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Estava calor, não sei se era do vinho ou se era de mim… | Momento Erótico |

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| M18|

O jantar tinha corrido na perfeição
a conversa fluiu naturalmente,
a comida estava deliciosa
duas garrafas de vinho se esvaziaram.
Sentia-me leve
Sentia-me satisfeita.
Ele foi tirar os cafés
Aguardei na sala.
Estava calor,
não sei se era do vinho
ou se era de mim.
Fui até à varanda
não havia vento o
céu estava estrelado.
Estava lindo.
Perdi-me em pensamentos
a lua estava especialmente bela.
Ele estava a demorar
será que ele tinha gostado de mim?
Gostei dele!
Que se seguirá?
Ele interrompe os meus pensamentos
os seus passos a aproximam-se.
Senti que ele me contemplava,
inclinei-me sobre a varanda salientando as minhas formas
iluminadas pela lua.
Inspirei fundo
Surpresa, abro os olhos!
Colou-se a mim
agarrou-me a cintura,
toda eu estremeci,
inspirei novamente
e ficamos assim a sentir-nos
colados um no outro.
Queria mais…
não ia pedir…
desviei os cabelos
Revelo-lhe o meu pescoço,
beijou-o no imediato
nem se fez esperar,
a mão dele acariciou o meu ventre,
perdeu-se nos meus peitos
e tornou a descer…
afastei as pernas dei-lhe a entender que podia prosseguir.
Não se fez tímido,
subiu o vestido,
desviei as cuecas
e deixei-o entrar dentro de mim.
Uma estocada
um gemido incontrolável…
shiuuu baixinho olha os vizinhos do prédio em frente – disse-me ele!
Entre suspiros
e entredentes
gemi ao ritmo
que ele se movia dentro de mim…
fomos para dentro,
as roupas tinham de sair…

  © ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2016

Ilustração: PetiteLuxures (via instagram)

Voltei a sentir-te com a alma.

615448_10152277488229132_8095765461350871392_oImagem: Fabian Perez

Ainda estávamos na café quando te sussurrei o meu desejo para mais logo, tomar um duche às escuras contigo.
o me perguntaste porquê apesar do teu olhar incrédulo apenas limitaste-te a sorrir e a consentir o meu pedido.
Foi no hall de entrada, com as luzes apagadas que nos despimos sem presas. Segurei a tua mão e atravessamos os corredores até à casa de banho.
Reencontrei-te naquele duche às cegas…
Foi assim que nos amamos naquele banho quente – à descoberta. Sem luzes, sem contornos iluminados, sem olhares, tu e eu, a água e o som da mesma a correr sobre nós e o vapor da temperatura a envolver-nos.
As minhas mãos pintaram o teu corpo na minha mente, as tuas mãos à descoberta dos meus traços leram o desejo da minha alma.
O amor é cego, surdo e mudo. Três sentidos que dissimulam a pureza dos sentimentos.
Sentir-te através do toque com a tua pele a esfregar-se na minha, limpou a minha cabeça poluída pelos outros sentidos.
Voltei a sentir-te com a alma.
Foi na escuridão daquele duche a dois que te voltei a sentir em mim.

Faltas-me.

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Imagem: Fabian Perez Artist

Faltas-me a cada música nova que sai, a cada estreia no cinema, a cada noite que se faz.
Faltas-me onde sempre soube que nunca mais conseguiria passar sem.
Faltas-me no meu respirar, no travo dos meus lábios, no calor do corpo, no abraço da minha alma.
Faltas-me no meu mundo que tu o sabias e que dele me escondo.
E não me consigo habituar à tua falta…