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Problema que é comum entre muitas mulher | Texto de Blaya |

Vocalista dos Buraka Som Sistema e bailarina, Blaya revela nas redes sociais que nem sempre se sentiu confiante no corpo atlético que tem devido um problema que é comum entre muitas mulher:

“CELULITE sempre irá ser um terror e sempre será falada como se fosse alguma coisa nojenta e má! Nós todos homens e mulheres , mais especialmente mulheres temos uma queda para a celulite que é fora do normal . Sempre fiz exercício desde bebê! E sempre tive celulite! Há pessoas que simplesmente apesar de fazerem bastante exercício continuam a ter celulite. Claro que se tivermos uma alimentação SUPER SAUDÁVEL E RESTRITA a celulite vai embora muito mais rápido e a massa muscular começa a aumentar, mas há pessoas que com um determinado tipo de vida não conseguem ter uma alimentação correcta e assim torna se mais difícil mandar a celulite embora. O exercício facilita o desaparecimento claro mas o melhor de fazer exercício é de ao fazermos estamos a estimular o nosso corpo e até mesmo a trabalha lo para desafios do nosso dia a dia!

Houve alturas da minha vida que tinha vergonha de vestir calções especialmente em concertos porque ia ter milhares de pessoas a minha frente a olhar pras minhas pernas.

Para me sentir melhor comecei a fazer mais exercício de pernas e a tentar comer menos porcaria ( apesar de ser difícil), claro que melhorou mas ainda cá está e eu na verdade não tenho problemas nenhuns porque não interessa se tens muita ou pouca celulite.

O teu sorriso e a tua maneira de estar vão definir o teu corpo, vão mostrar as tuas forças e isso vai passar pra todos! Vão te ver como um todo e não só é apenas como umas pernas ou um rabo!” 

 

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Nos corpos não há ‘o que devia ser’

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Na fotografia: Ashley Graham

“O corpo é como um planeta Terra. É um país em si mesmo.
É tão vulnerável ao excesso de construção, à divisão em parcelas, ao esquartejamento excessivo e despojado do seu poder, como qualquer paisagem. A mulher mais selvagem não será facilmente influenciada por esquemas de renovação. Para ela, as questões não se colocam quanto à forma, mas sim como se sentem. Os peitos, com todas as formas que assumem, têm a função de sentir e amamentar. Estão a amamentar? Estão a sentir? São bons peitos.
As ancas são largas por uma razão: encerram um espaço ebúrneo onde irá ter lugar o nascimento de uma nova vida. As ancas de uma mulher são os alicerces da parte superior e inferior do seu corpo; são portões, são uma almofada sumptuosa, são os apoios das mãos no acto de fazer amor, servem para as crianças se esconderem. As pernas servem para nos levar, às vezes para nos dar impulso, são elas que carregam o nosso peso e nos ajudam a levantarmo-nos, formam a cerca, o laço para envolver o amante. Não podem demais nem de menos. São o que são.
Nos corpos não há ‘o que devia ser’. A questão não é o tamanho, nem a forma, nem os anos, ou mesmo ter dois elementos de cada, pois com algumas pessoas isso não acontece. A questão que interessa é: este corpo sente, tem ligação ao prazer, ao coração, à alma, ao que é natural? Sente felicidade e alegria? Consegue, à sua maneira, mover-se, dançar, balançar-se, empurrar? Nada mais interessa.”

CLARISSA PINKOLA ESTÉ
in Mulheres que correm com os lobos