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Perigos do BDSM

Oiiiiiiiiii pessoal, como vai isso?
Mais uma quarta feira, né?
Vocês ainda não se fartaram disto?!
Como fiquei sem assunto tava a pensar começar a escrever poemas sobre BDSM, que acham?
Nahhhhh tava no gozo, vocês não queiram que escreva coisas dessas, isso fica para as autoras do blog como a Lola e a Lilith que percebem disto.
Eu sou mais de acção que de escrita, por isso é que a rubrica é um desafio.
Juroooooo que estou a fazer um esforço para não dizer muitos disparates e manter alguma seriedade no que vos trago semanalmente, apesar de ser difícil pois a minha vontade era avacalhar.
Mas vá, eu já estico a corda demasiado qualquer dia recebo um raspanete aqui da Dona do condomínio e lá fico eu de malas à porta e depois? O que vai ser de mim?!
Quem vai ler os meus devaneios das quartas-feiras?!
Pois bem, tá na hora de falar sobre assuntos sérios, malta ponham as vossas caras de jogador de Poker que o assunto assim o exige.

PERIGOS DO BDSM.
Sim em caps lock e tudo que é pra ser mais visível e não meto em Bold porque já era demasiado.

Agora fora de brincadeiras, sim o BDSM pode ser perigoso já vos falei de práticas que tinham advertências do género “Não fazer isto em casa”
E sempre que possível dei conselhos de como podem minimizar os perigos se resolverem experimentar por vossa conta e risco, quem é amiguinha?Quem é?!
A ideia é que se tente não correr riscos desnecessários, a não ser que seja propositado, ehehe aí pronto temos pena e vão se queixar ao Tota.
Mas ir ao supermercado também pode ser perigoso, já vi muito boa gente a provar uvas antes de comprar que nem lavadas estão com paletes, resmas de germes.
Pahhh até andar de metro hoje em dia é um perigo.
Por isso podem praticar BDSM que às tantas aleijam-se menos.
NOT, a não ser que sejam Top´s aí não se aleijam muito é verdade, bem eu fico com as mãos negras das palmadas que dou e fico ás vezes com nódoas negras em sítios estranhos, mas é do entusiasmo nem dou conta que me estou a aleijar.

Se eu fosse falar de todos os perigos que envolve a prática de BDSM tinha de escrever um testamento daqueles, por isso vou resumir um pouco.

Definir limites e Contratos.
Pois bem se formos a ver uma das formas de uma pessoa se proteger também passa por saber ao certo os seus limites físicos, psicológicos, emocionais e éticos.
À partida se isso estiver bem estipulado entre participantes a coisa corre bem, caso não estejam pode dar para os dois lados.
Ou a parte dominante opta por ir aos poucos testando limites sempre com bom senso e tomando as devidas precauções ou então se for assim tudo abandalhado dá merd@, desculpem a franqueza.
Eu pessoalmente não faço contratos, não porque ache desnecessário muito pelo contrario mas sinceramente acho que não se aplica, como o tipo de relacionamentos D/s que gosto existe muito diálogo então facilita bastante nesse aspecto.
Tenho contratos verbais vá.
Além que para efeitos legais os contratos não têm qualquer legitimidade.
Mas voltando aos limites, é a base de tudo e de qualquer tipo de relação que possam encontrar neste meio.
Limites são isso mesmo, limites e serve para serem respeitados.
Claro que existem limites ultrapassáveis e limites intransponíveis acho que não preciso explicar a diferença de ambos.
Agora caso já tenham lido sobre relacionamentos TPE (total troca de poder) como relações D/s de Dono/a e Escrava/o podem ter ficado com a impressão que limites não há nenhuns mas ao meu ver, sim, têm limites dentro do que se considera legal.
Pois mesmo dentro do BDSM , abuso é isso mesmo abuso logo é crime, qualquer tipo de relação se algo for feito contra a vontade de um dos participantes não deixa de ser criminoso.
Dou-vos um exemplo, imaginem que se trata de uma relação Dono e Escrava e supostamente não existem limites nenhuns, certo dia ao Dominante dava-lhe na cabeça de prender e forçar a Escrava a ter relações sexuais recorrendo a violência contra a vontade da mesma.
Isso não deixa de ser uma violação, dentro de uma relação sim mas temos de dar nomes às coisas.

É crime.
Não é por uma pessoa aceitar uma relação TPE que deixa de ter palavra no que lhe acontece.
A ultima palavra é sempre de quem se entrega, acho que já disse isto várias vezes.
Talvez alguns praticantes de BDSM Hard discordem de mim, mas heiiiii quem escreve aqui sou eu.
Não sou a Dona da razão mas é este o meu ponto de vista.

