. Mas cabra como sou parei antes de te vires. Ficas-te a olhar para mim com cara de incrédulo. Respondi-te que não era a tua noite de prazer mas sim a minha. Só tive tempo para me levantar. Ajoelhaste-te em frente a mim, baixaste-me as calças e puxando a minha cueca molhada para o lado, começaste a penetrar-me com os teus dedos e a tua língua habilidosa. Fizeste-me vir ali mesmo com um orgasmo bem intenso. Paraste… Tiraste-me a camisola e com um movimento rápido abriste o meu sutiã. Tiraste-o e começaste a massajar e sugar os meus peitos. Levei a minha mão direita ao teu pénis e massajei ao mesmo ritmo que me sugavas os bicos. Viraste-me de costas para ti e debrucei-me em cima do capo do carro. Enfiaste dois dedos na minha vulva, retiraste-os e penetraste-me com uma brusquidão enorme. Fodeste-me ali mesmo, e presenteaste-me com dois orgasmos intensos antes de entrares também tu em êxtase.
Depois de recuperarmos o fôlego vestimo-nos e voltamos para o bar. Nunca mais te vi desde esse dia…

É sempre o mesmo jogo.

É sempre o mesmo jogo. Ou acaba contigo a implorar para que fique enquanto me vês partir, ou acaba comigo ajoelhada aos teus pés.

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Fotografia: Via Pinterest
Entro no bar finjo não te notar, sento-me na mesa do centro para que me alcances, e desprezo-te. Sempre que os teus olhos me mordiscam, surge uma terrível comichão no meu tornozelo ou brincar com o meu cabelo passa a ser um entretém fascinante.
É sempre o mesmo jogo.
A melhor parte é quando me vou embora. Despeço-me com um beijo no canto dos teus lábios, um leve roçar de corpo até que me puxas para ti ardendo de vontade e súplicas para que espere que todos se vão. Na maior parte das vezes não fico apesar do meu corpo ficar inconsolável, mas este meu lado sádico, gosta de morrer e de te ver arder de vontade. Ler tesão no teu rosto é um autêntico éclair de prazer. É quando te sinto doente de desejo que fico. Fico para que me castigues por te fazer implorar por mim, por me aproveitar do teu ponto fraco. Eu.

A Vizinha

Como será a voz daquele homem?

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Elas continuaram eufóricas a partilhar as peripécias da semana, eu ensurdeci assim que aquele estranho entrou no bar com aquele caminhar descontraído, os primeiros botões da camisa por apertar, mão no bolso, cabelo desalinhado, barba por desfazer.
A boca secou-me, de repente ficou calor, sinto as faces a corar, e de certeza que foi possível ver faiscas a saltar-me pelos olhos.
Quem é ele? Cumprimentou o dono do bar e este serviu-lhe o habitual. ‘É cliente habitual, tenho de vir cá mais vezes’.
Visita breve a dele ao bar. Foi-se embora e levou a lufada de Primavera que me perfumou assim que entrou.
Não sei quem é aquele estranho, e por o ser, não deveria de ter nada a dizer sobre o mesmo.
Como será a voz daquele homem?
Será que é uma voz forte? Será que é daqueles homens que quando falam, deixam uma mulher sem jeito, sem saber onde fixar o olhar, sem saber o que fazer com o cabelo, se atrás da orelha se à frente do rosto, será que me faria tremer se sussurrasse o meu nome?
Como será as mãos daquele homem?
Será que esculpiam arte? Será que são famintas, curiosas e aventureiras?Será que as mãos daquele homem sabem amar e abraçar uma mulher?
Amanhã voltarei àquele bar

 

Imagem: Fabian Perez Artist

A Vizinha