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Sous le ciel de Paris

E lá estava ela.
O olhar brilhante, o sorriso doce, as madeixas douradas a ondular ao sabor da brisa, o casaco vermelho a combinar com a boina, o corpo esbelto e perfeito.
Na ponte sobre o rio Sena lá estava ela, a contemplar a Torre Eiffel, como sempre fazia ao fim da tarde.
A neve caía-lhe sobre os ombros como se algodão fosse e ela não se importava com o frio cortante que se fazia sentir naquele Inverno parisiense.
E, como sempre, aqui estou eu sentado na escadaria à espera que ela chegasse, apenas para a contemplar.
Apenas a olhar, sem a poder tocar, sem lhe poder dizer que o meu coração se prendeu a uma estranha.
O meu coração prendeu-se a ela.
Mas hoje foi diferente.
Hoje, depois de olhar a Torre, ela olhou para mim.
O seu olhar chocou com o meu e, timidamente, ela sorriu.
Sorriu para mim. E aproximou-se.
“Posso sentar-me aqui?”
Surpreso, apenas acenei a cabeça em sinal afirmativo.
O meu corpo estremeceu quando ela se sentou e o seu perfume suave invadiu o espaço.
“A vista é linda. Todas as tardes venho até aqui para olhar para a Torre e ver o anoitecer cair sobre ela.”
“Eu sei. E eu venho aqui só para te olhar e comprovar que o teu brilho é maior que o das estrelas”, pensei.
Sorri para ela e apresentei-me.
A conversa sobre Paris e a sua beleza prolongou-se até a noite chegar.
“Amanhã irei voltar. Encontro-te aqui?”
Ela queria voltar a estar comigo.
O meu coração quase explodia com tanta felicidade.
A semana passou-se com encontros diários na escadaria.
E eu sentia-me apaixonado.
Numa dessas tardes ela contou-me porque olhava sempre para a Torre Eiffel ao anoitecer.
“Um dia gostava de ir até ao cimo da Torre e olhar as estrelas. Acredito que de lá lhes poderia tocar e que os meus desejos se realizariam.”
“E qual é o teu desejo?”, perguntei.
“Neste momento…tu”.
Os nossos olhares fixaram-se, aproximando os nossos rostos e fazendo com que os lábios se tocassem.
Que beijo tão suave e doce.
Eu amava-a. Eu queria tornar os seus sonhos realidade.
Uma tarde, antes de nos despedirmos, sussurrei-lhe ao ouvido:
“Esta noite vais mais alto. Esta noite vais tocar nas estrelas.”
E entreguei-lhe uma chave. Uma chave para a Torre.
Os olhos dela ganharam um brilho maior que o do sol.
Abraçou-me.
“Obrigado! E tu? Vens comigo? Queres ir mais alto e sentir como é tocar numa estrela?”
“Eu já senti. Eu já te toquei.”
E assim nos despedimos.
Na noite cerrada, caminhei em direcção à Torre Eiffel.
Parei na ponte onde sempre a costumava ver.
Olhei para o topo da Torre e vi uma silhueta.
Uma silhueta esbelta e mais brilhante do que o anel de diamante escondido no meu bolso.
Tocava nas estrelas pedindo os seus desejos. Estava lá, mais alto.
A mulher a quem entreguei o meu coração.
A mulher que amo.

© Fox 2017 #69Letras

Há algo de ti que vive em mim

Há algo de ti que vive em mim.
É o teu olhar sereno
Que me apanhou na sua rede
E fez de mim sereia do mar
Nos teus olhos a mergulhar.
É o teu toque carinhoso
Que me envolveu no seu véu
E fez de mim deusa encantada
À tua mão agarrada.
É o teu calor sensual
Que me derreteu no seu abraço
E fez de mim princesa das Arábias
Esquecendo-me das palavras sábias.
É o teu beijo apaixonado
Que me envenenou com o seu sabor
E fez de mim Eva no Paraíso
Perdida no teu sorriso.
É o teu amor intenso
Que me amou no seu ser
E fez de mim a tua mulher
Para contigo esta paixão viver.
Sim.
Há algo de ti que vive em mim.

© Fox 2017 #69Letras

Eroticamente inteira

Tens um olhar ao mesmo tempo safado e inocente
Desejo nos olhos em movimentos de corpo de menina de regras
Uma boca sedenta de mim que transmite ideias de missionaria
Pele quente de fome do meu toque em corpo que tenta se afastar
Pose de senhora rigida que faz por se esfregar em mim
Beijas de labios com uma intensidade que pareço estar todo dentro da tua boca
As tuas regras são tuas mas o teu corpo e mente é meu!!
Estou eroticamente apaixonado por ti

Read My Mind

Nunca soubeste desta minha luta.