Perigos silenciosos.
Depois existem aqueles tipo de perigos que uma pessoa nem dá conta que pode se dar mal.
A importância da palavra SEGURO.
Pois já falei várias vezes na importância de ter o material limpo e etc e  tal wiskas saquetas para prevenir fungos, infecções bacterianas entre outras.
Mas e coisas mais importantes como fazer exames regulares, principalmente se existirem mais que um parceiro sexual e se forem praticantes de BloodPlay.
Não partilhar brinquedos ou material como floggers, canas chicotes e afins.
Pois bem, muitas vezes em espaços de BDSM como bares e afins é comum haver plays com material fornecido pela casa, não acho piada nenhuma a isto.
Quem vos garante que aquele objecto já não foi usado em alguém até rasgar a pele?! Quem vos garante que não vos faça um rasgo em vocês?! Entendem onde quero chegar?!
É uma questão de bom senso NADA DE PARTILHAR material faz favoriiiiii, e se por ventura acharem por bem irem numa brincadeira onde é usado um objecto que possa resultar em ferimento que não saibam que foi devidamente higienizado pahhh deixem lá isso de lado.

Pessoal, claro que perigos existem, muitos sim, é um facto mas claro que quando se tem acesso a informação não há desculpa para cometer erros básicos que podem pôr em risco a integridade física, mental ou emocional de cada um.
Por isso tenham cuidado, acima de tudo tenham a certeza que confiam o vosso corpo e alma à pessoa a quem se entregam, isto para Bottom´s, quanto aos Top´s falo para quem está ainda no começo, leiam, aprendam, não tem mal nenhum dizer.
“-Eu não sei muito sobre isso, mas vou me informar.”
Humildade para assumir os seus pontos fracos e respeito pela pessoa que confia em vocês.

E com esta vou encerrar por aqui a conversa que já dei muito assunto para lerem.

Uma valente lambidela no nariz pra todos.
Até prós ranhosos que torcem o nariz com as coisas que escrevo.
©MissesKat #69letras

 

E porque falei em abuso  e violência deixo aqui os contactos da APAV porque falar pode fazer a diferença.

Podem contactar através da Rede Nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e da Linha de Apoio à Vítima: 116 006 (chamada gratuita, dias úteis 09h-19h) ou www.apav.ptapav.sede@apav.pt

 

Perguntas para a Kat

Oi malta gira cá estou de novo para a segunda parte das “perguntas para a Kat ” adorei poder responder a algumas questões colocadas por vocês, estava à espera de perguntas assim do arco da velha, mas até que todas foram pertinentes.
Para a próxima semana as #ConversasSemMordaças já voltam ao normal.
Mas espero que com estas perguntas e respostas os leitores fiquem a conhecer um pouco mais deste mundo que é o BDSM.

– Como mulher é fácil separar a Domme do roleplay para a vida real? Continuar a lerPerguntas para a Kat

Baby Kat, Big Kat

Oiiiii malta gira cá estou eu de novo, mais uma quarta feira que vocês levam comigo.
Epahhh levam comigo salvo seja, que não estou de strap-on posto, ninguém leva com nadica de nada, mas talvez gostassem, vá admitam !
Pois bem pessoal eu acho que no começo vos tinha falado que além de explicar alguns termos técnicos e práticas e blá blá wiskas saquetas também iria escrever sobre situações reais e relatos de amigos etc e tal.
Hoje vou contar uma pequena história que se passou comigo.
A verdade é que nem sempre fui Domme, era bom mas ninguém nasce ensinado e eu devo muito a uma pessoa da minha vida que foi quem me mostrou como o BDSM e eu tínhamos de estar ligados e fazia parte da minha vida mesmo sem eu naquela altura saber.
Bem cá vai, não é coisa que costume dizer a torto e a direito, só contei a meia dúzia de gatos pingados mas estou num ponto da minha vida que sinceramente a opinião de terceiros é-me um pouquito indiferente.
Sei quem sou, o que sou e o que valho.
Aqui a Kat começou nestas andanças como gatinha/Kitten ou melhor “Miauzinha”que era o meu nome, pronto já disse.
Esta alcunha de Miau, Gata ou Gatinha já existe na minha vida desde a adolescência e vou ser velhinha e algum babão no lar vai me chamar de velha gatona.
Pffff não era submissa pois nunca me iria submeter no sentido que a palavra tem, e como já expliquei a capacidade de ser submisso nasce com uma pessoa, não dá para se tornar ou tentar ser.
E eu realmente não dava para submissa, mas pronto, na altura não havia tantos termos e acesso a informação.
Pois bem a baby Kat apaixonou-se na altura por uma pessoa que era Switcher, como sabem nutro um grande respeito por SW´s pois para mim, como costumo dizer, são os mais completos dos praticantes e com uma certa lógica.
Era bem mais velho que eu, como quase todos os homens da minha vida são sempre mais velhos que eu …Tipo 10 anos para cima eheh…..
Na altura a coisa começou de forma muito orgânica e natural pois além de eu ter uma postura dominante e activa no sexo também gostava da parte passiva e até meter um pouco de masoquismo à mistura.
E foi assim que aos poucos ele foi feito malandro introduzindo plays no contexto de relacionamento baunilha e sexo baunilha tornando a coisa, como alguns dizem, baunilha apimentado vá.
Depois devido a práticas mais complexas lá tive coragem de perguntar como sabia fazer aquelas coisas e ele revelou-se, se já gostava dele na altura fiquei a gostar mais ainda.
Então lá fui aprendendo as coisas aos poucos com muita paciência da parte dele e devoção pois eu era “UMA PESTE DOS INFERNOS”.
O que agora chamam de Brat´s, blahhh não tenho paciência para Brat´s.

 Já agora posso explicar os Dominantes  que gostam de Brat´s são chamados de Tamer, eheh Domadores, é que não podia ser mais adequado.

Um animal selvagem a ser domado, bem, pode-se vergar mas vira as costas e se puder ataca, eu era um pouco assim, só baixava a cabeça quando queria brincar senão tava tudo estragado que não havia cá “Miauzinha” para ninguém lol.
E assim de mansinho e com muito castigo à mistura, sim porque eu não era submissa mas a parte física e disciplinar sempre me agradou então fui castigada muita vez porque vá, tenho de assumir, só fazia merd@ para ele me fazer maldades.
Mas lá está nunca me quis entregar ou só permitia até certo ponto, quando via que a coisa já não dava para mim torcia o nariz e batia o pé.
Coisa de Rainha como é óbvio, como vos expliquei ele era Switcher então também me permitiu aprender e treinar nele.
Ainda me lembro da primeira vez que o pude marcar, mas marcar como deve ser e fui feita parva exibir a minha bela arte feita nas costas dele a uma amiga minha.
Ele todo envergonhado e eu orgulhosa de ver aquelas costas num péssimo estado e ela achou o máximo.
Acho que no caso dele ainda era mais humilhante porque eu era uma catraia e ele já um homem feito com idade para ter juízo, mas no que tocava à minha pessoa perdia o juízo todo.

Era tão bom quando eu ia trabalhar e ele dispendia de umas 4 a 5 horas para ficar num canto a ver-me trabalhar, apenas isso.

Quieto, num espaço comercial, feito estátua a ver-me, porque para ele simplesmente olhar para mim era algo que o preenchia e era mais que suficiente.
Tenho que lhe agradecer pelas palmadas que me deu e ensinou a dar, posso-vos dizer que recentemente fui assistir a um play em que uma pessoa levava com um flogger, mas quem estava a dar não tinha experiência ou conhecimento de como o fazer.
Era tipo test drive vá, a rapariga estava lá consciente que isso lhe poderia acontecer e a qualquer momento poderia interromper, bastava uma palavra.
Mas não posso deixar de dizer que fiquei um pouco revoltada e até me ausentei da sala para fumar, beber e fechar os olhos.
Pensei: “Calma ela está bem, ela pára quando quer”.
Não gosto deste tipo de situações por uma razão: imaginei-me na pele dela, aquela pessoa não lhe era nada, não tinha amor, não tinha sentimento de pertença, nada, nem uma amizade vá, para poder estar à vontade, a mim já bastava isso.
E sei o que custa levar com um flogger e que mal ou bem convém ir mudando de local, ir alternando, variando a força a distancia etc e tal.
Cada vez que ele não mudava, algo em mim me deixava desconfortável.

Talvez porque sabia que a pessoa em questão não é muito masoquista então apanhar por apanhar é tipo o oposto do que ela gosta, precisa de outro tipo de estimulos.
Sei que o facto de me ter iniciado assim me torna um pouco mais compreensível ás necessidades de quem me pertence e de outros.

Assumo que não sou uma Domme muito sádica e isso não tem mal nenhum.
Gosto de ser adorada e venerada pelo que sou.
Entendo que muitos SW não digam o que são não pela vergonha ou assim, mas pelo facto de neste meio, quando se sabe que existe essa possibilidade, muita gente abusa da confiança e acham que podem tratar de forma diferente e da forma que querem só porque têm essa informação.
Mas as coisas não são assim tão lineares, Sou Domme, já fui Switcher neste momento masoquismo apenas em contexto sexo, nada de Dominação/Submissão.
Por isso de forma alguma devo ser tratada de outra forma que não como se trata uma Domme.
Um dia conto algumas peripécias da “miauzinha”, espero que tenham gostado da conversa que mais pareceu uma sessão com um psicólogo ehehhe.
Gosto de sessões mas de outro estilo.