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Nunca soubeste desta minha luta.

Depois de te desculpares de mil e uma formas diferentes e insistires para nos dar uma segunda oportunidade, cedi e aceitei ‘perdoar-te’.
Perdoar-te…
Para ti foi como se nada tivesse acontecido, mas para mim, mais do que te aceitar de volta, foi uma luta diária, uma luta constante, uma luta que nunca soubeste o quanto dói e destrói.
Nunca soubeste desta minha luta, dos meses que demorei a ultrapassar para te voltar a sentir e desejar e apagar ou suavizar a lembrança da outra mulher com quem eu te partilhava sem saber.
Nunca vais saber desta minha luta entre lençóis!
Das luzes desligadas para não veres as lágrimas a cair, da insegurança em deixar-te ver o meu corpo.
Nunca vais saber que desde o momento em que entravas em mim o que mais queria era que te despachasses.. nunca vais saber que o teu toque fazia a minha pele doer, que os teus beijos me sabiam a falso e que enquanto me beijavas de um jeito que parecia apaixonado o meu peito gritava de mágoa.
Nunca vais saber que não te desejava, que te sentia dentro de mim como se fosse feita de gelo, apenas sentia os movimentos, mas o desejo sentimento tesão ou excitação apagou-se em mim…
Nunca vais saber desta minha luta em te perdoar e do quanto me esforcei para ultrapassar e nunca consegui.

© ?Cátia Teixeira, Vizinha 69 Letras 2017

Tudo me leva a ti…

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Às vezes dou por mim a questionar que merda de vida é esta que levo, sinto-me morto, sem ânimo e vontade de nada.

Tudo me leva a ti.

Como posso estar ao lado de alguém que não tu?
Como posso enganar-me e enganar alguém? Todo eu tenho o teu nome tatuado na minha pele, na minha alma.

Eu pertenço-te, tal como no primeiro dia em que me apaixonei por ti.


Não precisas fazer nada para me desorientar a vida, miserável, que levo.
Tornei-me num homem que nem eu reconheço, hoje sou frio, amargo, interessado apenas em prazer momentâneo.


Sinto que perdi a mulher da minha vida, a mulher que eu queria para mãe dos meus filhos, a mulher com que eu queria envelhecer até acabar os meus dias…


Não quero, não consigo, matar-te em mim. Continuo aqui, querendo ou não, eternamente teu.

SilentSoul ‪#‎69Letras‬

Hoje de nós só restam memórias…

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O dia está chuvoso, ouço a chuva a bater na janela do meu quarto, estou deitado na minha cama, onde te vi dormir, onde te amei, onde me apaixonei tantas e tantas vezes por ti.

Dizem-me que este sentimento a que eu chamo de amor por ti é obsessão… Talvez seja, talvez esteja doente.

Começo a achar que tu és a minha doença crónica e não faço a menor ideia de como a amenizar.

Passe o tempo que passar, será sempre difícil lidar com a tua ausência, haverá sempre algo que me recorde de ti, por mais insignificante que seja, estou a aprender a viver sem ti, há coisas que levam tempo.
Tornaste o amor algo grandioso para mim, elevaste as emoções a um nível altíssimo e foste sem dúvida a parte mais sublime da minha história vivida até então.


Fecho os olhos e consigo rever aquela manhã em te deixei a dormir na minha cama, para ir trabalhar, cheguei atrasado, lembraste?, porque não conseguia deixar-te, queria um beijo atrás de outro, fiquei a olhar-te da porta, era tão viciado em ti, voltei atrás, roubei-te uns quantos beijos, dei-te um abraço bem forte e disse que te amava, fui-me embora e como sempre, eu fui mas o meu coração ficou contigo, levei comigo o sorriso mais parvo e apaixonado que alguma vez tive, a tua imagem na minha mente e morri de saudades tuas o resto do dia.


Hoje de nós só restam memórias, saudades e este amor solitário que tenho por ti.

SilentSoul #69Letras

Galopa a favor do vento

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Fotografia: Via Pinterest

Oh homem destemido com o coração apaixonado por aquela que por ti aguarda noite e dia sem cessar, quando ousas tu finalmente chegar?
Meu bravo homem espero por aquele que será o dia que vais reivindicar o meu coração como teu.
Acelera e pede pressa ao tempo, galopa a favor do vento, vem depressa para a minha frente estende-me os teus braços e deixa-me ir no embalo do teu abraço.

A Vizinha