Fiquem bem 69´nrs e não se esqueçam, sejam vocês tarados ou não, kinksters ou totalmente baunilhas o que interessa é que se sintam bem com o que são e não reprimam vontades e desejos.
A vida são dois dias e quando dás por ti podias ser mais do que és hoje.
Por isso divirtam-se, uma beijoca gorda cheia de cuspo.
©Misses Kat #69letras

Bdsm e o “normal”

Olá meus caros cá estamos de novo para mais dois, três ou quatro dedos de conversa, depende do aguentamento de cada um.
Mais uma semaninha e cá estou eu de novo a tentar arranjar tema para vos falar de algo que possa ser do vosso interesse e não faça ninguém fugir a sete pés e tirar o gosto na página à conta da minha pessoa!
Simmmmm que isto é giro mas acaba por ser uma responsabilidade, não quero passar informações erradas a ninguém, ?
Vocês também não facilitam nadica de nada a minha pessoa, escrevo e feedback que é bom nicles… E que tal darem ideias?!
Eu bem vejo as partilhas, não pensem que não vos vejo taradinhos mais lindos, mas sinto-me um pouco esquizofrénica a falar (escrever) como se vocês fossem uma entidade, lol.
Vá isto para dizer que hoje vou falar de coisas “normais”.
Ahhhh pois é!
NORMALIDADE e BAUNILHA com fartura.
Quando aqui escrevo não é só a Misses Kat que se chega à frente pois pelas parvoíces devem notar que sou uma pessoa…vá… divertida.
E apesar de ser Domme não tenho dupla personalidade, nem nada que se pareça, então escrevo como se fosse eu mesma fora do contexto de Dominadora, pois não faço dominação virtual e não vejo necessidade de estar aqui toda cheia de “ai não me toques”.
Não me chamo Anselmo Ralph para vir com essas manias de grandeza, mas respeito quem pense de forma contrária.
Sou uma mulher que apesar de ter gostos particulares até é bem simples, e gostava de me manter assim.
Neste meio já tive a oportunidade de lidar com várias pessoas diferentes, Tops e Bottoms e se há coisa que vos posso dizer é que, mesmo pondo uma carrada de liturgia, dureza ou devoção e adoração seja lá qual for a postura, somos todos normais!
É, normais dentro da nossa maravilhosa taradice lol.
Pode fazer confusão como conseguimos conciliar a vida “baunilha” com esta vertente BDSM.
Bem amigos é fácil, das duas uma, ou andamos uma vida inteira a esconder o que somos de tudo e todos e nem às nossas “caras metade” revelamos ou então assumimos e corre mal.
Ouuuuuu por uma sorte dos diabos até que a outra pessoa entende, permite ou tem um fetiche que até vá de encontro aos nossos.

E óbvio existem os corajosos que não temem nada nem ninguém e de caras mostram o que são e o que gostam, haja malta de coragem 🙂
Não sei se tiveram a oportunidade de ler, mas foram feitas neste blog algumas entrevistas a sub`s e uma das perguntas feitas até calha bem pois é: “eras capaz de abdicar deste estilo de vida?”.
Acho que todos iríamos responder o mesmo: Não.
Isto é muito bonito, agora vamos a factos, e creio que este dilema já deve ter passado pela cabeça de alguns.

Como faz um submisso/a que tenha um relacionamento baunilha para ter um relacionamento DS com outra pessoa?!
Pois, não é fácil.
Tem de haver um acordo prévio onde a parte dominante aceita limitações a nível físico sobre que práticas poderá introduzir num Play.
Imaginação e conhecimento são palavras de ordem, porquê?
Simples, imaginação para se conseguir colmatar essa falha e necessidade do bottom de ser estraçalhado violentamente e sem dó nem piedade.
Ou seja o dominante tem de criar forma de se “entreter” com o submisso/a e criar novas experiências de forma a manter a relação intensa.
Claro que isto é um pouco relativo, há muitas Dommes/Dom´s que nem sequer lhes passa pela cabeça terem alguém com limitações deste género.
Alguns querem fazer parte inclusive da vida baunilha do bottom, controlando a vida pessoal, laboral e até financeira do mesmo.

Felizmente que temos gostos para tudo.

É algo que faz parte de nós mas não comanda as nossas vidas a não ser quem possa ter uma relação 24/7 e sejam completamente assumidos sem terem necessidade de se esconder por detrás de nomes falsos.
Eu não me escondo propriamente, tanto que já postei fotos minhas nos textos e até na página 😉 
Sabem, entrar neste estilo de vida pode ser complicado e difícil de conjugar com a vida baunilha, principalmente por questões afectivas ou pessoais.
Podemos até desaparecer do mapa uns anos como opção própria ou por imposição de terceiros em prol de manter uma relação familiar “normal”.
Mas mais tarde ou mais cedo a necessidade fala mais alto, tal como um adultero dificilmente o deixa de ser não é?
Como dizem os americanos “A tiger doesn´t change his stripes” e eu acredito muito nisso, não que ache que as pessoas não mudam.
Até podem mudar mas a questão é quererem mesmo mudar e os motivos, serão os mais correctos?!

Outra situação que se fala é no amor e paixão e essas coisas fofinhas que os livros das 50 sombras infernais trouxeram. (fãs não fiquem amuados comigo, pleaseee)
Bem no BDSM pode haver e há sim muito amor e paixão e isso tudo, ou pode não existir nada disso mesmoooooo.
Depende da proximidade entre a parte dominante e a submissa.
Em alguns relacionamentos nem o nome sabemos de quem nos pertence e vice versa, não há conversas casuais, não há interacção nenhuma a nível pessoal.
Outros já o fazem e distinguem os dois mundos muito facilmente, eu sou do estilo que precisa de ter algum tipo de amizade para realmente ter alguém senão nem consigo estar à vontade.
É como se só desse 40 % de mim se não tiver isso, para mim apenas a amizade já é mais que suficiente.
Mas por exemplo para uma Lady a coisa já é vista de outra forma e por norma quer uma relação baunilha com o submisso, lá está, cada um é como é.
E gostos não se discutem (tem dias heheh).

Mas eu gosto quando dou por mim a divagar enquanto falo com pessoas novas e tento ver se aquela pessoa se enquadrava como TopBottom ou Switcher se tivesse esta preferência sexual, assim como eu.
Todos nós, mesmo que não sejamos praticantes, temos uma postura que ou é dominante ou mais submissa e não falo de sexo, falo de dia a dia mesmo e personalidade.
Gostava que pensassem bem que tipo é a vossa, e não digam logo dominante só porque sim.
Para que conste na realidade é bem mais difícil ser Bottom que Top.
Ok, não têm que ler tanto ou praticar e treinar e aprender certas coisas que um dominante tem de saber, masssssssssss psicologicamente e fisicamente não se compara o esforço e a capacidade do que um Bottom aguenta.
É de louvar a resistência de alguns homens e mulheres, como costumo dizer
“Não é pra todos, é só pra quem pode.”

E ainda bem que esse tipo de pessoas existem, senão andavam muitos sádicos/as tristonhos e aos caídos sem ninguém pra torturar, eheheh.

E com esta me despeço meus amores, tenham uma boa semana e até à próxima quarta feira para conversarmos de novo.
Cupidelas nos vossos olhos, 
©Misses Kat #69letras

Domme procura-se !

Hoje resolvi abordar um assunto que para mim é importante e se eu poder mudar o comportamento de duas ou três alminhas já é um bom começo.

Vou falar sobre como abordar uma Dominadora e sobre procura de alguém compatível.

A verdade é que não andam a chover Dommes neste país a fora, somos poucas e podemos nos dar ao luxo de escolher a dedo o que queremos e não queremos, muitos submissos não têm noção do quão irritantes são com o seu discurso robótico e enfadonho e nada personalizado.

Duas formas de tentar encontrar uma Domme bem ou se atiram de cara e vão a eventos, festas, tertúlias, munches e assim cara a cara mostram a vossa disponibilidade e tentam encontrar alguém compatível ou sobra a outra opção, a internet e  recorrem a perfis alternativos no facebook ou  a redes sociais como o Fetlife e anúncios .

Seja lá qual for a forma que escolhem façam um favor a vocês mesmo e lembrem se que como vocês provavelmente há uns 100 e como a Domme que abordam não há nenhuma.

Á partida se estão neste mundo concordam que as Dommes são superiores a vocês em tudo, logo assumam por favor a postura correta quando se dirigem a uma ,mesmo que não estejam interessados nela e vice versa.

Lembrem-se somos poucas….logo podemos dar referencias de quem conhecemos, acho que já me fiz entender.

Então protocolos e afins cada um têm a sua opinião a minha é bastante simples até .

Não tolero que falem comigo como se tivéssemos andando na escola juntos , se és Bottom não me trates por tu é demasiada confiança, não me levem a mal passado umas conversas até o podem vir a fazer mas não na primeira mensagem isso é simplesmente ridículo.

Assim como eu também não o faço com nenhum Dom ou Domme até me dizerem que podemos deixar o “você” de lado, é uma questão de respeito se queres que te respeitem faz por isso.

Não comecem por enviar mensagens com “Oi tás boa?” que isso faz logo o sangue ferver lol, estes tipos de abordagens de engate não levam ninguém longe, depois não digam que não fui fofinha em avisar.

Só para terem uma noção á 23 dias atrás recebi esta mensagem no fetlife. (era a única que podia postar eheheh o resto nem vale a pena )

written 23 days ago:

Podemos ser amigos?
beijinho

Não respondi á pessoa, a verdade é que ser amigo de alguém é um privilégio e não uma coisa que se pergunte como se estivéssemos na pré primaria ….ahhhhh se ele se referia a ser meu amigo no perfil que tenho.

NÃO aceito na mesma, e agora eu explico porquê.

Boa tarde/boa noite/bom dia fica sempre bem.

Não o conheço de lado algum por isso podia fazer uma apresentação afinal ele é que me contactou e não o contrario.

Creio que já deu para perceber que isto tem muito que se diga eu não sou igual a nenhuma outra Domme e óbvio cada uma sem as suas regras e manias agora creio que todas temos bom senso .

Por isso se procuram alguém, quando forem abordar tentem personalizar a vossa mensagem e não façam copy paste de um texto que enviam para todas que inclusive se perderem tempo a ler informações de perfis iam perceber que não partilham dos mesmos gostos que vocês.

Uma pessoa que conheço escreveu algo como : “esquecem-se que as Dommes também são mulheres”

É meio caminho andado se pensarem desta forma, a diferença é que algumas somos como caçadoras sabem o que querem e não vão com falinhas mansas.

Outras gostam de ser valorizadas e serem tratadas como as Rainhas que são.

Lembrem se a rapariga que vos serve o café pode ser uma Dominadora, a amiga da vossa namorada, a vossa irmã quem sabe até a mulher que vos tirou sangue para as analises que o médico vos mandou fazer seja uma sádica de primeira categoria 😉 que em casa tem uma colecção de dildos e straps de meter inveja a qualquer sexshop, prontinhos pra rebentar um belo de um rabiosque alheio.

Nós somos mulheres normais com gostos particulares e somos abordadas constantemente pelo estatuto que temos e concorrência não vos falta, logo  originalidade será o que vos distingue dos demais.

Espero que para quem esteja a começar tenha isto em conta , uma valente beijoca

©Misses Kat 2017 #69letras

Spanking

Olá de novo Kinksters, resolvi falar sobre spanking.

Porquê? Bem fui ao cinema recentemente ver um filmezito de que tanto se fala “Cinquenta tons mais escuros”, começo já por dizer que à semelhança do primeiro fiquei desiludida não li os três livros fiquei pelo primeiro e bastou fui ver os filmes mas como não gosto de romances sejam eles de qual estilo acabou por ser um flop.

E uma das cenas me ficou na memória para quem não viu é uma cena em que o actor principal dá umas 3 palmaditas à personagem feminina e pronto logo em seguida deram uma.

Bem porque me irrita a história? Supostamente estes livros vieram introduzir o estilo de vida BDSM para quem desconhecia ou simplesmente passava ao lado, mas nada tem a ver com a realidade e é deveras irritante pelo menos para mim, porque em nada se focaram nesse aspecto.

Desde já peço desculpa se forem fãs mas quem diz a verdade não merece castigo. Hihi

Primeiro prende a moça 1 minuto depois leva 3 palmadas e zausssssssss siga pra bingo já está a levar com ele.

A verdade não é esta, talvez em contexto BDSM light ou de quarto mas numa sessão as coisas não assim, e para o grande público que leu ou viu os filmes pode ficar com essa percepção.

Bem vamos lá falar então sobre spanking como deve de ser.

Em primeiro lugar passo já a explicar que spanking faz parte da categoria de Impact play e pode ser feito de várias formas.

Eu por exemplo gosto de usar as mãos, sem luvas de preferência e só uso um instrumento quando já não me aguento de dores nas mãos.

Se há coisa que gosto é no dia seguinte a uma sessão ver nódoas negras e dedos inchados, espero não vos ter baralhado afinal sou Domme mas ás vezes um pouco de masoquismo não faz mal a ninguém lol. É quase que uma sensação de “job well done”.

Em relação a instrumentos para prática de spanking existem variadíssimos desde canas, chibatas, chicotes, cintos entre outros.

Tanto pode ser feito como castigo ou num play erótico sem a componente de humilhação ou correcção, mais que a parte física creio que o prazer psicológico fala mais alto.

Um bom spanking faz milagres 😉

Tirando os divertidos acessórios temos de ter em conta as marcas e a dor que se quer infligir, aproveito e deixo um gráfico todo fofinho.

Por incrível que pareça os assessórios de longo alcance acabam por infligir mais dor que os de curto alcance, para quem estiver a começar e for logo se aventurar á maluca se for preciso experimentem mandar uma verdescada em vocês mesmo antes de o fazer a alguém 🙂

É TPC que tem de ser feito e assim têm uma boa noção da dor e das marcas.

E por favor tenham em conta onde devem bater e não devem .

Estou a falar a sério.

Já assisti a coisas que me deixaram literalmente possessa pois álcool, floggers e ignorância de práticas são sempre mau resultado.

Bem, vou vos deixar com uma ideia do que são zonas seguras e outras que não convém mesmoooooooooo acertarem pois pode provocar danos graves.

Vou vos dizer as zonas de perigo:

Rins evitem ao máximo tocar nesta zona, cóxis, cuidado com a coluna, pescoço então é muito sensível e tem tendões glândulas linfáticas e artérias, a laringe também jamais deve ser atingida.

No rosto, bemmm  eu gosto de bater na cara mas convém ter boa pontaria, não querem dar um estalo com tanta força que provoquem ferimentos cuidado com olhos, nariz, lábios e bochechas, e nesta área convém não fazer nada muito repetitivo.

Orelhas, outra zona a ter bastante cuidado, podem danificar a audição e o equilíbrio.

Agora que já têm uma ideia dos cuidados a ter durante o spanking, posso sugerir algo que é comecem devagar com as mãos e depois passem para coisas mais hard, sempre tendo em conta que devem definir a palavra de segurança.

Pois nem sempre um “Por favor pare!” quer dizer para parar eheheheh, por isso limites devem ser definidos antes de começar seja o que for.

Outra coisa é o After care, quando terminam cuidem e dêem atenção que for necessária.

Bem pessoal por hoje acaba a nossa conversa.

Espero que tenham gostado do tema.

Uma lambidela valente no rabiosque ,

#MissesKat 69letras® 01.03.2017

Falando de Plays

Lets talk about PLAYS…

Pet play, Pony play, Age play, Needle Play, Edge Play, Eletrical play, Wax Play, Breath Play …. Ainda acordados?!
Pois é existem muitos plays a lista é tão longa que mesmo que quisesse acho que não dava pra por todas aqui ehehe.
A esta altura já deu pra perceber que muitos termos que se usam estão em inglês por isso é bom que arranjem um dicionário português/inglês .
O termo play serve para definir práticas, algumas são categorias que têm outros plays como sub-categorias.
Acaba por ser uma forma de facilitar negociações e conversas,assim quando me perguntam o que gosto ou práticas que faço digo determinado play e á partida as outras pessoas já sabem a quem me refiro.

 

Pet Play– digamos que é a categoria e dentro dela temos as sub-categorias como por exemplo Pony Play, Doggy, Play Horse e por aí fora.
Mas antes de mais convém entenderem o principal, este tipo de play é uma forma de fetiche ou forma de roleplay onde o submisso/a toma a postura de um determinado animal e o Dominante tem a satisfação de ser o Dono/a do mesmo.
Bem não quero que fiquem a pensar que um Pet quer ser animal de verdade ou algo que se pareça,o prazer está em agir como um.
É comum que os pet´s usem acessórios para se assemelharem ao animal que são.
Por exemplo,orelhas, caudas, coleiras , no caso de cavalinhos até cascos têm é uma imensidão de coisas giras que se pode usar .
Neste tipo de play existe treino,disciplina e humilhação entre outras coisas divertidas .

Edge Play– Bem esta categoria é um tanto quanto difícil de explicar ,lembram se deter falado de R.A.C.K? não?então vão ler onde escrevi sobre isso – AQUI
Mas resumindo são práticas sexuais onde existe risco ou perigo ou até possibilidade de acontecer danos físicos .
Exemplo…temos o Breathplay(asfixia) é sempre uma coisa perigosa de se fazer ou até Knife/Bloodplay onde por exemplo se faz cortes na pele propositadamente entre outras coisas.
Não é prática que se faça de animo leve tudo é tido em conta desde se a pessoa toma algum medicamento anticoagulante ao simples facto de saber se teve algum episódio traumático que possa desencadear uma reacção de pânico ou desmaio.
Eu pessoalmente gosto de ambas 🙂 mas isso é conversa pra outro dia.

Age Play– Creio que também ja vos tinha falado por alto sobre os Littles bem não querendo complicar as vossas cabeças nem todos os littles fazem ageplay alguns podem pertencer á prática de PetPlay como por exemplo adoptar uma postura de cachorrinho bebé ao invés de um cão adulto na verdade é um Little mas em forma de Puppy.
Quem pratica Age play geralmente gosta da parte psicológica que envolve uma regressão deixa de ser um adulto e passa a agir como uma criança pequena chama-se a este estado (Litlle space)gostam de ter alguém que cuide ,trate de uma forma paternal/maternal.
Neste tipo de relação geralmente existe carinho e uma proximidade entre os praticantes ,é engraçado algumas littles só dá vontade de as trazer pra casa de tão fofinhas que são…pronto já estou a divagar.
Mas esta categoria em questão têm muito que se lhe diga.

Litlle

Impact Play– Bem a modos que esta é facil , qualquer actividade em que haja impacto no corpo de alguém como flogging,canning,SPAKING (esta duvido que vão ao google tradutor) entre outras .
Mas atenção lá porque é play de impacto não necessita de ser obrigatoriamente doloroso…Levar com um flogger de camurça ao de leve pode ser deveras prazeroso

Fear Play– Como o nome diz palavra de ordem é Medo, acaba por ser complexo pois aqui creio que não haja prazer sexual em ser aterrorizado é uma questão mental e não tanto física,neste tipo de pratica tem de se conhecer bem o bottom e estar atento ás reacções do mesmo pois é bem provável que devido á descarga de adrenalina pode provocar situações desagradáveis como uma crise adrenérgica para quem não sabe o que é eu explico,devido há quantidade excessiva de adrenalina no corpo os sintomas são como os de um ataque de pânico ,os batimentos cardíacos aceleram, tonturas, tremores incontroláveis, enfim nada agradável vão por mim.
Neste tipo de situação o que se esteja a fazer deve ser interrompido imediatamente e temos de confortar e acalmar a pessoa ,abraçar ajuda e tentar que controle a respiração de forma a não hiperventilar.

Wax Play– Quase toda a gente já experienciou o erotismo que uma vela pode proporcionar, Wax play pertence á categoria de Temperature Play assim como o gelo 😉 pode parecer coisa fácil de fazer e até proporciona bastante prazer mas também se tem de ter algumas coisinhas em conta pois não queremos que ninguém fique com valentes queimaduras ,certo?

A primeira coisa  é que não queiram velas de cera de abelha pois isso é receita para o desastre, neste tipo de play vocês querem ter velas com ponto de fusão baixa ou seja que queimem mais devagar e a cera não atinja temperaturas muito altas.

Neste caso são velas de parafina.

Outra coisa importante é a distancia que deixam entre a vela e o corpo quanto mais junto ao corpo pior é pois a cera está mais quente e verte mais rápido, nada melhor que testarem primeiro antes de fazer a alguém, testem nas pernas e parte de dentro dos braços assim têm noção da coisa, evitem zonas com mucosas ou se forem fazer façam a uma distancia grandinha para evitar queimaduras alem da cicatrização ser muito lenta em caso de queimadura são zonas mais sensíveis.

E por ultimo vou vos pedir por amor aos santinhos não usem daquelas velinhas pequenas que se vendem em sacos de 30 ou algo que se pareça usem velas de baixa temperatura existem algumas próprias de massagem que são brutais alem que deixam a pele super macia.

Isto da pele macia lembrou me outra coisa,a parte fixe de quem faz Wax Play…a REMOÇÃO yeahhhh .

Bem cada um sabe de si ,eu cá tenho a minha preferência , uso uma faca para retirar bem afiada (mas NÃO façam isso a não ser que tenham prática a manusear objetos afiados sim?!!!!!!!!)podem usar uma faca que não esteja afiada e retiram lentamente a cera do corpo se for na zona do peito de um homem que tenha pelos podem sempre ser mázinhas ou mauzinhos né?e arrancam á má fila cera e pelos eheheheh.

Vá chega de brincadeira outra formade retirar é passar óleo na pele e massajar mas faz uma sujeira danada.

Créditos
Lobo Ibérico
Modelo: Nanda de Lobo Ibérico
Fotografo:
David Nunes ArtKorpus

 

Fire Play– Adoroooooo e é lindo de se ver ,tive a oportunidade de presenciar um play deste gênero e digo que é algo que nos deixa de boca aberta.
É uma prática de Edge Play pelo factor de risco e perigo associado,atenção que é algo que requer muito treino e estudo da parte do Top que o faz, pois estamos a falar de algo que pode causar queimaduras graves quando feito por alguém inexperiente.
Sem duvida que é uma pratica perigosa mas bastante sensual e excitante ,apenas falo como espectadora mas deu para entender perfeitamente que alem do material ,cuidados a ter com o espaço e a própria técnica do Top é uma pratica bastante intima e feita com muito cuidado.
Jamais deve ser feita por amadores mas digo-vos que é algo que me fascina e ficará na memória como das experiências mais inebriantes que tive.

 

E por hoje ficamos assim,espero que apareçam na próxima semana pra mais dois dedos de conversa.

Beijo Misses Kat

Por fim quero deixar o meu agradecimento ao Lobo Iberico e á sua Nanda por me permitirem colocar uma fotografia lindissima de Fire Play realizado no Embassy Of Freedom Club e tirada pelo fotografo David Nunes da ArtKorpus.

 

 

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